terça-feira 17 de outubro




Carlos de Brito e Mello

Carlos de Brito e Mello
 
Carlos de Brito e Mello nasceu em Belo Horizonte em 1974. É mestre e doutorando em comunicação social, professor universitário e psicanalista. Publicou O cadáver ri dos seus despojos em 2007 (contos, Editora Scriptum) e fez parte das coletâneas Entre duas mortes e Sombras, entre outras. Em 2008, venceu o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, na categoria Jovem Escritor Mineiro, com o projeto que deu origem ao romance A passagem tensa dos corpos, publicado em 2009 pela Companhia das Letras. Em 2010, o projeto do romance "A cidade, o inquisidor e os ordinários" foi selecionado pela Bolsa Funarte de Criação Literária, que teve apoio do Ministério da Cultura e da Fundação Nacional de Artes. A cidade, o inquisidor e os ordinários foi publicado pela Companhia das Letras em 2013.
 
 
Sobre A passagem tensa dos corpos
 
"Carlos de Brito e Mello narra uma história fantástica, num romance de enredo e estrutura surpreendentes."
Leyla Perrone-Moisés
 
"Você passa a vida esperando um livro e de repente aparece um livro inesperado como esse."
Bernardo Carvalho
 
Sobre A cidade, o inquisidor e os ordinários
 
"É o igual que a literatura desafia com sua opção pela divergência e pela diferença. É o igual (repetição pura, paralisia, morte) que Carlos de Brito e Mello interroga com seu belo romance. Um romance que não teme o patético e o risível."
José Castello
 
"Sob chave farsesca e pinceladas de absurdo, o autor do ótimo A passagem tensa dos corpos constrói um romance ambicioso, político e cômico. Experimental sem jamais parecer pernóstico, Carlos de Brito e Mello satiriza os valores responsáveis pelo bom funcionamento da engrenagem social e tripudia das máscaras. Com graça e habilidade técnica, põe em movimento um carrossel de tipos ordinários que refletem, a um só tempo, a fragilidade da condição humana e a pretensão aniquiladora que vem a reboque dos instrumentos mobilizados a fim de que se extingam toda a sujeira, a amoralidade, a preguiça, os vícios e doenças. Encontra tempo, ainda, de reiterar a máxima de Torquato Neto, usada como epígrafe do livro: “Leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi”.
Henrique Araújo
 
"Carlos de Brito e Mello tem uma cabeça boa. Que continue, então, o seu périplo de percalços."
André Di Bernardi Batista Mendes
 
 
OBRAS 
 
Contos
O cadáver ri dos seus despojos (140 páginas), 2007, Scriptum
 
Romances
A passagem tensa dos corpos (256 páginas), 2009, Companhia das Letras
A cidade, o inquisidor e os ordinários (472 páginas), 2013, Companhia das Letras
2009 - A passagem tensa dos corpos2013 - A cidade, o inquisidor e os ordinários
 
Prêmios
1998 - Prêmio Casa da América Latina, concurso Guimarães Rosa, promovido pela Rádio França Internacional, com o conto "A cunhada".
2008 - Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, na categoria Jovem Escritor Mineiro, com o projeto que deu origem ao romance A passagem tensa dos corpos.
2010 - A passagem tensa dos corpos, finalista dos prêmios São Paulo de Literatura, Jabuti e Portugal Telecom de Literatura.
2013 - A cidade, o inquisidor e os ordinários, finalista dos prêmios Portugal Telecom e São Paulo de Literatura.

 

Foto do autor: Rodrigo Valente


Obras em Destaque

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    A cidade, o inquisidor e os ordinários

    Companhia das Letras - 2013 - 472 págs.

     
    Um auto moralizante da classe média no Brasil dos dias atuais. Assim pode ser lido o mais novo romance de Carlos de Brito e Mello, autor de A passagem tensa dos corpos. Romance construído a partir das muitas vozes de seus personagens, trilha um caminho completamente novo e singular na literatura contemporânea brasileira - ainda que contenha ecos de Osman Lins, Lucio Cardoso e mesmo de Gonçalo Tavares. É uma seara mais experimental, mas mesmo assim tem carisma, graças à escrita precisa e à visão de mundo absolutamente anárquica e derrisória do autor a partir de temas como a morte, os maus hábitos, a mediocridade.
     
    É uma espécie de jornada teológica no cotidiano mais comezinho. Um “inquisidor” percorre a cidade apontando para as falhas dos habitantes. Estes, por sua vez, logo aderem ao mesmo comportamento - em vez de se rebelarem - e toda a cidade se converte numa espécie de auto de fé. O resultado, hilário e com certo travo amargo, é um retrato da subserviência de muitos diante do poder.
     
    A cidade, o inquisidor e os ordinários é um livro que alterna comédia, observação dos costumes e crítica social, tudo por meio de uma prosa altamente imaginativa e empática.

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    A passagem tensa dos corpos

    Companhia das Letras - 2009 - 256 págs.


    Construído de forma original, com 156 capítulos curtos, A passagem tensa dos corpos trata de um tema consagrado, a morte, com uma abordagem e ambientação surpreendentes. 
     
    O narrador-personagem, figura indefinível e incorpórea, não é visto nem percebido por ninguém. Sua principal ocupação é percorrer cidades e registrar as mortes que encontra pelo caminho. Numa dessas localidades, há um morto insepulto, cuja família não parece disposta a velar ou enterrar. Como se nada tivesse acontecido, o cadáver é mantido amarrado à cadeira na mesa da sala, a esposa e a filha se ocupam dos preparativos para o casamento da menina, e o filho do morto permanece trancado no quarto. 
     
    Se a civilização se ergue sobre uma pilha de cadáveres soterrados, também a vida de cada um precisa da morte para se constituir. Diante da situação surreal testemunhada na casa, o narrador aos poucos se dá conta de que para existir de fato, necessita, ele mesmo, se apropriar de um dos corpos que registra.
     
    Carlos de Brito e Mello lança mão de uma linguagem fragmentada e precisa para imprimir ao romance um andamento trepidante e acelerado. Ironia e humor negro bem medido também compõem esta narrativa sobre a morte e sua relação com a memória, a linguagem e o ofício de narrar.


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