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Arquivo: Março/2007
• Romance de Maria Valéria Rezende aterrissa em Portugal
• Inez Cabral de Melo realiza oficina de audiovisual
• Livro de memórias de Ivo Pitanguy está no prelo da Nova Fronteira
• Entrevista com Mariana e Maria Tereza Maldonado
• Um pai mais visível do que nunca
• Cíntia Moscovich faz um gordo sucesso
• Claudia Tajes participa de congresso de autores em Londres
• Flávio Carneiro fala sobre literatura em Recife e ministra curso no Rio

Romance de Maria Valéria Rezende aterrissa em Portugal

Com uma edição lindíssima, no dia 19 de março, a Oficina do Livro começa a distribuir em Portugal O Vôo da Guará Vermelha, de Maria Valéria Rezende. Editora-executiva da Oficina do Livro, Cristina Ovídio revela o seu entusiasmo pelo romance de Maria Valéria. "A beleza da prosa poética associada a uma temática tão sensível, como só uma pessoa grande teria capacidade para o fazer, proporcionou-me momentos únicos de leitura", diz Cristina. Da mesma forma, Maria Valéria não esconde a sua felicidade. "Estou de verdade alegre e comovida por saber que o meu livro está fazendo o seu caminho em Portugal. Não é só vaidade, não, é alguma coisa de muito mais profundo: como um sentimento de repatriamento, nessa nossa pátria-língua de Fernando Pessoa e Camões", conclui a autora. E nós, aqui na agência, felizes da vida, comemorarmos essa notícia tão bela e tão importante.
Muito entusiasmada, a editora portuguesa Cristina Ovídio conta que O Vôo da Guará Vermelha provocou nela prazer e deslumbramento. "É um livro que toca o coração de cada um de nós sem falsos sentimentalismos ou pieguismo fácil. A originalidade da linguagem, a musicalidade, a criatividade e a extrema sensibilidade que se adivinha através dos silêncios e da comunicação entre Rosálio e Irene transporta-nos para o mundo dos contadores de histórias, da cultura popular e erudita e recorda-nos que as Mil e Uma Noites continuam vivas e despertam em nós o instinto de sobrevivência e de humanidade", ressalta Cristina.
Por e-mail, de Portugal, Cristina Ovídio elogia o talento e a forma de viver de Maria Valéria. "É pela força da palavra, do sonho, de uma linguagem mágica que nos faz pensar em Mia Couto (pela reinvenção da escrita e do enlevo tão próprio da sua escrita) que vamos ao encontro do leitor português. Mas também pela força da autora, Maria Valéria Rezende, pela sua personalidade e pelo seu espírito de entrega a causas sociais e à paixão pela vida. Como Maria Valéria Rezende confessou numa entrevista “Minha vocação não são as sombras. Mas é por elas que tento recuperar a luz.”
Iluminada ainda mais pela leitura do romance, como todos nós, Cristina Ovídio completa: "Este livro retrata a condição humana, no seu sentido mais integral, e faz-nos acordar para temáticas que pensamos que pertencem somente à vida de outra gente. E não à vida de todos nós. Andamos muito distraídos e absorvidos pelas nossas vidinhas sem estarmos atentos. Fernando Pessoa escreveu um dia: “Olhar as coisas é fácil e vão. Dentro das coisas é que as coisas são”. Este é o cerne, na minha perspectiva, deste livro", define a nossa sensível editora.

Inez Cabral de Melo realiza oficina de audiovisual

A Escola de Cinema Darcy Ribeiro está com inscrições abertas para a oficina Iniciação ao Audiovisual, da diretora Inêz Cabral de Melo. Com aulas voltadas para pessoas interessadas em cinema, tv e vídeo, Inez apresentará as características, diferenças e semelhanças entre a mídia digital ou a película e os caminhos e processos da realização audiovisual, de 17 de março a 14 de julho. Inez Cabral de Melo foi assistente de direção de Arnaldo Jabor e de Zelito Vianna, respectivamente em Toda Nudez Será Castigada, e em Morte e Vida Severina. Seu último trabalho em vídeo, Romance policial brasileiro, foi exibido em vários festivais internacionais e na mostra de novas linguagens em vídeo 25 Horas da Video Art Foundation, Barcelona 2003. Para Inez, a linguagem audiovisual, em geral, é a linguagem deste terceiro milênio. "Não se imagina mais um mundo sem televisão, sem filmes e até sem animações na Internet", lembra a cineasta. Sobre as aulas que dará na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, Inez ressalta: "Como as pessoas gostam muito de ir ao cinema, e com o advento da tecnologia digital, alguns acham que basta ligar a câmera e gravar qualquer coisa, para fazer um bom trabalho. A proposta do curso é ensinar a reconhecer e usar a técnica audiovisual, tanto como público quanto realizador. Porque, na realidade, hoje em dia, é preciso mais do que uma idéia na cabeça e uma câmera na mão para fazer um trabalho competente, apesar de que sem essa idéia, e sem câmera, não se faz nada", conclui Inez. Mais informações sobre o curso: www.escoladarcyribeiro.org.br, escoladarcyribeiro@visualnet.com.br , ou pelo tel: 21- 22333224.

