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Arquivo: Janeiro/2009
• Bel Kutner e Paulo José apresentam programa de poesia no Canal Futura
• Onde o sol não alcança, de Janaína Michalski, será lançado no Salão da FNLIJ
• Nova Fronteira e Projeto reeditam Sylvia Orthof
• O silêncio dos amantes brilha no teatro
• Conheça os novos cursos da Estação das Letras
• Elisa Lucinda faz worshop de poesia com textos de Adélia Prado, Quintana, Drummond e João Cabral
• Sônia Eva lança livros para ler e pensar
• Entre caixas e planos, estamos nos mudando!

Bel Kutner e Paulo José apresentam programa de poesia no Canal Futura
Apresentado pelos atores Paulo José e Bel Kutner, o programa Palavras está encantando o público, toda quinta-feira, às 22h, no Canal Futura. Nos oito episódios, com duração de três ou quatro minutos cada, Bel Kutner e Paulo José dizem poemas de Mario Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Camões, e outros grandes nomes da língua portuguesa. A bela novidade é que os atores planejam fazer mais oito episódios, até o meio do ano. No release de divulgação do programa, Paulo José lembra que já disse muita poesia na televisão, mas que a ideia de montar uma série especialmente para a TV, no entanto, veio de uma inquietude sua com relação à forma como a poesia vinha sendo exposta nesse veículo. “Na comemoração do centenário de nascimento de Mario Quintana, por exemplo, me lembro da homenagem que vi na televisão. Anunciaram o soneto 'A rua dos Cataventos', mas só foram declamados os quatro primeiros versos. Não colocaram o resto por falta de tempo. A impressão era de que quatro versos eram mais do que suficientes para despachar o poeta. Então, pensei que tinha de fazer algo diferente. Foi assim que nasceu o projeto do Palavras”.
Bem feliz com o resultado do programa, Bel Kutner nos fala, por e-mail, sobre a importância da poesia na sua própria vida. "Eu amei fazer esse trabalho. Não só pelos poemas, escolhidos a dedo, como por estar ao lado do meu pai, que sempre nos estimulou a dizer poesia, como a mãe dele, que até os 94 anos declamava lindamente, em português, francês e espanhol, sua língua materna. Assim, a minha avó Maria del Carmen levava todos às lágrimas”. Com fotografia de Walter Carvalho, roteiro de Paulo José e Clara Kutner, feito com sensibilidade, capricho e competência, Palavras, que foi apresentado no Fantástico, em 2008, é mais uma prova preciosa de que é possível levar a literatura para a televisão, com estética e beleza, sem chatice.

Onde o sol não alcança, de Janaína Michalski, será lançado no Salão da FNLIJ

Notícia dos bastidores : Onde o sol não alcança, de Janaína Michalski, será lançado pela Nova Fronteira no Salão do Livro para Crianças e Jovens, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, em junho, com ilustrações de Alê Abreu (www.aleabreu.com.br/). Aliás, as ilustrações do Alê ficaram muito bonitas, cheias de bossa e poesia, bem na atmosfera do lindo e irresistível texto de estréia da Janaína, nova autora da Agência. Essa notícia é só para dar ainda mais quentura na espera.

