terça-feira 17 de outubro




Amilcar Bettega

Amilcar Bettega
 
Amilcar Bettega nasceu em São Gabriel, Rio Grande do Sul, em 1964. Engenheiro de formação, começou a dirigir-se para a literatura no início dos anos 1990. Doutor em Letras pela Sorbonne Nouvelle, é também tradutor e autor de três livros de contos e um romance. Recebeu por duas vezes o prêmio Açorianos de literatura (da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre): pelo volume de contos O voo da trapezista (Movimento/IEL, 1994) e com Deixe o quarto como está (Companhia das Letras), que também ganhou menção honrosa no Prêmio Casa de las Americas em Cuba. Com Os lados do círculo (Companhia das Letras) conquistou o prêmio Portugal Telecom.
 
 
 
 
Foto do autor por Sophie Kandaouroff.
 
 
Sobre Os lados do círculo
 
 
Com Os lados do círculo Amílcar Bettega Barbosa não apenas atesta seu perfeito domínio técnico, mas uma incessante inquietação criadora e, sobretudo, um talento ímpar para construir uma prosa que alia as qualidades aparentemente paradoxais da autoconsciência crítica e da espontaneidade.
José Geraldo Couto
 
Escrita em choque, como, aliás, deve ser toda literatura  que não se limita nem à transcrição do real, nem aos jogos da erudição.
José Castelo, No mínimo
 
Amilcar Bettega escreve de modo altíssimo, escreve um depoimento de arte, vida e solidariedade.
Luiz Antonio de Assis Brasil, Zero Hora
 
Os lados do círculo reúne preocupação estilística, reflexão social e uma visão crítica, muitas vezes amarga ou desencantada, da condição humana. Ou seja, as questões fundamentais que advém do atrito da consciência do artista com seu tempo e sua história pessoal, que são tratadas com rigor e complexidade, qualidade estética e acuidade psicológica, mostrando a maturidade desse escritor vigoroso e perturbador.
Carlos Eduardo Ortolan Miranda, Trópico
 
É comum que a literatura seja aberta à interpretação e que os leitores formem opiniões diferentes. Incomum é encontrar um autor disposto a construir um jogo tão interessante de perspectivas, consciente de que experimentar os lados do círculo é assumir um papel que todo o escritor deveria assumir : traduzir o que não se define.
Alexandre Amorim, Jornal do Brasil
 
Os livros de Bettega, principalmente Os lados do círculo, formam um intricado sistema de possibilidades e leituras. São contos inteligentes, interligados entre si, testemunho de uma escritura que está sempre assim, oscilando entre o acaso e a deliberação.
Kelvin Falcão Klein, Diário Catarinense
 
 
Sobre Deixe o quarto como está
 
 
O livro de Amilcar Bettega é composto de contos fora de comum nos dois sentidos da palavra. Pela temática e originalidade, inscrevem-se entre os melhores contos surrealistas, enquanto pela arte narrativa contam-se de pleno direito entre os melhores de nossa literatura.
Wilson Martins, O Globo
 
Os contos de Bettega são narrados de modo desassombrado, sincero, com a mesma naturalidade de quem relata um evento cotidiano, ou um caso sem importância. É nessa atmosfera banal que o imaginário irrompe, não para quebrar ou substituir a realidade, ou para com ela competir, mas, ao contrário, para alargá-la, descortinando fronteiras que habitualmente desconsideramos.
José Castello, Revista Bravo! 
 
 Alternando luz e sombra, o autor constroi uma atmosfera ambígua, entre o sonho e a vigília, sob a qual ergue-se um mundo que nos parece familiar, apesar de toda a estranheza que desperta à primeira vista. Talvez o familiar esteja nos sentimentos que guiam os personagens: cansaço, solidão, tristeza e, atravessando tudo isso, uma magra e insistente esperança. Ou talvez esteja na forma inacabada de cada uma dessas composições, a nos lembrar nossa condição humana, sempre provisória. 
Flávio Carneiro, Jornal do Brasil
 
Coisa rara, trata-se de um livro sem pontos baixos. 
Carlos Graieb, Veja
 
 
Sobre Barreira
 
 
Barreira é excepcional estreia do escritor gaúcho Amilcar Bettega no romance. Depois de três preciosas coletâneas Amílcar Bertega apresenta uma Istambul que não é o decantado clichê do encontro (ou choque) entre Oriente e Ocidente. Istambul resplandece no livro como uma pinmra impressionista, em que a luz ou, antes, a percepção da luz - é mais importante do que os objetos.
Jerônimo Teixeira, Veja
 
É um dos grandes romances brasileiros de 2013.
Reginaldo Pujol Filho, Suplemento Cultural de Pernambuco
 
