:: Agência RIFF :: 2010 ::
 
Autores Brasileiros Home | Diário de Bordo | Autores | Entrevistas | Agência Riff | Links | Catálogos
       
 
•  Cristiane Costa
   (Junho/10)


•  Flávia Lins e Silva
   (Abril/10)


•  Frances de Pontes Peebles
   (Fevereiro/10)


•  Luciana Savaget
   (Novembro/09)


•  João Silvério Trevisan
   (Outubro/09)


•  Carlos Domingos
   (Agosto/09)


•  Janaína Michalski
   (Julho/09)


•  Nicole Witt
   (Julho/09)


•  Flávio Carneiro
   (Junho/09)


•  Adriana Falcão
   (Maio/09)


•  Livia Garcia-Roza
   (Abril/09)


•  Sérgio Rodrigues
   (Março/09)


•  Guiomar Grammont
   (Dezembro/08)


•  Toni Lourenço
   (Novembro/08)


•  Afonso Borges
   (Outubro/08)


•  Lúcia Telles
   (Setembro/08)


•  Maitê Proença
   (Agosto/08)


•  Rui Campos
   (Julho/08)


•  Vitor Ramil
   (Junho/08)


•  Inez Cabral
   (Maio/08)


•  Ivo Pitanguy
   (Abril/08)


•  Luiz Eduardo Soares
   (Março/08)


•  Clarice Falcão e Tatiana Maciel
   (Janeiro/08)


•  Claudia Orthof
   (Dezembro/07)


•  Leticia Wierschowski e Marcelo Pires
   (Novembro/07)


•  Marina Colasanti e Affonso Romano de Sant´Anna
   (Setembro/07)


•  Guilherme Amaral
   (Julho/07)


•  Fernando Eichenberg
   (Maio/07)


•  Rosa Amanda Strauzs
   (Abril/07)


•  Maria Tereza Maldonado e Mariana Maldonado
   (Março/07)


•  Elizabeth D´Ângelo Serra
   (Janeiro/07)


•  Lucia Riff
   (Dezembro/06)


•  Cíntia Moscovich
   (Novembro/06)


•  Cacá Mourthé
   (Agosto/06)


•  Martha Ribas e Julio Silveira
   (Julho/06)


•  Eliane Peyrot
   (Maio/06)


•  Adélia Prado
   (Abril/06)


•  Hilda Lucas
   (Março/06)


•  Hugo Gonçalves
   (Fevereiro/06)


•  Laura Carvalho
   (Dezembro/05)


•  Suzana Vargas
   (Novembro/05)


•  Maria Valéria Rezende
   (Setembro/05)


•  Márcio Vassallo
   (Julho/05)


•  Carlo Carrenho
   (Junho/05)


•  Flávio Carneiro
   (Maio/05)


•  Roberto DaMatta
   (Março/05)


•  Marcelo Pires
   (Fevereiro/05)


•  Lygia Fagundes Telles
   (Janeiro/05)


•  Pedro Drummond e Luis Mauricio Drummond
   (Dezembro/04)


•  Arthur Dapieve
   (Novembro/04)


•  Luciana Savaget
   (Outubro/04)


•  Mariana Verissimo
   (Setembro/04)


•  Marina Colasanti
   (Agosto/04)


•  Maria Luíza Queiroz
   (Julho/04)


•  Alcione Araujo
   (Junho/04)


•  Margarida Rebelo Pinto
   (Maio/04)


•  Elena Quintana
   (Abril/04)


•  Carlos Herculano Lopes
   (Março/04)


•  Zuenir Ventura
   (Fevereiro/04)


•  Maria Adelaide Amaral
   (Janeiro/04)


•  Claudia Tajes
   (Dezembro/03)


•  Cristiane Costa
   (Novembro/03)


•  Kledir Ramil
   (Outubro/03)


•  Livia Garcia-Roza
   (Setembro/03)


•  Maria Tereza Maldonado
   (Agosto/03)