Nova Fronteira e Projeto reeditam Sylvia Orthof

Uma linda notícia: este ano nossa inesquecível Sylvia Orthof terá quatro livros reeditados pela Nova Fronteira e um pela Projeto. Editora de literatura infantil da Nova Fronteira, Daniele Cajueiro conta como nasceu a idéia de relançar os títulos Fada Fofa em Paris, Fada Fofa e os 7 anjinhos, Fada Fofa Onça-Fada, e o Manual de boas maneiras das fadas. “Há tempos conversamos com a Lucia Riff sobre os livros da Sylvia. Queríamos ter mais livros da autora em nosso catálogo. Algumas conversas depois, a Lucia nos ofereceu alguns títulos que estavam sem contrato. Selecionamos então essas histórias e planejamos lançar os livros ainda no primeiro semestre deste ano”, diz Daniele.
Daniele Cajueiro revela o que mais a fascina nos livros da Sylvia e não poupa elogios à escritora. “Bem, a Sylvia é uma autora múltipla. Ao ‘brincar de livro’, como dizia, ela narrava suas histórias com texto e ilustrações de sua autoria. A Sylvia pensava o livro como feito realizado e o concebia considerando toda a sua estrutura narrativa, deixando sempre espaço declarado para a imaginação e a criação do leitor. Seu texto único - rico na linguagem, no enredo, na construção dos personagens e nas referências a um repertório vastíssimo -apresenta leveza e graça, que encanta imediatamente crianças e adultos. As ilustrações são ótimas e divertidas, e muitas vezes trazem colagens e textos. Isso torna a obra da Sylvia muito atual e atraente para as crianças. É realmente fantástica a maneira como ela consegue que o próprio livro faça referências a elementos do seu universo: o leitor, a autora, o (a) ilustrador(a), a quarta capa, o contrato e até mesmo a editora. O texto, a linguagem, as ilustrações, as várias narrativas possíveis, a concepção do livro e a interatividade proposta consagram a obra infantil de Sylvia Orthof e despertam o universo lúdico, imaginário e literário de crianças e adultos. Seus personagens são especialmente ricos, mas a Fada Fofa é com certeza uma de suas melhores criações. Esta série não poderia ficar fora das livrarias. Ah, e a ironia do Manual de boas maneiras brinca com o politicamente correto e com a vaidade, temas tão falados atualmente. Outra ótima leitura”, constata Daniele.
Além dessa deliciosa série de fadas, os leitores da Sylvia poderão se deliciar com Ervilina e o princês – ou deu a louca em Ervilina, que será relançado pela Projeto. Entusiasmada, a editora Annete Baldi fala sobre o sentimento de ter a Sylvia em seu catálogo. “Estamos muitíssimo felizes de abrir a porta da nossa casa editorial para a queridíssima Sylvia entrar. Ela deixou marcas em todos nós, que apreciamos e trabalhamos com literatura e crianças. Tivemos um contato pessoal e muito especial com a Sylvia e seu Grupo Teatro do Livro Aberto num COLE há muitos e então a convidamos para vir a Porto Alegre. Ela veio em junho de 1992 e realizou uma palestra sobre o universo Infantil nos anos 90 para a Escola Projeto, e o seu Grupo fez uma apresentação do lindo Ponto de tecer poesia. Foi bárbaro. Na palestra ela disse uma daquelas suas máximas (que por sinal usamos por um bom tempo em nosso catálogo, antes de ela estar ali como autora, e agora voltaremos a usar!): ‘Na escola, o livro é trabalhado. E trabalho vira chatura. O livro é para ser lido. A gente aprende geografia, matemática, português. Tudo tem regra. Mas livro mexe com algo que não tem regras, que é a emoção’. Acho que esse sempre foi o tom da Sylvia (contra a chatura do mundo), e isso está na sua literatura de forma muito marcante, com seus escritos que surgem escondidos nos cantinhos, com seu tom de deboche e seu humor inteligente e também sutil. A Sylvia escrevia para uma criança que considerava pensante e capaz de rir e se emocionar com as invencionices que ela fazia”, diz Anette.
E Annete Baldi fala com entusiasmo de Ervilina e o princês - ou deu a louca em Ervilina. “É um texto tremendamente divertido. Estava fazendo falta nas prateleiras das livrarias e bibliotecas há uns bons anos! A nossa edição será ilustrada pela Laura Castilhos (www.lauracastilhos.com.br/) e terá lançamento no 11º Salão do Livro da FNLIJ em junho no Rio e no dia 27 de junho, em Porto Alegre, com a presença do Grupo Teatro do Livro Aberto que traremos para a apresentação da peça teatral homônima, numa super homenagem que queremos prestar à Sylvia. Será uma grande festa, bem divertida, do jeito que ela ia curtir, com certeza”, conclui a editora.

O silêncio dos amantes brilha no teatro

Publicado pela Record, O Silêncio dos amantes, de Lya Luft, está fazendo um tremendo sucesso, no Teatro Maria Clara Machado Planetário, na Gávea, com adaptação e direção de Moacyr Góes. Para quem não assistiu, o espetáculo está uma beleza rara, em todos os sentidos. Mexida, depois da apresentação, Lucia Riff conta o que sentiu: "Os quatro atores, Carla Rosa, Augusto Garcia, Giselle Lima e León Góes são excepcionais, o cenário é incrível, a iluminação, a música, o figurino, está tudo perfeito. O interessante é que não foi feita uma adaptação. O Moacyr escolheu quatro contos (O anão, A pedra da bruxa, Um copo de lágrimas e O que a gente não disse) e cada um dos contos foi dito, 'contado' por um dos atores. Espero que a peça viaje pelo Brasil, que muita gente possa assistir e se emocionar também", diz Lucia.
Detalhe: a Lya ainda não pôde ver o espetáculo, mas planeja vir ao Rio para assistir, em fevereiro. “Fico feliz, primeiro porque o livro despertou essa emoção toda de que o Moacyr me fala. Segundo, ele é um diretor muito respeitado. Terceiro, porque outra linguagem sobre meu texto sempre me interessa muito. Fiquei emocionada de ver as fotos da peça. Infelizmente, na estréia, eu estava recolhida no interior do Rio Grande do Sul, começando meu novo livro, mas assim que puder vou assistir com muita alegria e honra. Bem, o fato é que tentei mais de uma vez me recolher na minha cidade amada, Torres, uma praia com falésias, aqui no RS, aonde vou desde bebezinho. Mas tive de voltar, porque meu lugar de escrever, na verdade, é no meu pequeno escritório, na minha cobertura, nem nova nem luxuosa, mas com uma deslumbrante vista direto sobre um parque”, revela Lya.

