quarta-feira 13 de dezembro




Beatriz Azevedo

Beatriz Azevedo

Poeta, escritora, cantora e compositora, multiartista brasileira.
Mestre em Literatura Comparada pela USP (FFLCH) e Doutora em Artes da Cena pela UNICAMP (Instituto de Artes). Estudou música no Mannes College of Music em Nova York e dramaturgia na Sala Beckett em Barcelona. Recebeu a Bolsa Virtuose para Artistas, do Ministério da Cultura. A editora Cosac Naify publicou em 2016 seu livro Antropofagia Palimpsesto Selvagem, com prefácio de Eduardo Viveiros de Castro e desenhos do artista Tunga. Nos lançamentos do livro, Beatriz atuou com Matheus Nachtergaele e Zé Celso Martinez Correa; em São Paulo o lançamento teve debate com Beatriz, Nelson de Sá (Folha de S. Paulo), Marcia Tiburi e Zé Celso. Em Belo Horizonte e Brasília, cantou com Moreno Veloso e Vinicius Cantuária músicas para poemas de Oswald de Andrade. No Rio de Janeiro, Matheus Nachtergaele interpretou capítulos de Antropofagia Palimpsesto Selvagem e Beatriz lançou o disco antroPOPhagia no Oi Futuro Ipanema, com presença de Antonia Pelegrino, Caetano Veloso e Lucélia Santos, entre outros.
 
"Beatriz Azevedo ministrou a Aula Inaugural da PUC RIO (CTCH) 2017 sobre Antropofagia; proferiu conferência na Tulane University em New Orleans, nos EUA. Participou do projeto Art Anthropophagie Aujourd'hui, no Musée des Lettres et Manuscrits, em Paris. Assinou curadoria do Encontro Internacional de Antropofagia no Sesc Pompeia, do ciclo Palavra Viva Oswald de Andrade e Palavra Viva Hilda Hilst no Sesc Pinheiros, em São Paulo, do ciclo Poesia e Música da CPFL. Em 2016 assinou curadoria e direção artística do Museu de Congonhas (MG), inaugurado pelo IPHAN.
Recebeu o Prêmio de Midia Livre pela criação do website www.antropofagia.com.br."
 
Beatriz Azevedo integra a antologia de poesia contemporânea Garganta, em livro e LP, reunindo autores como Alice Sant’Anna, Angélica Freitas, Ana Martins Marques, Bruna Beber, Fabricio Corsaletti, Fabiano Calixto, Gregório Duvivier, Mariano Marovatto, Omar Salomão, Sergio Cohn, e outros. É autora dos livros de poesia Idade da Pedra (Iluminuras) e Peripatético (Iluminuras), além de diversos textos teatrais; traduziu os autores franceses Bernard-Marie Koltés e Jean Genet. Realizou com José Miguel Wisnik show especial para celebrar o centenário de Pagu e os 120 anos de Oswald de Andrade, apresentando composições de sua autoria e de Wisnik, ambos no palco. Gravou 3 discos com repertório autoral e arranjos originais: Alegria, com participação de Tom Zé; Mapa-Mundi, produzido por Alê Siqueira; e Bum bum do poeta, com participação de Adriana Calcanhotto e Zé Celso, lançado pela Natasha Records no Brasil e pela Nippon Crown no Japão.
 
Além de criar parcerias musicais com Augusto de Campos, Cristovão Bastos, Hilda Hilst, Oswald de Andrade, Raul Bopp, Vinicius Cantuária e Zélia Duncan, as composições de Beatriz Azevedo já foram gravadas por Adriana Calcanhotto, Celso Sim, Tom Zé, Vinicius Cantuária e Zé Celso, entre outros.A convite do Lincoln Center de Nova York, criou antroPOPhagia. O show gravado ao vivo tornou-se o disco antroPOPhagia ao vivo em Nova York, lançado pela Biscoito Fino no Brasil, e pela gravadora Discmedi na Europa, em 2015. Beatriz Azevedo apresentou-se no Lincoln Center e no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, além de participar de diversos festivais internacionais: Womex (Espanha), Nublu Jazz Festival (Nova York), Celebrate Brazil at Lincoln Center (Nova York), CMJ Music Marathon; Film Festival (Nova York), Femmes du Monde (Paris), Mirada Festival Ibero- Americano (Brasil), Popkomm Festival (Berlim), Dunya Festival (Rotterdam), Copa da Cultura (Berlim), Art Anthropophagie Aujourd’hui (Paris), Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), Verizon Music Festival (Nova York), entre outros.
 
 
Entrevista de Beatriz Azevedo para GLOBONEWS
Sobre o livro Antropofagia Palimpsesto Selvagem

 
Sobre o disco antroPOPhagia ao vivo em Nova
 
Beatriz Azevedo no programa ARTE DO ARTISTA (TV BRASIL) em entrevista para Aderbal Freire Filho.
 
