terça-feira 17 de outubro




Adriana Carranca

Adriana Carranca

Adriana Carranca é escritora e jornalista, especializada na cobertura de conflitos, crises humanitárias e direitos humanos, com olhar especial sobre a condição das mulheres. É colunista dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo e repórter enviada para coberturas especiais como as guerras no Iraque e Síria, onde testemunhou um ataque do Estado Islâmico contra a base em que estava, enquanto acompanhava milicianos curdos – a série rendeu o Prêmio O Globo de melhor trabalho publicado em 2015.

Suas reportagens foram publicadas por revistas internacionais como a americana Foreign Policy e a edição francesa da Slate, entre outras – histórias como a de meninas paquistanesas entregues em casamento ainda crianças para sanar disputas tribais.

É autora do infantil Malala, a menina que queria ir para a escola (Companhia das Letrinhas). “A publicação da obra inaugura um novo gênero literário no mercado nacional: o de livros-reportagens para crianças”, escreveu O Globo. Foi duplamente premiada pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) em 2016, nas categorias “escritora revelação” e “melhor livro informativo”.

Tem outros dois livros publicados: O Irã sob o chador (Ed. Globo), como co-autora, finalista do prêmio Jabuti; O Afeganistão depois do Talibã (Civilização Brasileira).

Como repórter, cobriu extensamente a guerra no Afeganistão e Paquistão, onde esteve em momentos diferentes do conflito, entre os quais quando o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, foi morto em uma operação dos EUA, e entrevistou o comandante militar do Talibã responsável por sua segurança em território afegão. Na Indonésia, foi a única jornalista a entrevistar os integrantes do Jemah Islamiyah, filial da Al-Qaeda na Ásia, condenados pelo atentado em Bali que deixou mais de 200 mortos, o primeiro no rastro do 11/9.

Mergulhou no universo de outros países muçulmanos como Irã, Egito e nos territórios palestinos da Cisjordânia e Faixa de Gaza. Acompanhou de perto alguns dos conflitos mais sangrentos da África, como as guerras na República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Uganda.

Como jornalista, recebeu também os Prêmios Esso (menção honrosa) com a série de reportagens “Guerras da África”; Líbero Badaró 2015 na categoria reportagem internacional com “Sudão do Sul, a guerra esquecida”, e 2014 (grande prêmio) com a “Coletânea da guerra no Afeganistão”; e sete edições do prêmio Estado de Jornalismo.

Foi correspondente na ONU, em Nova York, como fellow do Dag Hammarskjöld Fund for Journalists. Em 2012, passou temporada como pesquisadora convidada do Instituto Reuters para Estudos do Jornalismo, na Universidade de Oxford. No ano seguinte, integrou o Projeto de Jornalismo Internacional, da Universidade Johns Hopkins, de Washington. É formada em jornalismo e tem mestrado em Políticas Sociais e Desenvolvimento pela London School of Economics (LSE), como bolsista Chevening.

Adriana também tem trabalhos nas áreas de fotografia e documentário. Co-dirigiu E Se For Menina?, filme-documentário sobre adolescentes envolvidas com o crime em São Paulo, personagens que acompanhou por sete anos. Sua exposição fotográfica “Outono em Cabul” circulou pelo Brasil. Uma das imagens foi escolhida pela ONU para integrar a campanha Humanizing Development.

Recebeu o Prêmio Esso, menção honrosa com a série de reportagem “Guerras da África”; o Prêmio Líbero Badaró, na categoria reportagem internacional, com “Sudão do Sul: a guerra esquecida”; novamente o Prêmio Líbero Badaró, grande prêmio, com a série “Coletânea da guerra no Afeganistão” e sete edições do prêmio Estado de Jornalismo.

Foto da autora cortesia da United Nations Correspondents Association. 

 

Site: http://www.adrianacarranca.com

 

Sobre O Afeganistão depois do Talibã

"Cheio de personagens complexos, o livro O Afeganistão depois do Talibã, mostra a atual situação do país depois da ocupação das tropas americanas. Mais do que um livro informativo, a obra ganha força ao entrar no campo humano e mostrar trajetórias de superação e luta no imprevisível mosaico do conflito".
Marcela Paes, Revista Tpm

 

Entrevista no programa do Jô:
http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/v/adriana-carranca-lanca-o-afeganistao-depois-do-taliba/1708412

 

Entrevista no jornal da cultura:
http://noticias.r7.com/record-news/video/durante-o-intervalo-a-jornalista-adriana-carranca-fala-mais-sobre-o-afeganistao-4e6964103d149c6abeb4fd28/

 