Conheça os novos cursos da Estação das Letras

A Estação das Letras está com inscrições abertas para um bocado de cursos que começam em janeiro e fevereiro, entre eles: Oficina de poesia (ministrada por Suzana Vargas); Caminhos da crônica (por Arthur Dapieve); A arte da poesia (por Ferreira Gullar); Oficina da imaginação (por José Castello); A estrutura do soneto: a poesia e as formas clássicas (por Carlos Nejar); Escrevendo e publicando textos para crianças (por Ninfa Parreiras). Outros detalhes: 21-3237-3947, ou pelo site www.estacaodasletras.com.br .

Elisa Lucinda faz worshop de poesia com textos de Adélia Prado, Quintana, Drummond e João Cabral

A Casa do Poema, em Botafogo, está com inscrições abertas para o workshop de poesia falada de Elisa Lucinda. De 26 a 30 de janeiro, das 19h às 22h, a escritora promete trabalhar textos de Adélia Prado, Mario Quintana, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa e Manuel Bandeira, entre outros. Mais informações: 21- 2286-5977/5976.

Sônia Eva lança livros para ler e pensar

Nossa amiga Sônia Eva, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ), acaba de publicar a coleção Para ler e pensar, pela editora Mauad, com três livros, Família, Sexualidade e Sentimentos, reunindo textos veiculados no programa Escutar e pensar, da Rádio MEC-AM. Desde 2001, o programa é coordenado por Sônia e produzido também por outros psicanalistas da SBPRJ. Os textos abordam diversos assuntos do cotidiano, sem tabus, de um ponto de vista psicanalítico, com leveza e sedução. Para conhecer o programa, e ouvi-lo em áudio, dê um pulo no site http://www.sbprj.org.br/. Lá, você também encontrará o novo programa da SBPRJ, Perguntar e pensar, em formato de rádio-dramaturgia, dirigido a crianças, adolescentes e famílias.
De fato, o que é mais precioso nos três livros é a simplicidade com que temas complexos são tratados. “Acho que conseguimos desmistificar e democratizar um pouco o saber psicanalítico, traduzindo conceitos herméticos para a linguagem cotidiana, despretensiosa, tornando a leitura fácil e atraente para todo tipo de leitor. A possibilidade de compreender as situações do dia-a-dia de uma nova maneira, pensá-las sob a ótica da psicanálise sem que sejam necessários mistério e pompa certamente provoca mudanças no leitor e em seus relacionamentos. Cada livro apresenta vários temas, e cada tema é abordado em um ou dois textos pequenos que são lidos em cinco minutos. Não há ordem precisa, podendo se ler a partir de qualquer texto. É meio Y-shing da psicanálise. É um erro colocá-los na área de psicologia/psicanálise como estão fazendo algumas livrarias”, observa Sônia. Realmente, Família, Sexualidade e Sentimentos não são livros apenas para estudiosos, profissionais e interessados na área, mas para todos os leitores que não abrem mão de exercitar o pensamento e educar permanentemente a própria sensibilidade.

Entre caixas e planos, estamos nos mudando!
A mudança da nossa agência está marcada para o dia 24 de janeiro. Estamos correndo com as obras finais, e logo logo começamos a encaixotar tudo. O telefone e os e-mails continuam os mesmos, mas o endereço, a partir dessa data, será o da Avenida Calógeras n° 6, sala 1007. Pedimos aos editores, autores, agentes, colaboradores, e amigos em geral, para não nos mandarem pacotes a partir do dia 19, a não ser que seja assunto urgente, claro. Então, receberemos tudo normalmente, a partir do dia dois de fevereiro, já em nosso novo endereço!

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