sábado 16 de dezembro




Sabina Anzuategui

Sabina Anzuategui

Sabina Anzuategui é autora dos romances Calcinha no Varal (Companhia das Letras, 2005) e O afeto ou Caderno sobre a mesa (7 Letras, 2011).
 
Como roteirista de cinema, trabalhou com diretores importantes do cinema brasileiro contemporâneo. Escreveu os roteiros de Ausência (2014) e A casa de Alice (2007), de Chico Teixeira, que foram premiados em festivais nacionais e internacionais. Para o polêmico diretor Sérgio Bianchi, escreveu Jogo das decapitações (2013) e colaborou em Quanto vale ou é por quilo? (2005). Também escreveu os filmes Como esquecer (Malu de Martino, 2010) e Desmundo (Alain Fresnot, 2003), bem recebidos pela crítica e pelo público do circuito cultural.
 
Doutora em Audiovisual pela ECA-USP, sua tese O grito de Jorge Andrade: a experiência de um autor na telenovela brasileira da década de 1970 (Ateliê Editorial, 2013) recupera a telenovela O grito, escrita pelo dramaturgo paulista em 1975, que gerou polêmicas e rejeição do público, mas é ainda hoje elogiada como uma experiência ousada de dramaturgia na televisão.
 
Foto da autora por Mauro Vedia.

 
Sobre Calcinha no varal:
 
"Se você tem interesse e carinho pela tragicomédia cotidiana de nossa vida amorosa e sexual, não deixe de ler."
 
"Sabina Anzuategui consegue, do começo ao fim, manter a simplicidade sem, por isso, cair no clichê. É uma empreitada difícil em qualquer tipo de escrita, mas, tratando-se de uma história de amores e desamores, o êxito é quase milagroso."

Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo
 
 
"A todo momento, o leitor sente ímpeto de dizer: 'Puxa, é isso mesmo.'"
Marcelo Pen, Folha de S. Paulo
 
 
"A história do relacionamento marcado por cenas de sexo picantes, mas com alto teor melancólico, mostra como as expectativas de quem ama são, em geral, suplantadas por paixões não correspondidas. Triste, mas verdade."
 
"Em pouco mais de cem páginas, Juliana [a narradora] conta, de maneira sóbria, como sua vida foi virada do avesso e, mais importante que isso, como atingiu a razão necessária para não transformar sua vida em conto de fadas fracassado."

Fábio Silvestre Cardoso, Jornal Literário Rascunho
 
 
Sobre O afeto ou Caderno sobre a mesa:
 
"A Denise de Sabina Anzuategui faz em O afeto ou caderno sobre a mesa uma tentativa corajosa de articular um complexo mundo afetivo de angústias e desejos reprimidos que haviam permanecido em silêncio."
 
"Renascem com grande vivacidade nas páginas desse romance aparentemente despretensioso vários fantasmas desses dois períodos tão singulares e quase inexplorados  ̶  a pré-adolescência e os estertores da ditadura militar  ̶  que pareciam ter se dissolvido na vida adulta e na poeira do tempo de uma país que se autoproclama 'sem memória'."
 
Paulo Moreira (Yale University), Revista de Estudos Literários da UEMS
 
"É um livro para adultos que consegue trazer com maestria o olhar infantil diante dos pais, do irmão, da melhor amiga. A autora domina esse olhar de forma tão preciosa que abre as comportas de nossa memória de crianças."
Marina Ruivo, Pausa - Revista de Arte
 
 

OBRAS
 
 
Romances
Calcinha no Varal (112 páginas), 2005, Companhia das Letras
O afeto ou Caderno sobre a mesa (134 páginas), 2011, 7 Letras 
2005 - Calcinha no Varal2011 - O afeto ou carderno sobre a mesa
 
 

Obras em Destaque

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    O afeto ou Caderno sobre a mesa

    7 Letras - 2011 - 134 págs.

    Por trás de uma vida confortável, sem sobressaltos, Denise esconde uma tristeza aparentemente sem sentido. A dor silenciosa a leva a tentar apagar a própria existência – embora falte coragem para levar o ato até o fim. Um dia, ao arrumar gavetas, Denise encontra um caderno que a faz rever, como num filme, imagens e emoções daquela época: o dia a dia antes e depois da separação dos pais, o vazio e a solidão da mãe, a relação com as amiguinhas da escola e do prédio, com o irmão, com pai. Por entre desenhos do Snoopy e músicas dos Menudos, o caderno revela a violência sutil de um mundo de diferenças sociais e econômicas, de vazios e afetos reprimidos. Um mundo regulado por leis invisíveis, porém rígidas – e incompreensíveis demais aos olhos infantis.

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    Calcinha no varal

    Companhia das Letras - 2005 - 112 págs.

    Guardadas as diferenças de geração, e talvez justamente por causa dessas diferenças, Calcinha no varal poderia ser comparado ao livro Feliz ano velho, de Marcelo Rubens Paiva. Mas a proximidade de estilo - narração em primeira pessoa num tom coloquial e ao mesmo tempo ácido e sincero - ressalta principalmente o quanto mudaram o país e a juventude nos vinte anos que separam os dois livros. A trajetória de Juliana é construída por sua visão pessoal ao mesmo tempo delicada e crua, mas sintetiza também a experiência coletiva de uma geração que cresceu com a sexualidade liberada pelas mudanças culturais, e restrita pela Aids.
    Em Calcinha no varal, a jovem narradora resiste a suas perdas com criatividade e bom humor e compõe os fragmentos poéticos de sua história. A tristeza surge e vai embora, os momentos bons são às vezes vibrantes, outras vezes calmos e doces. A história vai se construindo como a vida ela mesma - na experiência e na busca da identidade, que às vezes é dolorosa, mas sempre é doce.


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