sábado 16 de dezembro




Giovana Madalosso

Giovana Madalosso

Giovana Madalosso nasceu em Curitiba, em 1975, e vive em São Paulo. É formada em Jornalismo pela UFPR. Durante quinze anos, trabalhou como redatora publicitária. Hoje escreve também roteiros para TV.

A teta racional, livro de estreia de Giovana Madalosso, já no título, dá uma pequena amostra do que nos espera: inteligência, acuidade e humor. E aponta sem reticências para seu eixo principal: o lugar do feminino no mundo contemporâneo.”
Carola Saavedra
 
Resenha do livro A teta racional, entrevista com a autora

Foto: Nuno Papp

 
 
OBRAS

Romance
Tudo pode ser roubado - (no prelo), Todavia Editora
 
Contos
A teta racional (130 páginas), 2016, Grua
2016 - A teta racional
 

 

 

 


Obras em Destaque

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    A Teta Racional

    Grua - 2016 - 130 págs.

    Num momento em que o feminismo está em ebulição, o livro A teta racional, de Giovana Madalosso, chega fazendo barulho. Com dez contos, esta obra de estreia mostra a diversidade de vozes no universo feminino contemporâneo, criando uma polifonia que emociona, faz rir e, acima de tudo, repensa padrões relacionados à mulher e até mesmo os limites da palavra mulher.

    No conto “XX+XY”, a mãe de um recém-nascido, que engravidou numa festa, de um cara de quem nem sabia o nome, desconstrói todo o glamour da maternidade, revelando as agruras de uma rotina marcada por leite empedrado, cansaço e uma avalanche de sentimentos, nem sempre positivos, que acompanham a chegada de um filho. Em “Roleta-russa”, uma transsexual, frustrada com as limitações do seu corpo, desconta a sua raiva em desconhecidos. Em “A paraguaia”, duas amigas de faculdade se reencontram anos mais tarde e se deparam, surpresas, com o que a vida fez de seus sonhos. Já no conto que dá nome ao livro, uma publicitária ordenha, no banheiro da agência, o leite que dará ao seu filho no dia seguinte, e pensa numa vingança contra seu chefe.

    Além discutir dilemas atuais, A teta racional aponta para novos caminhos na literatura feita por mulheres, e como consequência, na literatura como um todo: não mais um olhar da esfera íntima (o lar, os sentimentos), não mais uma tentativa de se mimetizar com o mundo masculino, e sim a busca de uma nova identidade para essa mulher que está no mundo lá fora mas que, não por isso, aceita silenciar uma série de aspectos possíveis do feminino: o corpo, a gravidez, o desejo ou o repúdio da maternidade.

     


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