Livro de memórias de Ivo Pitanguy está no prelo da Nova Fronteira

Ivo Pitanguy acaba de entregar à Nova Fronteira os originais do seu livro de memórias Aprendiz do tempo, com edição de texto do escritor e consultor Gustavo Barbosa. "O livro não é nada linear, vai ao sabor das lembranças e segue pela memória afetiva do Pitanguy. É um livro propositalmente leve, enxuto, e muito humano", explica Gustavo. Nada como entrar na vida e no pensamento de um dos homens realmente mais humanos, inteligentes e sensíveis do Brasil. Então, aguarde, aguarde!

Entrevista com Mariana e Maria Tereza Maldonado

Leia agora nossa entrevista com Mariana e Maria Tereza Maldonado, mãe e filha, autoras do livro Palavra de Mulher, que será lançado no dia 06 de março, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, incluindo um imperdível bate-papo com o público, às 19h30. Maria Tereza Maldonado é psicóloga e membro da American Family Therapy Academy. Trabalha como palestrante em todo o Brasil e é autora de mais de 20 livros sobre relacionamento familiar e desenvolvimento pessoal. Mariana Maldonado é ginecologista, obstetra e pós-graduada em Sexologia. Visite também os sites das autoras: www.mtmaldonado.com.br e www.marianamaldonado.com.br

Um pai mais visível do que nunca

Três meses depois do seu lançamento, O Pai Invisível, novo livro do Kledir Ramil, já vendeu mais de cinco mil exemplares. Publicado pela Objetiva, a obra traz histórias e reflexões sedutoras do autor sobre os desafios da paternidade. É uma leitura imperdível! "Estou tri contente com a aceitação do livro. Estar numa grande editora, como a Objetiva, é muito bom. Meu primeiro livro, Tipo Assim (que recebeu prêmios e críticas ótimas) também teve boas vendas, só que mais concentradas no sul. Por sua vez, O Pai Invisível está por todo Brasil e isso consolida minha trajetória de escritor e é um incentivo para que eu escreva cada vez mais", comemora Kledir.
O livro tem feito sucesso principalmente com a garotada, com pais, educadores e psicólogos. "Gosto desse leque amplo. Acredito que o interesse é porque falo do cotidiano e as pessoas se identificam. Escuto comentários do tipo:"parece que sou eu contando minhas histórias". Gostoso de ler, divertido, O Pai Invisível está tendo boa aceitação popular (o autor foi destaque nos programas da Ana Maria Braga, do Faustão, da Adriane Galisteu e do Raul Gil) e tem uma linguagem que é ao mesmo tempo simples e cuidadosamente trabalhada."Isso talvez explique o reconhecimento e os elogios da crítica e do ambiente literário. Gosto disso, pois é o que sempre busquei com minhas canções fazer uma música que fosse popular e, ao mesmo tempo, de qualidade”, declara o nossa caríssimo escritor.