Com talento, segurança e muita paciência, Amilcar Bettega vai construindo uma sólida e vistosa carreira. 
Luiz Paulo Faccioli, Rascunho
 
Barreira é um romance ousado e corajoso.  
Marcos Losnak, Folha de S. Paulo
 
 
OBRAS
 
 
Contos
O voo da trapezista (80 páginas), 1994, Movimento/IEL
Deixe o quarto como está (122 páginas), 2002, Companhia das Letras
Os lados do círculo (168 páginas), 2004, Companhia das Letras
1994 - O voo da trapezista2002 - Deixe o quarto como está2004 - Os lados do circulo
 
 
Romance
Barreira (264 páginas), 2013, Companhia das Letras
 
2013 - Barreira
 
Edições Estrangeiras
Portugal - Os lados do círculo - 2008, Editorial Caminho
Espanha - Los lados del círculo - 2011, Baile del Sol
Bulgária – Оставете стаята както си е. (Deixe o quarto como está). – 2013, Vessela
 
 
 
PRÊMIOS
1995 - Prêmio Açorianos de Literatura para O voo da trapezista
2003 - Prêmio Açorianos de Literatura e Menção honrosa do Prêmio Casa de las Américas, Cuba, para Deixe o quarto como está
2005 - Prêmio Portugal Telecom para Os lados do círculo
2014 – Finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com Barreira
 
Participação em coletâneas estrangeiras
Estados Unidos, “Barrier” na Chicago Review nᵒ 59, Inverno/2015
França, “Été” em Nouvelles Brésiliennes. Organização de Izabella Borges-Barrot. 2015, Éditions Envolume
Estados Unidos, “Vicious Circle” em Two Lines nᵒ 22, Verão/Outono 2011
Estados Unidos, “Self-Portrait” em Washington Square
Luxemburgo, “Verano” em Abril n° 35, maio/2008
França, “Été” em Missives n° 248, maio/2008
Luxemburgo, “La aventura práctico-intelectual del señor Alexandre Costa” em Abril n° 31, 2006
Suécia, “Exil” em Karavan n° 3, 2005
Itália, “La visita” em Sex’n’Bossa: antologia di narrativa erotica brasiliana. Organização de 
Patrizia di Malta. 2005, Mondadori
França, “À l’att./rédacteur culture suit. rép. cf. solic. Fax”. Gallimard, 2005
França, “Auto-portrait“ em PO&SIE n° 108. Bélin, 2004
França, “Exil” em PO&SIE n° 108. Bélin, 2004
 
