| |
|
|
Arthur Dapieve nasceu no Rio de Janeiro, em 3 de dezembro de 1963. Formou-se em Jornalismo pela PUC-RJ, onde hoje dá aulas de técnica de redação. Na imprensa, trabalhou no “Jornal do Brasil” e na revista “Veja Rio”. Foi editor e, há 12 anos, é colunista do jornal “O Globo”. Também escreve sobre música no site NoMínimo.com. Antes de publicar o seu primeiro romance, De Cada Amor Tu Herdarás Só o Cinismo, em 2004, lançou outros cinco títulos, nas áreas de cultura, música e humor. Além disso, apresenta, com o comediante Marcelo Madureira, o programa Sem Controle, no canal por assinatura GNT.
Quando começou a escrever reportagens, ainda no jornal de sua escola em Copacabana, Arthur Dapieve queria, na verdade, era escrever ficção, fascinado que era por autores como o francês Albert Camus e o americano John Fante. Formou-se em Jornalismo, trabalhou em algumas das mais importantes redações do Brasil e publicou cinco títulos de não-ficção que, lenta, porém inexoravelmente, o reconduziram ao trajeto desejado. “Precisei passar vinte anos quase sem escrever ficção para afinal publicar De Cada Amor Tu Herdarás Só o Cinismo (2004), em linha gerais concebido desde os anos 80!”, espanta-se.
Dapieve, no entanto, não encara o tempo passado nos jornais como perdido. Entende, inclusive, que o exercício diário lhe ensinou a cortar do texto qualquer excesso. Na hora de escrever o seu romance, usou as técnicas e truques aprendidos na suposta objetividade das redações. Graças a isso, injetou uma desconfortável sensação de verossimilhança na história do publicitário quase cinqüentão que se apaixona pela estagiária ruiva da agência. Familiar? Claro. O romance Um amor, de Dino Buzzati, até dialoga com a trama, desnudando a brincadeira metalingüística da lolita-como-gênero-literário: o homem maduro se chama Dino, como o italiano, e a garota, Adelaide, sim, como a prostituta milanesa.
O realismo dos diálogos e mensagens eletrônicas dos protagonistas foi reforçado pelo conhecimento que o autor tem da geografia boêmia do Rio de Janeiro e pelas referências ao futebol e à música pop nacional e internacional com que sempre trabalhou na imprensa – um pouco como um Lester Bangs ou um Nick Hornby carioca. “Muita gente me pergunta se é um roman à clef”, diverte-se Dapieve. “O fato de as pessoas terem dúvida sobre se o Dino é um alter ego meu ou não já mostra que atingi ao menos parte do meu objetivo: mexer com as pessoas a ponto de botá-las para pensar ‘será?’ ”
Leia a entrevista com Arthur Dapieve
OBRAS
Romances
- De Cada Amor Tu Herdarás Só o Cinismo – 2004, Objetiva - 221 págs.
- Black Music - 2008, Objetiva - 116 págs.
Contos & Crônicas
- Miúdos Metafísicos – 1999, TopBooks - 234 págs.
Infantil & Juvenil
- MORTE - Coleção Explicando a Meus Filhos – (no prelo), Agir
Não Ficção: Ensaios, Biografias
- BRock – O rock brasileiro dos anos 80 – 1995, Editora 34 - 223 págs.
- Guia de Rock em CD (co-autor: Luiz Henrique Romanholli) – 2000, Jorge Zahar Editor - 339 págs.
- Renato Russo – O trovador solitário – 2000, 2006, Ediouro - 188 págs. - Os Paralamas do Sucesso (fotografias de Mauricio Valladares - comentários de Bi Ribeiro, Herbert Vianna e João Barone) - 2006, Senac Rio e Jaboticaba - 235 págs. - Morreu na Contramão: O Suicídio como Notícia - 2007, Jorge Zahar Editor - 191 págs.
- 300 Discos Importantes da Música Brasileira (co-autores: Tárik de Souza e Carlos Calado) – 2008, Paz e Terra - 435 págs.
Humor
- Manual do Mané (co-autor: Gustavo Poli e Sérgio Rodrigues) – 2003, Editora Planeta - 124 págs.
Edições Estrangeiras
- Portugal – De cada amor tu herdarás só o cinismo - 2009, Quetzal - Portugal – Black Music (no prelo), Quetzal
|