•  Lya Luft
   (Julho/03)


•  Rosa Amanda Strausz
   (Junho/03)


•  Adriana Falcão
   (Maio/03)


•  Leticia Wierzchowski
   (Abril/03)


•  Luis Fernando Verissimo
   (Março/03)


 

UM OLHAR SENSÍVEL PARA UMA REALIDADE BRUTAL
Professor de Ciências Sociais da UERJ e de filosofia política e gestão pública da ESPM,além de secretário municipal de valorização da vida e prevenção da violência de
Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, Luiz Eduardo Soares analisa os paradoxos de quem vive para combater o crime e comenta o sucesso nacional e internacional do seu livro
Elite da Tropa



Um dos mais respeitados antropólogos e cientistas políticos do Brasil,Luiz Eduardo Soares aponta para onde a violência nos conduz.


Márcio Vassallo

Inspirado no seu livro Elite da Tropa, o filme Tropa de Elite, de José Padilha, acaba de conquistar o prestigiadíssimo prêmio Urso de Ouro, no Festival de Berlim. A história mostra um bocado de paradoxos humanos, por meio dos conflitos, das angústias, das emoções, dos sentimentos, das convicções, das expectativas, das frustrações, do dia-a-dia de um policial do Bope, combatendo o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Em que aspectos esse Urso de Ouro, em Berlim, te deixa mais feliz, mais surpreendido, mais assombrado, mais mexido?
L
uiz Eduardo Soares - O filme e o livro foram realizados em diálogo, a partir de algumas fontes comuns, outras diferentes, com alguns personagens comuns, ainda que tratados distintamente. Mas a ligação mais profunda entre ambos dá-se na voz do personagem-narrador, em seu tom subjetivo, íntimo e hostil, atraente, inteligente e grosseiro, mórbido, perverso e angustiado. Essa talvez seja a maior presença do livro no filme e a maior contribuição do livro ao filme. Não sei o que meus amigos, os co-autores Batista e Pimentel, pensam a respeito, mas acho que Padilha concordaria, uma vez que ele fez algumas menções nesse sentido quando conversamos sobre o roteiro, em suas primeiras versões. Lembremo-nos de que Pimentel, co-autor do livro, é co-roteirista do filme, e que Batista é major da PM, esteve no BOPE por oito anos e formou-se em direito na PUC. Padilha e eu seguimos caminhos análogos: ele fez o documentário, Ônibus 174, mergulhando no mundo "invisível" de Sandro Nascimento, vítima-algoz-vítima, como tantos outros jovens brasileiros. De minha parte, escrevi com os amigos Celso Athayde e MV Bill o livro Cabeça de Porco (publicado pela Objetiva, em 2005), no qual também procuramos ir fundo no universo dos meninos "invisíveis", cuja trajetória é a réplica da jornada de Sandro: vítimas-alogozes-vítimas.

Qual era o seu plano original de trabalho, com a editora Objetiva?
Luiz Eduardo -
 Quando assinei o contrato com a editora Objetiva, no final de 2002, dois livros estavam previstos: aquele sobre os jovens que se envolvem com o tráfico e a violência, e outro sobre a polícia. Meu compromisso, segundo o plano original do trabalho, em 2002, era mergulhar no mundo "invisível" dos policiais, em seu dia-a- dia, trazendo à tona sua perspectiva, mostrando-os também como vítimas e algozes de seus irmãos de classe e cor, em nossa "guerra" fratricida. A parceria com Batista e Pimentel, ao lado de minha própria experiência pessoal como gestor da segurança pública e amigo de policiais, propiciaram esse mergulho. Sem saber de nada disso, sem combinarmos, Padilha fez o mesmo percurso. Em 2005, eu tinha acabado de escrever o último capítulo de Cabeça de Porco e me preparava para iniciar a redação do livro sobre a polícia, quando soube que Padilha já estava escrevendo um roteiro sobre policiais. Voltamos a nos encontrar e, desde então, nossos respectivos trabalhos passaram a dialogar entre si, mais diretamente.Conto tudo isso para dizer que a vitória do extraordinário Tropa de Elite, em Berlim, me encheu de alegria e orgulho pelo sucesso de Padilha, Pimentel, Bráulio Mantovani, Wagner Moura (indiretamente, do próprio Batista) e outros amigos, mas também porque eu me sinto pessoalmente envolvido em todo o processo. Além disso, o processo não terminou. Padilha me convidou para escrever com ele o roteiro do próximo filme, sobre política, cujo título será: Nunca Antes na História desse País.

