terça-feira 17 de outubro




Ciça Guedes

Ciça Guedes

Ciça Guedes é jornalista e economista. Ao longo de 25 anos de profissão, trabalhou em O Dia, Folha de S.Paulo, Globo News, O Globo, e no departamento de comunicação de empresas como Banco do Brasil e Vale. Na Vale, coordenou a equipe que produziu o livro Nossa História, sobre os 70 anos da empresa, comemorados em 2012, e o roteiro do filme de mesmo nome, assim como o livro e o documentário sobre os 40 anos de relacionamento da Vale com a China, celebrados em 2013.  Com Murilo Fiuza lançou em 2014 o livro O caso dos nove chineses, pela editora Objetiva.

 

Foto da autora por Marcelo Vieira.


O Caso dos Nove Chineses, dos jornalistas Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Mello, é um magnífico trabalho de pesquisa histórica onde está contada a história de um episódio de vergonhosa marquetagem e histeria do amanhecer da ditadura.
Elio Gaspari 

A Comissão Nacional da Verdade e a Comissão Fluminense fazem hoje uma audiência no Rio para ouvir testemunhas sobre a prisão e tortura de nove cidadãos da República Popular da China, em abril de 1964, no início da ditadura. O Brasil nunca pediu desculpas pelo imbróglio. A história foi detalhada por Ciça Guedes e Murilo Fiúza de Melo no livro O caso dos nove chineses.
O Globo

 

Entrevista no programa do Jô:
http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/v/cica-guedes-e-murilo-fiuza-de-melo-falam-sobre-o-livro-o-caso-dos-nove-chineses/3649984/


Artigo na revista Veja Rio:
http://vejario.abril.com.br/materia/cidade/o-caso-dos-nove-chineses-2/


Artigo no jornal O Globo:
http://editoraobjetiva.com.br/arquivos/noticias/O_Globo_-_RJ_-_13-07-2014.pdf


Artigo no jornal O Estado de S. Paulo:
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,livro-relembra-prisao-de-chineses-na-ditadura,1539173

 

OBRAS

Não ficção

O caso dos nove chineses (272 páginas) - 2014, Objetiva

2015 - O Caso dos Nove Chineses

 


Obras em Destaque

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    O caso dos nove chineses

    Objetiva - 2014 - 272 págs.


    Na madrugada de 3 de abril de 1964, três dias após o golpe militar, policiais do Departamento de Ordem Política e Social invadiam, sem ordem judicial, um apartamento no bairro do Flamengo, no Rio, e capturaram um grupo de estrangeiros. As torturas começaram ali mesmo. Horas depois, os homens da polícia política entravam em outro prédio, no Catete, e detinham mais pessoas. No fim do dia, nove chineses estavam presos, identificados como agentes internacionais instalados no Brasil para disseminar a revolução comunista. 

     Mas a verdade é que viviam legalmente no país. Dois eram jornalistas, quatro tinham vindo montar uma feira de produtos da China e os demais vieram comprar algodão. Tornaram-se vítimas da paranoia anticomunista da época, alimentada pelo governador Carlos Lacerda. Foram condenados a dez anos de prisão por subversão e, após mais de um ano detidos, acabaram expulsos do país. O Brasil nunca pediu desculpas nem devolveu o dinheiro apreendido com o grupo — um valor que hoje ultrapassa R$ 800 mil. Em seu país, eles se tornaram heróis nacionais e ficaram conhecidos como “Nove Estrelas” ou “Nove Corações Vermelhos voltados para a Pátria”. Brasil e China estabeleceram relações diplomáticas dez anos depois, em 1974, mas o incidente ficou esquecido em arquivos secretos.

    Em O caso dos nove chineses, os jornalistas Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo trazem à tona agora, cinquenta anos depois, história do primeiro escândalo internacional de violação dos direitos humanos da ditadura militar brasileira. Com base em documentos inéditos, entrevistas exclusivas, depoimento de um dos sobreviventes, e ampla pesquisa, os autores reconstituem um episódio marcante da nossa história recente.


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