sábado 16 de dezembro




Manoel de Barros

Manoel de Barros
 
Manoel de Barros nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, em dezembro de 1916, e passou a infância no Mato Grosso do Sul, primeiro numa fazenda próxima a Corumbá, depois num internato em Campo Grande. Aos doze anos, foi matriculado no Colégio São José, no Rio de Janeiro — cidade onde viveu por mais de trinta anos, antes de voltar ao Mato Grosso do Sul. Seu primeiro livro, Poemas concebidos sem pecado, é de 1937.
 
O poeta foi agraciado com o “Prêmio Orlando Dantas” em 1960, conferido pela Academia Brasileira de Letras ao livro “Compêndio para uso dos pássaros”. Em 1969, recebeu o prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal pela obra “Gramática expositiva do chão”. Em 1998, recebeu o Prêmio Cecília Meireles (literatura/poesia), concedido pelo Ministério da Cultura.
 
É autor de dezoito livros de poesia — como Compêndio para uso dos pássaros (1960), O livro das ignoraçãs (1993) e Livro sobre nada (1996) —, além de livros infantis e relatos autobiográficos. Recebeu duas vezes o Prêmio Jabuti, duas vezes o Prêmio Nestlé e também foi premiado pela Biblioteca Nacional e pela APCA. Faleceu em novembro de 2014, aos 97 anos.
 
 
 
 
 

 
OBRAS
 
Contos, Crônicas, Cartas e Ensaios
Memórias Inventadas - (nova edição no prelo),
 
 
Infantil & Juvenil
Exercícios de ser criança, 1999, Salamandra
O fazedor de amanhecer, 2001, Salamandra
Poeminhas pescados numa fala de João, 2001, Record
Cantigas por um passarinho à toa - 2003, (nova edição no prelo), Alfaguara
Poeminha em língua de brincar - 2007, (nova edição no prelo), Alfaguara
Memórias Inventadas para Crianças - (nova edição no prelo), Alfaguara
Para Ler na Escola – (no prelo), Alfaguara
 
 
Poesias
Poesias - 1947,  (nova edição no prelo), Alfaguara
Compêndio para uso dos pássaros - 1960, (nova edição no prelo), Alfaguara
Gramática expositiva do chão - 1966, (nova edição no prelo), Alfaguara
Matéria de poesia - 1970, (nova edição no prelo), Alfaguara
Livro de Pré-Coisas - 1985, (nova edição no prelo), Alfaguara
Concerto a Céu Aberto para Solos de Ave - 1991, (nova edição no prelo), Alfaguara
Retrato do Artista quando coisa - 1998, (nova edição no prelo), Alfaguara
Ensaios Fotográficos - 2000, (nova edição no prelo), Alfaguara
Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo - 2001, (nova edição no prelo), Alfaguara
Poemas Rupestres - 2004, (nova edição no prelo), Alfaguara
Menino do Mato - 2010, (nova edição no prelo), Alfaguara
Escritos em verbal de Ave - 2011, (nova edição no prelo), Alfaguara
Meu Quintal é Maior do que o Mundo (168 págs.) - 2015, Alfaguara
Arquitetura do Silêncio - 2015, Edições de Janeiro
Menino do Mato (120 págs.) - 2015, Alfaguara
Poemas concebidos sem pecado e Face Imóvel (120 págs.) - 1937, 2016, Alfaguara
Arranjos para Assobio (120 págs.) - 1980, 2016 Alfaguara
O Livro das Ignorãças (120 págs.) - 1993, 2016, Alfaguara
Livro sobre nada (104 págs.) - 1996, 2016, Alfaguara
O Guardador de Águas (112 págs.) - 1989, 2017, Alfaguara
2015 - Meu quintal é maior do que o mundo2015 - Arquitetura do silêncio2015 - Menino do Mato2016 - Poemas concebidos sem pecado e Face Imóvel2016 - Arranjos para assobio2016 - O livro das Ignorãças2016 - Livro sobre nada2017 - O Guardador de Águas
 
Edições Estrangeiras
Itália: Poemas Rupestres - (no prelo), Edizioni Kolibris
Portugal: Poesia Completa - 2017, Relógio D’Água
Portugal - Poesia Completa
 

 


Obras em Destaque

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    Meu quintal é maior do que o mundo

    Objetiva - 2015 - 168 págs.

    Manoel de Barros é um dos poetas mais originais de nosso tempo. Sua obra inaugura um estilo único, que transforma a natureza, os objetos e a própria condição humana em expressões poéticas carregadas de significado e emoção. Esta antologia inédita reúne poemas de todas as fases do escritor, oferecendo um panorama abrangente de sua produção literária. Em mais de setenta anos de ofício, Manoel redesenhou os limites da linguagem e seus sentidos. 

    Meu quintal é maior do que o mundo recolhe poemas publicados por Manoel de Barros ao longo de mais de setenta anos. Recortar a obra desse poeta não é tarefa fácil, já que ela assume muitas formas, e se move como as águas do Pantanal. O problema desta e de qualquer seleção ou recorte da obra de Manoel de Barros, é, então, este: não se pode cercar a água. Nem com arame farpado.

    Embora fosse um erudito, Manoel de Barros preferia ocultar-se atrás de diversas máscaras, inclusive a da ignorãça, como ele grafava, à antiga.  Numa de suas entrevistas, ele assim se define: “O poeta não é obrigatoriamente um intelectual; mas é necessariamente um sensual.” É esse sensualismo poético que lhe dá a feição genuína, e lhe permite, como ele ainda define, “encostar o Verbo na natureza”. Talvez nenhum outro poeta tenha tido uma relação tão intensa com ela. Por isso mesmo, a obra de Manoel de Barros foi escrita para o futuro. Meu quintal é maior do que o mundo revela a força, a vitalidade e o alcance universal da obra deste poeta inimitável.


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