Então, vamos aguardar por esse roteiro, com grande expectativa, claro. Outra questão, como já noticiamos aqui no site, é que o Elite da Tropa vai ser lançado nos Estados Unidos, na Polônia, na Itália, e em Portugal. Contente com a novidade, você comentou o interesse do exterior por esse seu trabalho: "Talvez haja algo universal na experiência humana, sobretudo na dimensão mais funda a que a violência nos conduz - essa avalanche de treva, incerteza e desejo". Na sua opinião, o que mais provoca essa avalanche de treva, incerteza e desejo? Pois é, a pergunta mais importante é a mais difícil. Talvez a pudéssemos formular assim: o que provoca a violência mais grave e cruel?
Luiz Eduardo -
Só posso lhe dizer que, a rigor, ninguém sabe a resposta, até porque o pouco que sabemos aponta no sentido de que não se deveria pensar em termos causais. A violência é um fenômeno complexo, porque multidimensional, atravessado por fatores, variáveis, linhas de força, dinâmicas, lógicas, linguagens, impulsos e emoções, idéias, valores e sensibilidades, padrões culturais, estruturas de relacionamento e símbolos os mais diversos. Portanto, qualquer esboço de resposta teria de partir daí e afirmar que, se houver alguma, terá de ser plural e, eventualmente, poderá ser contraditória. A violência, como todo ato humano disruptivo, estabelece, a posteriori, seu caráter motivado, porque se oferece a leituras contextualizadoras. Mas todo esforço de racionalização encontrará um limite, quando esbarrar na natureza apriori arbitrária da ação. É como se fosse possível afirmar que a causalidade se atualiza ex-post, o que constitui um absurdo, do ponto de vista da lógica clássica, mas talvez uma hipótese não descartável, do ponto de vista da "liberdade" humana e da lógica para-consistente -se me permitem, aqui, uma homenagem ao grande herói cultura brasileira, Newton da Costa -também admirado por Padilha, aliás.

Quais são os primeiros passos essenciais para mudar o quadro de violência no Rio?
Luiz Eduardo -
Márcio, isso exigiria outro livro. Aliás, já publiquei esse livro, pela editora Sextante. Chama-se Segurança tem saída.

Mais um pensamentos seu, Luiz Eduardo: "O fato é que as vozes obscuras de nossos personagens tão singulares alcançam audiências mais amplas. Isso é muito interessante. Estou curioso para saber qual será a recepção, em cada país". O que será que as vozes obscuras dos personagens de Elite da Tropa mais te dizem?
Luiz Eduardo -
O personagem mais interessante e provocativo, narrador da primeira parte do livro, me diz que sofre tanto que não consegue chamar pelo nome a dor que deveras sente (para citar Pessoa, pelo avesso). Sofre por ser levado - pela instituição e a política de segurança do governo, pelo treinamento que recebeu, pelos constrangimentos morais-valorativos derivados da cultura corporativa que partilha com os colegas - a transformar-se em seu inimigo, naquilo que combate nos outros. Ele se torna instrumento da violência que se esforça por conter. Ele a reproduz em sua rotina e amplia a espiral mórbida que (retro) alimenta suas ações. Pelas circunstâncias, ele é a violência, ele a encarna, ele é o vício e o crime, ele é a obscuridade, ele é o senhor - e o escravo - das trevas. O círculo em que se aprisiona o desespera e lhe infunde cada vez mais ódio - inclusive e, por fim, de si mesmo. O bandido é o seu espelho. Ele sente repugnância por si mesmo ou daquilo que, do outro, em si mesmo divisa. E tem medo do que vê. Sente medo de si mesmo.

