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Arquivo: Maio/2004
• Companhia das Letras reedita obra completa de Érico Verissimo
• Leticia Wierzchowsky reacende o leitor
• Dez anos sem Mario Quintana
• Maria Tereza Maldonado na FGV
• Margarida está no ar!
• Tem poesia no projeto Rodas da Leitura
• Entrevista de junho: Alcione Araújo

Companhia das Letras reedita obra completa de Érico Verissimo
Uma notícia bem linda: a Companhia das Letras fechou contrato para a reedição de toda a obra de Érico Verissimo. Editora da Companhia, Heloisa Jahn conta que está feliz e orgulhosa pela missão de cuidar dos livros de Érico. “Li CLARISSA aos quinze anos e virei leitora encantada da obra dele. Começamos a publicar os seus livros infantis em 2003, ilustrados pela Eva Furnari. Queremos que a obra adulta, que será lançada a partir do segundo semestre de 2004, seja uma homenagem especial aos cem anos do nascimento do autor, que se completam em 2005”, diz Heloisa.

Leticia Wierzchowsky reacende o leitor
Outra novidade muito bacana: Leticia Wierzchowsky acaba de entregar à Record os originais de UM FAROL NO PAMPA. Leticia revela que, pela primeira vez na vida, sentiu medo de mergulhar numa história. “Ah, o FAROL. Bem, a história ficou acendendo e apagando dentro de mim... Vinha a vontade de seguir narrando aquela história, de dar outro rumo para os personagens de A CASA DAS SETE MULHERES, quando as paredes caíram e a guerra acabou, e vinha um medo; medo de desfiar mais o novelo, medo do que iriam dizer, medo da expectativa do leitor... Confesso que foi o primeiro livro a me causar medo durante sua escritura. Eu nunca tinha tido aquela coisa de acordar no meio da noite e ficar pensando na história, na vida de um personagem... Pois é isso. Deu medo e foi bom. Ao contrário de A CASA, o FAROL não tem um plano definido, embora seja um livro histórico. É um livro aberto, solto no tempo, o que me permitiu brincar e jogar bastante com o enredo. Começa em 1847, dois anos depois do fim da Revolução Farroupilha, no dia da morte do general Bento Gonçalves, e termina em 1903, com alguns saltos temporais”, completa Leticia.
Entusiasmada, a editora Luciana Villas Boas destaca os principais diferenciais da obra. “ UM FAROL NO PAMPA continua a saga iniciada em A CASA DAS SETE MULHERES, mas em termos de estilo e linguagem há diferenças significativas entre um livro e outro. O novo romance encontra as personagens da CASA e seus herdeiros enfrentando mais uma guerra, agora a do Paraguai, mas pode se dizer que a linguagem de UM FAROL NO PAMPA é mais sofisticada, com inteligente alternância de estilos, vozes e épocas, compondo uma narrativa de muita agilidade e ritmo. Ao mesmo tempo, a marca autoral de Leticia Wierzchowsky está em seus temas de sempre: o amor e a fatalidade, os grandes encontros mas também as mortes e as separações – tudo finamente dosado para o texto não ficar pesado ou melodramático. Suas descrições de combate são obra de virtuose”, completa Luciana.

Dez anos sem Mario Quintana
Há dez anos, no dia três de maio de 1994, morria Mario Quintana. O poeta costumava dizer: “Eles passarão, eu passarinho”. E a vontade de ler o Mario não passa. Pelo contrário, ela aumenta cada vez mais. Em 2006, vamos comemorar o centenário do Quintana com novos projetos e muita saudade.

Maria Tereza Maldonado na FGV
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está com inscrições abertas para o Curso de Formação de Negociadores, e Maria Tereza Maldonado dará o módulo sobre solução de conflitos. Com aulas interativas, a autora vai utilizar recursos de filmes, músicas e dinâmicas de grupo para refletir mais a fundo sobre a complexidade dos sentimentos e as necessidades que estão subjacentes às posições rígidas que tão comumente as pessoas adotam diante do conflito. Maria Tereza: “vamos refletir sobre os mais diversos caminhos para aumentar nossos recursos de comunicação, e criar soluções que sejam razoavelmente boas para as pessoas empacadas em impasses difíceis de resolver no convívio familiar e também no convívio profissional”.
Segundo Maria Tereza, o maior desafio do seu novo curso é mostrar que o conflito não é necessariamente ruim, mas pode ser terra fértil para gerar soluções criativas e satisfatórias para todos. “Nesse sentido, é preciso descobrir o caminho para que as partes envolvidas num conflito deixem de ser adversárias e se tornem ´sócias do problema.`. Isso nem sempre é fácil, porque durante toda a vida precisamos aprender a atacar o problema, em vez de atacar as pessoas”, conclui Tereza.
Mais informações: (21) 2559-5553, ou pelo e-mail: trein_ibre@fgv.br


Tem poesia no projeto Rodas da Leitura
Coordenado por Suzana Vargas, o projeto Rodas da Leitura reúne, no Centro Cultural Banco do Brasil, na quinta-feira, dia seis de maio, os poetas Cláudia Roquette-Pinto e Paulo Henriques Britto.

Entrevista de junho: Alcione Araújo
Em nossa edição de junho, Alcione Araújo falará sobre URGENTE É A VIDA, coletânea de crônicas que ele está lançando pela Record. Publicadas originalmente no jornal O Estado de Minas, as crônicas do Alcione mostram a sensibilidade, o olho poético e a maturidade do autor. O papo promete, o papo promete!

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