Sobre Malala, a menina que queria ir para a escola

"O lançamento da obra inaugura um novo gênero literário no mercado nacional: o livro-reportagem para crianças. Escrito em primeira pessoa, com texto fluído, leve e coalhado de referências de contos de fadas tradicionais, o livro descreve o medo que a autora sentiu durante o trabalho de apuração na região e seu estranhamento diante de uma cultura muito diferente. Em termos simples e de fácil compreensão, explica ainda quem são os talibãs, quais as disputas políticas envolvidas no conflito local, os motivos da violência. Conta como as mulheres são tratadas ali — como propriedades dos homens de suas famílias, tais quais bens valiosos que podem ser negociados independentemente de suas vontades. Explica como elas se cobrem com o dupatta ou o shawl, os véus que escondem seus corpos e rostos." Mariana Sanches, O Globo http://oglobo.globo.com/cultura/livros/malala-yousafzai-entre-sonho-a-realidade-cruel-16099202

"É um livro sobre o amor à escola, aos livros e professores, sobre igualdade e tolerância religiosa e cultural, num momento em que as crianças convivem cada vez mais com as diferenças. Vale a pena".
Luciano Huck

 

"Esqueça a Cinderela. Nossos filhos precisam conhecer mesmo é a Malala."

"Chega a ser um bálsamo que uma menina tão forte e real seja apresentada aos nossos filhos que, muitas vezes, são levados a acreditar cegamente em princesas frágeis e em príncipes machões. (...) Esqueçam Cinderela. Nossos filhos precisam conhecer Malala." Rita Lisauskas, O Estado de S. Paulo http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/ser-mae/esqueca-a-cinderela-nossos-filhos-precisam-conhecer-mesmo-e-a-malala/

 

"Além de apresentar uma narrativa verídica, quase um conto de fadas às avessas, em que a personagem principal não quer casar, mas sim estudar, a jornalista Adriana Carranca, repórter especial do Estado, traz para crianças e adolescentes um gênero até então usado apenas na literatura adulta: o livro-reportagem". Bia Reis, O Estado de S. Paulo 

http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,livro-conta-a-saga-de-malala-a-garota-paquistanesa-que-desafiou-o-taliba,1688568

Escrito em primeira pessoa, com texto fluído, leve e coalhado de referências de contos de fadas tradicionais, o livro descreve o medo que a autora sentiu durante o trabalho de apuração na região e seu estranhamento diante de uma cultura muito diferente. Em termos simples e de fácil compreensão, explica ainda quem são os talibãs, quais as disputas políticas envolvidas no conflito local, os motivos da violência. Conta como as mulheres são tratadas ali — como propriedades dos homens de suas famílias, tais quais bens valiosos que podem ser negociados independentemente de suas vontades. Explica como elas se cobrem com o dupatta ou o shawl, os véus que escondem seus corpos e rostos.
Mariana Sanches, O Globo

 

"Com linguagem acessível, mas sem omitir fatos da vida da jovem, a obra serve para trazer aos pequenos debates sobre intolerância religiosa, direitos humanos, ativismo e machismo e Oriente. Para ajudar na compreensão dos leitores mirins brasileiros, Adriana ainda faz referências a histórias clássicas da literatura infantil".
O Grito!

Veja o vídeo com Adriana Carranca sobre a origem de Malala:
http://drauziovarella.com.br/audios-videos/videos/adriana-carranca-e-a-origem-do-livro-malala
 

Se você acredita que todas as crianças devem ir para a escola, colabore com o Fundo Malala para educação
http://www.malala.org


Adriana Carranca no Roda Viva
https://www.youtube.com/watch?v=LHQJtv2Rl3Y

Veja o vídeo com Adriana Carranca sobre a origem de Malala:

 

 

OBRAS

Não ficção
O Irã sob o chador: duas brasileiras no país dos aiatolás, com Marcia Camargos (248 páginas) - 2010, Globo
O Afeganistão depois do Talibã: onze histórias (258 páginas) - 2011, Civilização Brasileira
Endereços curiosos de Nova York (240 páginas) - 2003, Panda
2015 - O Irão sob o chador2015 - O Afeganistão depois do Talibã2015 - Os endereços curiosos de Nova York

 

Infantil
Malala, a menina que queria ir para a escola, com ilustrações de Bruna Assis Brasil (96 páginas) - 2015, Companhia das Letrinhas

2015 - Malala

 