Participação em coletâneas 
"Mercúrio-cromo" em Ficções, n. 11. 2003, 7Letras
“O crocodilo I” e “Exílio” em No restaurante submarino. 2012, Companhia das Letras 
“O convalescente” e “O silêncio” em Coyote n° 24, 2012
“Hereditário” em Antologia Pan-Americana. Organização Stéphane Chao, 2010, Record
“Neve” em Dicionário amoroso da língua portuguesa. Organização Marcelo Moutinho e Jorge Reis-Sá. 2009, Casa da Palavra 
“Os maridos” em Bravo!, fevereiro 2009
“A ferida” em Rascunho, abril 2008
“Memorial descritivo” em Brasil/Brazil: a journal of Brazilian literature n° 36 ano 20; Porto Alegre (Brasil) e Providence (EUA), 1° semestre 2007
“O crocodilo I” em Contos do novo milênio. 2006, Corag/Instituto Estadual do Livro-RS
“Infância”, “Justamente a hora de Teresa Flores” e “Vingança” em Contos premiados. 2006, Universidade de Passo Fundo/Instituto Estadual do Livro-RS
“Quando chega o fim” em Bravo!, novembro 2006
“Valdívia, Chile” em Continente Multicultural n° 66 (páginas 28 e 29). Recife, junho 2006
“O silêncio na janela”, “A janela” e “A luz na janela” em Contos de bolso. 2005, Casa Verde
“Círculo vicioso” em Crime feito em casa. Organização Flávio Moreira da Costa. 2005, Record
“Comendo” em Caos Portátil n° 2 (páginas 16 a 19). Fortaleza, 2° semestre 2005
“O maior espetáculo da terra” em Et cetera — literatura e arte n° 6 (páginas 50 e 51). Curitiba,  setembro 2005
“O trapezista tinha medo” em Coyote n° 12. Londrina, outono 2005
“Conduzindo” em Coyote n° 12. Londrina, outono 2005
“Para o sul” em Coyote n° 12. Londrina, outono 2005
“O destino da nação” em Coyote n° 12. Londrina, outono 2005
“Rosa regada” em Boa Companhia. 2003, Companhia das Letras
“Aprendizagem” em Aplauso n° 50. Porto Alegre, Setembro 2003
“Não” em Rascunho. Curitiba, Setembro 2003
“Círculo vicioso” em Ficções. 2003, Sette Letras
“Hotel Franzen” em Zero Hora, caderno de Cultura (página 8). Porto Alegre, 15 junho 2002
“Arreglo” em 10° Concurso de contos Luiz Vilela. 2001, Fundação Cultural de Ituiutaba
“Teatro de bonecos” em Geração 90: manuscritos de computador. Organização Nelson de Oliveira. 2001, Boitempo
“Teatro de bonecos” em Vox, XXI (páginas 58 a 62). Porto Alegre, Maio 2001
“O tempo das frutas cítricas” e “Arreglo” em Contos sem fronteiras, edição bilíngue português e espanhol. Organização Aldyr Schlee e outros. 2000, Porto Alegre: Secretaria Municipal de Cultura
“Círculo vicioso” em O livro dos homens. Organização Charles Kiefer. 2000, Mercado Aberto 
“Aprendizado” em Ficções 3. 1999, Sette Letras
“O vôo da trapezista” em Antologia crítica do conto gaúcho. Organização Volnyr Santos. 1998, Sagra Luzzatto/WS Editor 
“Se o homem escutasse” em Conto & Cidade. Organização de Luis Augusto Fischer. 1997, Prefeitura de Porto Alegre/Câmara do Livro
“O violeiro azul” em O autor presente. Organização Léa Masina. 1997, Instituto Estadual do Livro-RS
“Rosa regada” em Caio de amores. Organização Paulo de Tarso Riccordi. 1996, Mercado Aberto
“Rosa regada” em Blau: contos & poemas (página 9), 1995
“O violeiro azul” em Blau: contos & poemas (página 3), 1994
“O trem não pára” em Cria Contos. Organização de Amilcar Bettega e outros. 1993, Movimento
“Vigília”, “Assim ia costurando a vida deles e a minha junto” e “O forte está vazio” em Contos de oficina 10. Organização de Luiz Antonio Assis Brasil. 1993, Acadêmica/EDIPUCRS
“A travessia” e “A sombra” em Alquimia da palavra: antologia de contos. Organização de Sérgio Côrtes. 1992, Alquimia

Obras em Destaque

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    Barreira

    Companhia das Letras - 2013 - 264 págs.

    Filha de um imigrante turco estabelecido no sul do Brasil, Fátima - uma jovem fotógrafa - vai viver na Turquia. Lá se envolve com um artista performático de intenções duvidosas e com um autor de guia de viagens francês, divorciado, com uma história emocional difícil e acidentada.
     
    Paralelamente a isso, o pai de Fátima retorna pela primeira vez ao seu país natal para reencontrar a filha - mas não a encontra. Empreende então uma busca infrutífera pelas ruas da grande metrópole turca. A procura não rende frutos. E a busca pela filha se torna, aos poucos, a busca pela própria identidade de um homem encerrado entre passado e presente. O sumiço de Fátima encerra outros mistérios, e não só para o pai dela. 
     
    O inexplicável e o não dito são habilidosamente trabalhados nesta estreia em romance de um dos mais talentosos contistas brasileiros contemporâneos. Barreira é mais um título da coleção  Amores Expressos, em que alguns dos melhores autores brasileiros escrevem histórias de amor em ambientes como Dublin, Tóquio, Lisboa e São Petersburgo.

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    Os lados do círculo

    Companhia das Letras - 2004 - 168 págs.

    Um homem atropela um cachorro vira-latas com seu carro importado e é cercado por uma multidão de favelados. Um jornalista furta um conto inédito de Julio Cortázar e publica-o como se fosse seu. Um grupo de amigos realiza estranhos rituais à beira do rio Guaíba. 
     
    Nos contos de Os lados do círculo a cidade de Porto Alegre é palco de adultérios, assassinatos e acessos de loucura, acontecimentos descritos com variedade de recursos estilísticos. A experimentação constante faz com que o universo que está sendo retratado adquira forte carga de instabilidade. O autor explora o espaço entre fato e imaginação em narrativas que parecem estar sendo inventadas a cada parágrafo, marca que evidencia uma das principais influências do autor: o escritor argentino Julio Cortázar. 
     
    Como afirma o jornalista José Geraldo Couto na orelha do livro, com "orquestração 'cinematográfica' do ponto de vista, Amilcar Bettega Barbosa não apenas atesta seu perfeito domínio técnico, mas uma incessante inquietação criadora e, sobretudo, um talento ímpar para construir uma prosa que alia as qualidades aparentemente paradoxais da autoconsciência crítica e da espontaneidade".


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