Sobre a artista e suas obras:
 
“Tive o prazer de conhecer Beatriz Azevedo quando ela assistiu um curso que Alexandre Nodari e eu demos no Museu Nacional em 2012. Beatriz nos ajudou imensamente, com seu conhecimento tão extenso como profundoda obra e da biografia de Oswald.
Antropofagia – Palimpsesto Selvagem é talvez a primeira leitura realmente microscópica do Manifesto Antropófago, texto fundacional para a sensibilidade cultural contemporânea, tanto “aqui dentro” como, cada vez mais, “lá fora”. O livro de Beatriz Azevedo é um close reading de valor histórico, didático e analítico inestimável.
 
Em um verdadeiro trabalho arqueológico, a autora recobra muitas das fontes esquecidas ou ignoradas das abundantes alusões enigmáticas (sobretudo para o leitor de hoje) contidas no Manifesto; comenta e elucida linha a linha, aforismo a aforismo, esse texto extraordinariamente complexo, por baixo — palimpsesto — de sua concisão telegráfica e sua alegre ferocidade lapidar; destaca-lhe a arquitetura rítmica, verbal como visual, sua (a)gramaticalidade poética e sua radicalidade político-filosófica; persegue, na produção posterior de Oswald, os fundamentos, os desenvolvimentos, as explicações — no sentido literal de desdobramento do que estava implicado, implícito, compactado — e as retomadas em modo dissertativo ou conversacional das teses, revolucionárias então como revolucionárias hoje e amanhã, enunciadas, ou melhor, anunciadas no Manifesto.
 
O livro de Beatriz Azevedo, somando-se à já vasta “oswaldiana”, acrescenta-lhe uma camada de comentário destinada a se tornar referência obrigatória para todo estudante ou estudioso da obra deste que é, sem a menor sombra de dúvida, um dos maiores pensadores do século XX”.
EDUARDO VIVEIROS DE CASTRO, Antropólogo [no prefácio do livro]
 
“Beatriz Azevedo faz como Oswald, lê o "Manifesto" separando as partes. Ritualiza assim a leitura, oferecendo-nos os sabores mais incomun do texto potencializados também para perturbar o paladar domesticado de nossa época. Mais do que anatomia, Azevedo nos lega uma curadoria, ou melhor ainda, uma curanderia com o texto de Oswald. Os protocolos acadêmicos são purificados de sua pompa doentia. 
 
Entendemos que a importância da antropofagia está no potencial deseuropeizante" da criação cultural brasileira. No potencial devir indígena, um devir selvagem, aberto ao outro, descolonizante, entregue à floresta, encontramos o desafio brasileiro.
 
Podemos então começar por comemorar a reinauguração do Brasil em uma data mítica. Se há 462 anos se dava a devoração do bispo Sardinha, é a hora de passar ao banquete e servir-se das palavras apetitosas de Beatriz Azevedo. Assim como Morubichaba ao devorar o seu assado, posso garantir que é gostoso”.
MARCIA TIBURI, escritora e filósofa. [ILUSTRÍSSIMA, Folha de S.Paulo]
 
A cantora, compositora e ensaísta Beatriz Azevedo escreve com uma interpretação inovadora, polêmica e provocadora. Com a liberdade de artista e a voracidade de antropófaga, Beatriz Azevedo revisitou as ideias de Oswald de Andrade e escreveu um livro que já nasceu na condição de clássico sobre o tema: Antropofagia – palimpsesto selvagem (Cosac Naify).  Ela retomou o Manifesto antropófago, de Oswald de Andrade, frase por frase, palavra por palavra, para oferecer um banquete de ideias, a um só tempo, saboroso, polêmico e provocador.
SEVERINO FRANCISCO [Correio Braziliense]
 
“Foi nesse cenário que me pus a ler "Antropofagia - Palimpsesto Selvagem, de Beatriz Azevedo. Fiquei pensando que o resto do mundo devia olhar um pouco para o Brasil. Beatriz Azevedo lê o Manifesto como um palimpsesto, pergaminho que, reescrito diversas vezes, acaba resultando em uma somatória de tempos diversos”. Falta ao mundo de hoje ler Oswald de Andrade. Angela Merkel deveria ler Oswald. Marine le Pen deveria ler Oswald. Donald Trump deveria ler Oswald. Os britânicos que votaram pelo Brexit deveriam ler Oswald. E nós mesmos deveríamos ler Oswald e sua filosofia antropófoga. Aprender a devorar o outro não no sentido de massacrá-lo, destruí-lo, mas para nos tornarmos mais complexos, plurais. Para nos tornarmos Outros.
TATIANA SALEM LEVY, doutora em letras e escritora. [Jornal VALOR]
 
Beatriz Azevedo es poeta, cantante, compositora, atriz y diretora teatral. Su polimorfa actividad artística culmina en este disco grabado en el Lincoln Center de Nueva York. Un título que hace referencia a la mejor metáfora de la cultura moderna de su país, un canibalismo que entronca con el gran linaje de la Música Popular Brasileña. Y para que no daya duda se alía a Vinicius Cantuária en dos de los temas más logrados, Devora y Alegria, destilando saudade y elegância pop. También recurre a clássicos, aunque con arreglos originales; así Insensatez parece un tango. Igual de convincentes son las canciones próprias y las adaptaciones de Oswald de Andrade, literato fundador en los años veinte del movimento antropofágico que preconizaba la asimilación autócna de la cultura universal. 
RAMON SÚRIO [La Vanguardia. Barcelona, ESPAÑA]
 