Edições Estrangeiras

Alemanha: Malala, a menina que queria ir para a escola / il. Bruna Assis Brasil – (no prelo), Hanser
América Latina (exceto México): Malala, la niña que queria ir a la escuela / trad. Hernán Gugliotella / il. Bruna Assis Brasil / Malala, a menina que queria ir para a escola / il. Bruna Assis Brasil - 2017, Vergara & Riba
México: Malala, a menina que queria ir para a escola / il. Bruna Assis Brasil – (no prelo), Vergara & Riba
Portugal: Malala: a menina que queria ir à escola / il. Bruna Assis Brasil – (2016), Penguin Random House / Nuvem de Letras
2016 - Malala a menina que queria ir a escola
 

Prêmios
O Irã sob o chador - Prêmio Jabuti na categoria livro-reportagem 2011 (finalista)
Escritora Revelação e Melhor Livro Informativo, FNLIJ, 2016, por Malala

 

 

 

 

 

 


Obras em Destaque

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    Malala, a menina que queria ir para a escola

    Companhia das Letrinhas - 2015 - 96 págs.

    “Ela não sonhava em encontrar um príncipe encantado, mas em ir para a escola; não queria se realizar por meio do casamento, mas por si própria com o mundo de possibilidades que a educação oferece. É uma anti-Cinderela.”

    O livro traz às crianças a história extraordinária de Malala Yousafzai, a menina paquistanesa que sobreviveu a um atentado, do qual foi alvo por defender o direito à educação, e se tornou a mais jovem ganhadora do Nobel da Paz. Ela nasceu no Vale do Swat, região montanhosa e tribal do noroeste do Paquistão, cobiçada no passado por conquistadores como Gengis Khan e Alexandre, o Grande, e protegida pelos bravos guerreiros pashtuns – os povos das montanhas. Foi habitada por reis e rainhas, príncipes e princesas, como nos contos de fadas. Malala cresceu entre os corredores da escola de seu pai, Ziauddin Yousafzai, e era uma das primeiras alunas da classe. Quando tinha dez anos viu sua cidade ser controlada por um grupo extremista chamado Talibã. Eles vigiavam o vale noite e dia, e impuseram muitas regras. Proibiram a música e a dança, baniram as mulheres das ruas e determinaram que somente os meninos poderiam estudar. Mas Malala foi ensinada desde pequena a defender aquilo em que acreditava e lutou pelo direito de continuar estudando. Ela fez das palavras sua arma. Em 9 de outubro de 2012, quando voltava de ônibus da escola, sofreu um atentado a tiro. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. A jornalista Adriana Carranca visitou o vale do Swat dias depois do atentado, hospedou-se com uma família local e conta neste livro tudo o que viu e aprendeu por lá. Ela apresenta às crianças a história real dessa menina que se tornou um grande exemplo de como é possível mudar o mundo. "Malala, a menina que queria ir para a escola" é também uma história de amor aos livros e do poder transformador da educação. Lançado em maio de 2015, o livro chegou à nona reimpressão em menos de um ano. Foi duplamente premiado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil em 2016, nas categorias "escritora revelação" e "melhor livro informativo" e será publicado em Portugal e em países de língua espanhola.

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    O Afeganistão depois do Talibã: onze histórias

    Civilização Brasileira - 2011 - 258 págs.

    Às vésperas dos 10 anos do início da invasão do Afeganistão por tropas militares internacionais, lideradas pelos EUA, Adriana Carranca lança O Afeganistão depois do Talibã – Onze histórias do Onze de Setembro. No livro-reportagem, os fatos se apresentam do ponto de vista de onze personagens de uma trama em depoimentos colhidos durante viagens pelo interior do Afeganistão e do Paquistão. 

    A jornalista brasileira  entrevistou uma herdeira do profeta Maomé, um talibã, um senhor de guerra, uma candidata a presidente e uma dona de casa afegã analfabeta, entre outros, dando a eles igual peso e com o mesmo espírito que rege os melhores trabalhos de reportagem – sem julgamentos nem proselitismos. 

    No convívio com o povo, a autora conheceu de perto a trágica realidade da guerra, por vezes sentida na própria pele. Protegida por uma burca, como o fazem as mulheres afegãs, visitou lugares considerados territórios proibidos para estrangeiros, tamanha a sua periculosidade. O texto é permeado pela emoção de quem conhece os lugares descritos e conviveu pessoalmente com seus habitantes. 

    Esse período de quase dez anos teve um momento de grande importância simbólica com a captura e morte do saudita Osama Bin Laden no dia 2 de maio de 2011, na cidade de Abbottabad, no Paquistão. Para alguns esse fato representou o epílogo desse processo histórico chamado aqui de Década do Terror, enquanto, para outros, foi apenas o início de mais um de seus sangrentos capítulos.


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