terça-feira 17 de outubro




Cristovão Tezza

Cristovão Tezza
 
Cristovão Tezza nasceu em Lages (SC), mas mudou-se criança para Curitiba (PR), onde vive até hoje. Autor de livros de ficção —  entre eles O professor, Um erro emocional, Beatriz, Breve espaço, O fotógrafo e O filho eterno, e de uma autobiografia literária (O espírito da prosa), Tezza foi traduzido em mais de uma dezena de países e já recebeu os maiores prêmios literários do Brasil (Jabuti, Academia Brasileira de Letras, Biblioteca Nacional, Portugal-Telecom, Zaffari-Bourbon e Prêmio São Paulo). Dois de seus livros estão sendo filmados: O filho eterno (direção de Paulo Machline), e Juliano Pavollini (direção de Caio Blat). A edição francesa de O filho eterno, Le fils du printemps (Ed. Métailiè), recebeu em 2010 o Prêmio Charles Brisset de melhor livro do ano.
 
Foto do autor por Ana Tezza.
 
 
"Cristovão Tezza tem na contraposição de pontos de vista e na tenuidade da fronteira entre o real e o fictício traços marcantes de seus romances."
Folha de S. Paulo
 
"Poucos escritores cuidam de seu texto como o requinte de Cristovão Tezza. Palavras exatas. Ritmo sem falhas."
Valor Econômico
 
"O texto de Tezza é a literatura madura de um escritor talentoso, sem dúvida um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos."
Le Monde diplomatique
 
"Exímio criador de diálogos rápidos, concisos, cheios de expectativa, que vão pouco a pouco revelando as personagens e montando a trama, a prosa de Cristovão Tezza flui com tanta precisão, num jogo de metáforas que caminha da rasteira objetividade à rarefação de efeitos."
O Estado de S. Paulo
 
"Tezza está inscrevendo seu nome na pequeníssima galeria dos romancistas imperdíveis do país no nosso tempo."
Bravo!
 
 
OBRAS
 
Romances
O professor, 240 páginas - 2014, Record
Um erro emocional, 192 páginas - 2010, Record
O filho eterno, 224 páginas - 2007, Record
O fotógrafo, 1a. edição 2004, 286 páginas - 2011, Record
Breve espaço, 1a. edição 1998, 350 páginas - 2013, Record
Uma noite em Curitiba, 1a. edição 1995, 238 páginas - 2014, Record
O fantasma da infância, 1a. edição 1994 - 2007, Record
A suavidade do vento, 1a. edição 1991, 210 páginas - 2003, Rocco
Juliano Pavollini, 1a. edição 1989, 240 páginas - 2010, Record
Aventuras provisórias, 1a. edição 1989, 144 páginas - 2007, Record
Trapo , 1a. edição 1995, 256 páginas - 2007, Record
Ensaio da paixão, 1a. edição 1986, 326 páginas - 1999, Rocco
O terrorista lírico, 116 páginas - 1981, Criar edições
Gran circo das Américas, 158 páginas - 1979, Brasiliense
2014 - O professor2014 - Um erro emocional2014 - O filho eterno2014 - O fotógrafo2014 - Breve espaço2014 - Uma noite em Curitiba2014 - O fantasma da infância2014 - Juliano Paviollini2014 - Trapo
 
 
Contos & Crônicas
Beatriz, 142 páginas - 2011, Record
Um operário em férias, 230 páginas - 2013, Record
A cidade inventada, 126 páginas - 1980, Cooeditora
A primeira noite de liberdade - 1994, Fundação Cultural de Curitiba & Ócios do Ofício Editora
2014 - Beatriz2014 - Um operário em férias
 
 
Não Ficção: Ensaios, História, Biografias
O espírito da prosa: uma autobiografia literária, 222 páginas - 2012, Record
Entre a prosa e a poesia: Bakhtin e o formalismo russo, 320 páginas - 2003, Rocco
Prática de texto para estudantes universitários, com Carlos Alberto Faraco, 300 páginas - 2001, Vozes
Oficina de texto, com Carlos Alberto Faraco, 320 páginas - 2003, Vozes
2014 - O espírito da prosa: uma autobiografia literária
 
 
Edições Estrangeiras
Austrália e Inglaterra - The eternal son / O filho eterno - 2010, Scribe
Catalunha - El fill etern / O filho eterno - 2009, Editions de 1984
China - Eterno Felipe / O filho eterno - 2014, People's Literature publishing house
Chile - O filho eterno – (no prelo), Tajamar Editores
Dinamarca - O filho eterno (no prelo) - forlaget Vandkusten
Eslovênia - Vecniot sin / O filho eterno - 2014, Zalozba Modrijan
Eslovênia - Noc v Curitiba / Uma noite em Curitiba - 2011, Zalozba Goga
Estados Unidos - The eternal son / O filho eterno - 2013, Tagus press
Estados Unidos - Brief space between color and shade / Breve espaço - 2014, Amazon Crossing
Finlândia - O professor (no prelo) - Aviador
França - Le fils du Printemps / O filho eterno -2009, Editions Métailiè
Holanda - Eeuwig kind / O filho eterno - Uitgeverij Contact
Holanda - Een emotionele fout / Um erro emocional - Uitgeverij Contact
Itália - Bambino per sempre / O filho eterno - 2008, Sperling & Kupfer
Itália - O Professor - (no prelo), Fazi Editore
Macedônia, Vecniot sin - 2014, Ikona
México - El hijo eterno / O filho eterno - editorial Elephas
Noruega - Den evige sønn / O filho eterno - 2015, Solum Forlag
Noruega - O professor (no prelo) - Solum forlag
Noruega – A Tradutora (no prelo) - Solum Forlag
Polônia - O filho eterno (no prelo) - Filia
Polônia - Juliano Pavollini (no prelo) - Filia
Portugal - O filho eterno - 2008, Gradiva
Sérvia, O filho eterno (no prelo) - Plato publishing
Ucrânia - O filho eterno (no prelo) - Grani-T
 