Acho que o seu livro e o filme do Padilha nos provocam esse medo de nós mesmos. Por isso, desperta tantas reações diferentes. Publicado no Brasil pela editora Objetiva, Elite da Tropa também foi escrito por André Batista e Rodrigo Pimentel. Acima de tudo, que motivos te levaram a escrever este livro?
Luiz Eduardo -
Escrevendo o Cabeça de Porco (com os amigos co-autores), ao longo de minha vida, pessoal e profissional, como pesquisador, professor, escritor e gestor público, me apliquei com afinco para mostrar que o "criminoso" merece aspas - não para relativizar o mal que perpetra, mas para deslocar a fonte desse mal perpetrado, uma vez que, tal como o penso, esse mal não tem origem no espírito de quem age, o qual, por sua vez, tampouco constitui uma identidade sem poros, sólida, inconsútil, expressiva de uma essência natural e imutável, sempre igual a si mesma. Era preciso mostrar o mesmo do outro lado - do outro lado da dinâmica daquilo que denominamos violência policial. Mostrar que os policiais, em sua maioria, vêm dos mesmos lugares, das mesmas classes e com freqüência têm a mesma cor daqueles que são vítimas de sua brutalidade. Mostrar que, em geral, os policiais não são violentos porque são perversos, doentes mentais ou essencialmente maus. Essas seriam exceções que, eventualmente, ajudariam a explicar singularidades e desvios, não um padrão coletivamente reproduzido, ao longo dos anos. O que produz essa ordem (a brutalidade do Estado executada pela polícia) -falo de ordem, propositalmente, porque, insisto, trata-se de um padrão institucionalizado. Nada a ver com as reflexões sobre a violência como o disruptivo pluridimensional. Estamos, aqui, diante do previsível e, portanto, do projetado.

Na sua opinião, o que mostra o Elite da Tropa?
Luiz Eduardo -
O livro mostra como se dá o processo de socialização dos policiais na barbárie, entendida como mecanismo ordeiro e ordenador, a se aplicar, seletivamente, sobre certos criminosos -não todos, não quaisquer, não em qualquer lugar, nem de qualquer maneira. Há ordem, previsibilidade, projeto, plano, política, padrão, repetição em grande escala, ao longo de anos e décadas: isso requer instituição, Estado, políticas e burocracia, métodos e rituais, valores e bandeiras, um vocabulário e dispositivos de poder - e saber - muito específicos. Além de uma "opinião pública" e uma "mídia" que se habituaram a considerar esse drama natural, parte da paisagem. Nada mais parcial e injusto, portanto, do que jogar toda a responsabilidade nos ombros dos que matam civis, lá na ponta. Eles foram contratados e treinados para isso. Esse é o escândalo maior. Livro e filme exibem e elaboram tudo isso. As opções estéticas de ambos expressam nosso esforço comum de sublinhar a angústia, o paradoxo, as ambivalências e o absurdo desse processo.

O filme de José Padilha vai ser transformado em minissérie, para a TV Globo. O que você acha desse projeto? Vai participar de alguma forma?
Luiz Eduardo -
Não haveria tempo mental para pensar na minissérie e no próximo filme. Padilha me perguntou que projeto me atrairia mais. Optei pelo filme, grande incógnita, um objeto-futuro a decifrar desde o primeiro passo. A minissérie pode ser interessantíssima, mas eu teria idéias para ela na ponta da língua -muitas, inclusive, já estão no livro. Já quanto ao filme, não há nada na ponta da língua. Vai ser preciso afiá-la, desafiá-la. A língua e os sentidos.

