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Arquivo: Setembro/2003


• Notícia extraordinária!!! - Livro de Lya Luft chega a marca de 50 mil exemplares vendidos

• Rocco reedita clássicos de José Cândido de Carvalho

• Marina Colasanti estréia na Record

• Pedro Drummond reúne novos poetas em CD

• Drummond tradutor

• Adriana Falcão cria dicionário poético

• A nova minissérie de Maria Adelaide Amaral

• Entrevista de outubro: Kledir Ramil

• Beleza e estranheza no Salão do Livro







Notícia extraordinária!!! - Livro de Lya Luft chega a marca de 50 mil exemplares vendidos

PERDAS E GANHOS, de Lya Luft, acaba de atingir a marca de 50 mil exemplares vendidos, e assumiu o primeiríssimo lugar na lista de mais vendidos da revista VEJA, ultrapassando o best seller Paulo Coelho, que estava há cinco meses na pole position. Publicado pela Record, PERDAS E GANHOS também lidera a listas da revista ÉPOCA, do jornal O GLOBO e do JORNAL DO BRASIL. O boca a boca tem dado o que falar - e o que ler. Lya não pára de receber telefonemas, cartas e e-mails carinhosos de leitores e amigos. O mais recente foi da autora Maria Adelaide Amaral, que escreveu: "Querida Lya: li Perdas e Ganhos e amei a sabedoria, a serenidade, a inteligência e a doçura. Estou achando o máximo ver teu livro na lista dos best sellers. tenho o maior carinho e respeito por você. Obrigada por me esclarecer algumas coisas e relembrar outras. Do alto dos meus 61 anos, o beijão da Maria Adelaide." Fica aqui também o nosso beijo para a Lya. Aliás, um beijo bem feliz. PERDAS E GANHOS é um livro para ser lido, relido, saboreado e digerido muitas vezes, por cada vez mais pessoas!









Rocco reedita clássicos de José Cândido de Carvalho

Depois de reeditar com todo o capricho os romances O CORONEL E O LOBISOMEM e OLHA PRO CÉU FREDERICO, a Rocco prepara a esperadíssima reedição de mais dois títulos de José Cândido de Carvalho: UM NINHO DE MAFAGAFES e POR QUE LULU BERGANTIM NÃO ATRAVESSOU O RUBICON. Os livros são coletâneas de pequenas histórias, causos, acontecimentos, um charme só! Entusiasmada com o desafio, a editora Mônica Figueiredo revela a possibilidade de uma das obras ser adaptada para a televisão: "Reeditar o José Cândido é uma satisfação enorme. E já fomos consultados a respeito da possibilidade de um roteiro do NINHO DE MAFAGAFES, para a TV Globo."









Marina Colasanti estréia na Record

Tem sangue novo na Record. Marina Colasanti acaba de entregar à editora Luciana Villas Boas os originais do livro de poesia FINO SANGUE. Marina também vai lançar pela Record um livro de ensaios, ainda sem título, com textos das suas deliciosas conferências sobre leitura, escrita e literatura. “Estou muito animada com a minha nova casa. Temos muitos projetos. Um deles é reeditar os meus livros que estão fora de mercado, tais como CONTOS DE AMOR RASGADO e A MORADA DO SER”, diz. Marina está na nossa pauta de entrevistas. Aguardem!









Pedro Drummond reúne novos poetas em CD

Em parceria com a gravadora Luz da Cidade, Pedro Drummond está concluindo um belo sonho. Ele vai lançar em novembro o CD TEMPO DE VERSO, que reúne 25 novos poetas do Rio e de outros estados, dentre eles: Bianca Ramoneda, Antonio Calloni, Claufe Rodrigues, Mano Melo, Mariana Ianelli, Felipe Martins, Tavinho Paes, Edmilson Caminha, Patrícia Carvalho e Lélia Coelho Frota. Pedro tem participado de recitais de poesia no Rio e convivido muito com a produção contemporânea e conta que os textos serão lidos pelos próprios autores. “Gostei muito de juntar poetas de várias tendências. É uma maneira que encontrei de manifestar a minha gratidão pela poesia”, conta o neto de Carlos Drummond de Andrade. Dono da Luz da Cidade, Paulinho Lima destaca a importância da iniciativa de Pedro Drummond. “É a primeira vez que alguém reúne o trabalho de novos poetas num CD.” Um dos mais importantes divulgadores da literatura em áudio, Paulinho já produziu mais de 30 CDS de poesia, conto e crônica. Este ano ele vai lançar um CD de poemas de Manuel Bandeira, lidos pelo ator Juca de Oliveira.