 
 
Prêmios
 
Para O filho eterno:
Prêmio APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte - melhor romance
Prêmio Jabuti - melhor romance
Prêmio Bravo! - livro do Ano
Prêmio Portugal-Telecom de Literatura em Língua Portuguesa - 1º lugar 
Prêmio São Paulo de Literatura 2008
Prêmio Zaffari-Bourbon da Jornada Literária de Passo Fundo - 2009 
Prêmio Faz Diferença 2008 - O Globo
edição francesa, Prix Littéraire Charles Brisset 2009 - Association Française de Psychiatrie 
edição em inglês, finalista do Impac-Dublin Prize, 2012
 
Para O fotógrafo:
Prêmio Academia Brasileira de Letras 2005 - melhor obra de ficção
Prêmio Bravo! de Cultura - melhor livro de 2005 
Prêmio Jabuti 2005, categoria romance, 3º lugar

Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro - Melhor Romance de 1998 (Breve espaço)
Prêmio Jabuti 1999, finalista (Breve espaço)
Prêmio Petrobrás de Literatura Brasileira, 1987 (Aventuras provisórias)
Prêmio Guavira 2014, para o melhor livro de crônicas, da Fundação Cultural do Mato Grosso do Sul, de Campo Grande (Um operário em férias)
 
 

Obras em Destaque

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    O professor

    Record - 2014 - 240 págs.

    O professor Heliseu acorda de um sono agitado. Aquele é o dia em que será homenageado por uma carreira exemplar na universidade. Precisa apenas preparar um discurso para a cerimônia — uma tarefa fácil para quem tantas vezes falou a auditórios lotados, capaz como poucos de transformar assuntos espinhosos em aulas brilhantes.
     
    Sozinho em seu apartamento — em poucos minutos Dona Diva deve chegar para preparar o café da manhã —, Heliseu é tomado por uma sucessão  incontrolável de memórias e revisita momentos nem sempre felizes: a convivência com o pai rígido; a morte da mãe, em circunstâncias pouco claras; o tempo no seminário; o casamento com Mônica; o relacionamento conturbado com o filho; a paixão pela misteriosa Therèze. As lembranças se cruzam com a história do Brasil, do regime militar aos governos mais recentes e o acerto de contas de Heliseu com seu passado transforma-se no acerto de contas de uma país com sua história.
     
    Neste que é o mais proustiano de seus livros, Cristovão Tezza constrói um intrincado embate de um homem com as culpas e os arrependimentos de uma vida inteira, concentrado em poucas horas de um dia comum.

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    O filho eterno

    Record - 2007 - 224 págs.

    O nascimento de um filho como momento de ruptura na vida de um casal. Uma criança desejada, mas diferente. Nas palavras do pai, na tímida tentativa de explicar para os conhecidos, nos primeiros meses, uma criança com "um pequeno problema. Ele tem mongolismo." De início, o estranhamento, e o pai assume que a urgência não é resolver o tal problema da criança — haveria algo a ser resolvido? —, mas o espaço que o filho ocupará na própria vida.
     
    E a criança o ocupa, ocupará pelo resto da vida. Num livro corajoso, Cristovão Tezza expõe as dificuldades, inúmeras, e as saborosas pequenas vitórias de criar um filho com síndrome de Down. O périplo por clínicas e consultórios médicos numa época em que o assunto não era tão estudado e ainda tinha o véu do misticismo, a tensa relação inicial com a mulher. "Numa das crises, ela lhe diz, no desespero do choro alto: Eu acabei com a tua vida. E ele não respondeu, como se concordassse — a mão que estendeu aos cabelos dela consolava o sofrimento, não a verdade dos fatos."
     
    Aproveita as questões que apareceram pelo caminho nestes 26 anos de Felipe para reordenar sua própria vida: a experimentação da vida em comunidade quando adolescente, a vida como ilegal na Alemanha para ganhar dinheiro, as dificuldades de escritor com trinta e poucos anos e alguns livros na gaveta, a pretensa estabilidade com o cargo de professor em universidade pública.

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    Juliano Pavollini

    Record - 1998 - 240 págs.

    Juliano Pavollini tem 16 anos quando sai de casa, no interior do Paraná, com destino a Curitiba. Depois da morte do pai — um homem severo, católico e trabalhador, nunca plenamente satisfeito com as conquistas do filho —, o protagonista foge em busca de outros sonhos.
     
    Assim como o pai, ele próprio se questiona: "O que eu ia ser da vida? Nada." Até que, para sua surpresa, ele conhece Isabela, uma mulher deslumbrante e rica, dona de um bordel na cidade, que se torna a sua protetora. A nova vida de Juliano será construída com pequenos crimes, enquanto ele aspira aos padrões da classe média.
     
    Anos mais tarde, na prisão, Pavollini relata suas memórias a uma psicóloga, costurando as lembranças de adolescente inseguro às reflexões de homem maduro, culpado pelos rumos que o destino tomou. Por meio dessa segunda voz, em tom de depoimento, o protagonista procura esclarecer o passado para, no futuro, conquistar a liberdade.


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