Nós ouvimos muito falar nas reações das pessoas depois que assistem ao filme Tropa de Elite, mas não sabemos tanto do que se passa no pensamento e no coração dos leitores. Você me contou, uma vez, por e-mail, que uma leitora do Elite da Tropa te disse que, durante longo tempo resistira ao livro, apesar da curiosidade, porque supunha tratar-se de mais do mesmo sobre a violência carioca. Segundo você, ela imaginou um livro redundante e provinciano, excessivamente carregado em cores locais. Ela estava farta. Por isso, aliás, se mudara para São Paulo. Depois, quando, finalmente, leu o livro, descobriu que se havia se enganado e passou a ser uma generosa divulgadora do Elite. Que outras manifestações curiosas você tem recebido, desde o lançamento do livro? Há alguma história, envolvendo um leitor, que já seja inesquecível para você?
Luiz Eduardo -
Sim, muitas, vindas das fontes mais remotas e surpreendentes. Por exemplo, um leitor adulto me disse que esse havia sido o primeiro livro que lera, em toda sua vida, mas que, dali em diante, não pararia mais de ler. Ele descobriu uma fonte de prazer e desenvolvimento pessoal. Outra: duas semanas depois do lançamento do livro, a direção do BOPE reuniu-se ao longo de um dia inteiro e decidiu acabar com o CC (Campo de Concentração), uma etapa do treinamento que envolvia torturas. Outra pessoa me disse: minha cabeça deu um nó. Nunca tinha pensado que aquilo seria possível. Um mundo desconhecido. E os bastidores da secretaria: jamais imaginaria aquilo. O livro mudou minha maneira de pensar todos os aspectos da questão da violência e da segurança. Um outro leitor me disse que, antes de ler, direitos humanos lhe pareciam uma retórica genérica, de classe média e moralista. Depois de ler e depois de, através do livro, visitar a brutalidade policial tal como realmente existe e é praticada, nas favelas, renunciou ao que ele mesmo chamou de visão egoísta, que reivindicava mais violência policial para combater o crescimento da violência dos criminosos. Ele compreendeu como se formava o círculo vicioso e o que, na prática, significa violência policial. Outra pessoa me disse que passou a ver os policiais como seres humanos, trabalhadores, cidadãos, mesmo errando, e que passou a compreender a responsabilidade da instituição e do Estado. Por aí vai...

No momento, quais são as suas principais atividades e os seus projetos? Tem algum novo livro atracando na sua idéia?
Luiz Eduardo -
Estou passando um curto período na universidade Harvard, nos Estados Unidos, trabalhando no projeto do novo filme, com Padilha; escrevendo com amigos colombianos e americanos um livro sobre "Perdão e Reconciliação", e processos de pacificação em áreas de conflito armado; discutindo com agências multilaterais a importância da segurança cidadã e de políticas preventivas, de modo a credenciar Nova Iguaçu a receber apoio internacional. Não vamos falar do futuro, por enquanto. O futuro e o presente são Nova Iguaçu, onde sou secretário de valorização da vida e prevenção da violência, graças à aposta que o prefeito Lindberg Farias está fazendo em uma abordagem original da segurança. São também o filme e o projeto de pacificação para o Rio e Nova Iguaçu. Aproveito para convidar os leitores a visitarem o site da secretaria: basta digitar no google: semuvv

Para você, qual o grande prazer de escrever?
Luiz Eduardo -
Ter a certeza, tendo escrito, de que não haveria outra maneira de dizer o que precisava ser dito - mas eu desconhecia isso que precisava ser dito: precisava escrever para descobrir. Forma e conteúdo só se dissociam na metafísica vulgar. Elite da Tropa foi meu livro mais difícil de escrever e o mais bem escrito. Não sei se suficientemente bem escrito, mas, não tenho dúvida nenhuma, o mais bem realizado, do ponto de vista dessa unidade estética a que me refiro -mas essa qualidade não se confunde, certamente, com o que alguns pensam sobre o que seja o bem-escrever.









       
 
Autores Brasileiros Home | Diário de Bordo | Autores | Entrevistas | Agência Riff | Links | Catálogos