Drummond tradutor

Em grande estilo, a Cosac e Naify vai publicar uma reunião de todos os poemas que Carlos Drummond de Andrade traduziu para o Português. "Essa é a nossa ambição", diz o editor Samuel Titan. "Depois que lançarmos o livro, é bem possível que apareça alguém, no dia seguinte, com algum poema que desconhecíamos", brinca Samuel. A coordenação é do jornalista Augusto Massi, que já tinha bastante material reunido ao longo dos anos. A idéia do livro partiu dos irmãos Maurício e Pedro Drummond, que vem colaborando de forma importantíssima no projeto. O autor Carlito Azevedo também tem sido um grande colaborador da Cosac. Ainda sem título definido, a obra terá poemas de Valery, Yeats, Baudelaire, e também da poesia espanhola, incluindo Vicente Alexandre e Pedro Salinas. Samuel conta que uma das preocupações de Augusto Massi vem sendo examinar em que momento específico Drummond decidiu traduzir cada poeta. "Em 1937 e 1938, no meio da Guerra Civil Espanhola, por exemplo, ele traduziu três romanceiros da guerra. O romanceiro é uma forma tradicional da poesia espanhola. E o Drummond fez essas traduções em plena Ditadura Vargas. Ou seja, ele estava falando da Espanha, mas também estava falando do Brasil", analisa Titan. Num trabalho minucioso, Augusto Massi está investigando se há ligações entre os poemas traduzidos e os poemas do próprio Drummond. Samuel lembra que, em certo momento, por exemplo, Carlos Drummond de Andrade arrisca poemas narrativos e participativos, como na sua fase mais vermelha, de A ROSA DO POVO. "De repente, algo da ROSA DO POVO vem dessas traduções da poesia espanhola da guerra civil. Será que as escolhas dele foram aleatórias, ocasionais, ou será que correspondiam a interesses mais profundos do poeta? Também podem ser as duas coisas, quem sabe? Também é um trabalho de investigação crítica. O mais legal desse projeto é o gosto detetivesco e arqueológico de encontrar coisas que quase ninguém viu", orgulha-se Samuel.









Adriana Falcão cria dicionário poético

Ler dicionário vai virar mania. É que Adriana Falcão vai lançar o seu PEQUENO DICIONÁRIO DE PALAVRAS AO VENTO, pela Planeta. Responsável pela linda edição de outro livro da autora, MANIA DE EXPLICAÇÃO (Salamandra), Pascoal Soto se derrete de elogios para a autora. “Adriana está num momento realmente mágico. O livro tem explicações bem-humoradas e outras sérias, reflexivas. A unidade está na linguagem. É o que o Chico Buarque chama de adrianismo fantástico.” Com arrojado projeto gráfico de José Carlos Lollo, o livro traz preciosidades, tais como: “Escuridão: o resto da noite, se alguém recorta as estrelas./ Birra: quando a chatice fica exibida e, portanto, mais chata ainda./ Vírgula: a respiração da idéia./ Fantasia: qualquer tipo de “já pensou se fosse assim?” Ana Maria Machado já disse que MANIA DE EXPLICAÇÃO marcou uma nova fase da literatura infantil e juvenil brasileira. Para Pascoal Soto, o PEQUENO DICIONÁRIO DE PALAVRAS AO VENTO reafirma e dá uma nova dimensão ao pensamento de Ana. “Adriana aprisionou as palavras que o vento soprou para ela. Agora está na hora de soltá-las”, diz o editor.









A nova minissérie de Maria Adelaide Amaral

Maria Adelaide Amaral está mergulhada numa nova minissérie para a TV Globo. Por meio da trajetória da jovem Yolanda Penteado, sobrinha de Olívia Guedes Penteado, uma das grandes patronesses das artes e artistas da década de 20, Maria Adelaide conta a história da Semana de Arte Moderna, da Revolução de 32, dos movimentos políticos da década de 30, da transformação de São Paulo em grande metrópole e capital das artes. “A Bienal, o Museu de Arte Moderna, o Teatro Brasileiro de Comédia e a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, foram iniciativas de Ciccilo Matarazzo com quem Yolanda se casou nos anos 40, e ao lado do qual ajudou a construir esse imenso patrimônio cultural de São Paulo e do Brasil”, lembra a autora. “O meu grande desafio é conseguir contar uma história que fascine o público pelo lado folhetim e que consiga motivar as pessoas a se interessar pela história cultural de SP que também é a história cultural do Brasil do século XX”, conclui.









Entrevista de outubro: Kledir Ramil

Num papo melhor que polenta, em nossa entrevista de outubro, o gaúcho Kledir Ramil, da dupla Kleiton e Kledir, conta como aprendeu a escrever de ouvido e fala sobre o livro TIPO ASSIM, que marca a sua estréia na literatura, pela editora RBS.









Beleza e estranheza no Salão do Livro

Dia 13 de setembro, às 17h, Márcio Vassallo bate um papo com adolescentes na Biblioteca Jovem do Salão do Livro para Crianças e Jovens, no Museu de Arte Moderna/RJ. O tema do encontro é “Beleza e Estranheza: como escolhemos os livros e as pessoas da nossa vida.” Mais informações com a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil: (21) 2262-9130 - fnlij@fnlij.org.br









       
 
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