Cíntia Moscovich faz um gordo sucesso

Também estamos muito felizes com o super sucesso de Por que sou gorda, mamãe?, da Cíntia Moscovich. O livro foi imensamente bem recebido pela mídia, em quase duas dezenas de matérias e crônicas em jornais, revistas e sites de todo o país. "Foi tão bem recebido que chega a dar medo", admite Cíntia. Para a nossa querida autora gaúcha, essa não é uma avaliação precipitada ou autocondescendente. E ela tem razão. "Os fatos me demonstram isso com clareza solar. Gente que está atuando na mídia há muito tempo, que faz um trabalho sério honesto, gente que, a não ser o próprio texto, não tem outro motivo para elogiar, essa qualidade de pessoas recebeu minha Gorda com alegria e satisfação - me atrevo a dizer. E o mais bonito disso tudo é a multiplicidade de leituras que foram feitas. Houve jornalistas que deram mais ênfase ao aspecto da gordura da personagem, outros que se interessaram pelos problemas de relacionamento da narradora, outros que viram o livro como uma extensão de preconceitos étnicos e religiosos", conclui Cíntia.
Entusiasmada, a autora também ressalta a importância da diversidade de opiniões publicadas na imprensa. "Cada qual de seu jeito, entrando no livro por uma porta distinta, todos eles vieram me dizer que deu certo. Que era possível estender um drama aparentemente tão singular e exclusivo para muitas pessoas, que cada pessoa é um mundo e que este mundo vive cercado e recheado por dramas de auto-imagem e de relacionamento. A acolhida da mídia me disse mais coisas: me afiançou que a gente pode rir e fazer humor até com fatos comezinhos, até com elementos que não são considerados sérios. Essa era a dúvida que eu tinha: até que ponto problemas prosaicos eram grandes situações de vida e, em qual medida, a gente podia tratar deles com leveza. Até aqui, no meu ponto de vista, os grandes conflitos existenciais se referiam exclusivamente à alma, ao sofrimento da existência, aos grandes dilemas morais. Então, me convenci, ou me convenceram, que o grande dilema da vida é a própria vida. E que o humor dá jeito. Se não dá jeito no problema, ao menos alivia a dor de conviver com ele. Claro, e me disseram aquilo que é a mais sublime música para um escritor: vai, guria, que estás no bom caminho. Ufa, falei demais... É que agora estou com outro drama. Um livro com uma acolhida dessas gera uma expectativa extraordinária. Como é que vai ser no meu próximo livro?", indaga nossa amiga dos pampas. Bem, de uma forma ou de outra, o fato é que será um livro com a sua cara, e só isso já basta para esperarmos ansiosamente por ele.

Claudia Tajes participa de congresso de autores em Londres

Convidada por Guilherme Amaral, coordenador da associação de direitos autorais Abramus (www.abramus.org.br), Claudia Tajes embarcará com ele, em abril, para participar de um importante congresso de autores de audiovisual, teatro e literatura, em Londres, o International Council of Dramatic, Literary and Audiovisual Creators. "Estou super entusiasmada. Neste momento, estou com alguns livros sendo adaptados para meios diferentes. A minha expectativa é aproveitar cada segundo para aprender, convidar o Guilherme para um jantar de rei e me encontrar com a Lucia Riff e o Paulo Roberto Pires (editor da Agir), que também vão estar em Londres, no período, participando de uma feira do livro. Melhor impossível!", comemora Claudia.

Flávio Carneiro fala sobre literatura em Recife e ministra curso no Rio

Flávio Carneiro participará de uma mesa-redonda sobre escritores críticos, na Livraria Cultura, de Recife, no dia nove de março, às 19h, dentro do projeto Rumos, do Instituto Itaú-Cultural, de São Paulo. Também participarão da mesa os escritores Raimundo Carrero e Miguel Sanches Neto. O projeto programou uma série de outras atividades ligadas ao tema da crítica literária. "Acho excelente a iniciativa, até para mudar um pouco essa imagem do crítico como o sujeito chato, ranzinza e tal. Vou participar desse encontro em Recife e depois, na semana seguinte, de um outro, em São Paulo, sobre o mesmo tema. A idéia, nas duas mesas de que vou participar, é falar um pouco sobre as relação entre a atividade do crítico e a do escritor, desenvolvidas por quem lida com ambas, como é o meu caso", explica Flávio.
Depois, de volta ao Rio, a partir do dia quatro de abril, Flávio Carneiro dará o curso "Passeio pela ficção brasileira: do século XIX ao Século XXI", na Sala de Leituras, no Catete. "A idéia é oferecer aos alunos, durante três meses, um panorama da nossa ficção, neste período, através da leitura de contos e romances que considero significativos para a formação da narrativa brasileira. E eu tenho uma motivação especial com esse curso. Quando resolvi ser professor de literatura, pensava em ser apenas professor, quer dizer, estudar aquilo que me apaixona e falar dessa paixão. Infelizmente, hoje, o professor universitário tem que fazer coisas que não têm nada a ver com esse sonho. Precisava assumir cargos administrativos e responder a uma série de burocracias absurdas que acabam tirando da gente a motivação para a leitura e a sala-de-aula. Sinceramente, estou ficando cansado disso e não vejo perspectivas de mudança. Pensei nesse curso como uma alternativa e espero que dê certo", diz Flávio. A gente tem certeza de que vai dar. Mais informações: 21- 2285-1639. Contatos com o autor: www.flaviocarneiro.com.br

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