Azevedo is an award-winning actress and poet, as well as a subversive singer-songwriter. She combines traditional Brazilian rhythms like maracatu and maxixe with some fiercely individual lyrics, tempered by beguiling musical quirkiness — hardly surprising when her band includes musicians who’ve played with Tom Waits and David Byrne. This live airing of highlights from her catalog glides between romance and the artiness of the avant-garde, and is a suitably polished introduction to the queen-in- waiting of new Brazilian pop.
CHRIS NICKSON  [ Wonderingsound, UK ]
 
Beatriz Azevedo é uma artista brasileira reconhecida, fazendo atualmente uma longa visita a Nova York. Ela é uma artista extremamente energética e criativa. Beatriz foi citada como “nome promissor entre os jovens poetas”, na bem sucedida antologia da poesia brasileira “Nothing the Sun Could Not Explain”, organizada por Michael Palmer e Douglas Messerli (Sun and Moon Press). Sua veia lírica se extende à composição e interpretação, tendo lançado o cd “bum bum do poeta” pelo selo de Caetano Veloso, Natasha Records. Todas essas conquistas somadas à sua brilhante personalidade, fazem dela uma artista especial.
CHARLES ANDREWS PERRONE [USA] autor de “Masters of Contemporary Brazilian Song”.
 
A poeta Beatriz Azevedo é arrepiante. Isto é, ela vai fundo na essência do ser, mas sem nunca perder as perfeições da forma. Ao lado do seu grande espírito poeta, sentimos nela a leitora voraz, super-informada, super interessada em tudo, agitadora cultural contemporânea. Do seu disco de poemas bum bum do poeta  até o happening sacro-profano peripatético poema-de- chão nota-se um denominador comum: diamantina e reluzente andando como se fosse bailarina da sabedoria. Beatriz Azevedo não só é eterna e moderna, como é a junção e a atomização nuclear do vigor, do talento e da beleza.
JORGE MAUTNER
 
O refinamento maior do Teatro é quando o teatro vira Música, quando o teatro vira Dança. É quando a Prosa desaparece e vira tudo Poesia.  A Bia é uma mulher contemporânea nesse sentido, ela é atriz, é poeta, antes de tudo ela é uma poeta extraordinária.  De poeta, evidentemente, ela quis ser poeta em tudo, e está conseguindo tudo, está misturando tudo, e a mistura de tudo é o desejo de todo artista.
ZÉ CELSO MARTINEZ CORREA
 
Beatriz, compramos o seu livro para ter seu autógrafo, um pacto de letras e tinta pelo e para seu prosseguimento no ofício.  Como se você jurasse: “vou adiante, conte com isso”, pelo fato de assinar.   Peripatético foi lido a ponto de a lombada guardar sinais de manuseio.  Será enviado para sua casa para que você ponha seu feitiço, seu autógrafo, e o devolva para mim de novo, leitor e dono do livro que era seu e agora é nosso.
TOM ZÉ
 
“A poeta, compositora e pesquisadora Beatriz Azevedo tem sido voz ativa na divulgação das ideias e ideais de Oswald. Fascinada pela potência do manifesto, deglutiu páginas e páginas, por anos, até conceber um livro: Antropofagia palimpsesto selvagem. A obra – belíssimamente editada pela Cosac Naify, com capa desenhada por Tunga – destrincha o Manifesto antropófago.
 
'Antropofagia palimpsesto selvagem' é uma minuciosa análise do manifesto criado por Oswald de Andrade. A autora descreve o percurso trilhado por Oswald, contextualiza as referências históricas, dimensionando as e distiguindo que os postulados carregam de circunstancial ou atemporal. Beatriz concebeu o livro em estrutura de refeição, um cardápio que começa com aperitivo, entrada, primeiro prato e chega até o prato principal. Nesta parte, a autora se dedica a comentar, um a um, os 51 aforismos que compõem o Manifesto antropófago. Em seguida, se concentra em apontar a polifonia e as múltiplas direções contidas no texto. Mais do que determinar uma ou outra interpretação, a obra lança luzes sobre o processo, sempre em mutação, da obra oswaldiana.
 
Certamente, o olhar renovado de Beatriz Azevedo sobre o Manifesto antropófago vem em boa hora. Inconformista, idealista e eterno provocador, Oswald de Andrade e sua antropofagia se faz mais urgente do que nunca. Afinal, “tupi or not tupi that is the question”.
PABLO PIRES [O Estado de Minas]
 
Beatriz Azevedo é uma artista total. E ao dizer isso, estou sendo o mais objetivo possível.  Poesia, corpo, movimento e pensamento se encontram na atuação cênica, performance e na escrita de Beatriz.  A sua poesia, como palavra cantada (canções), palavra escrita (literatura), palavra dita (leituras dramáticas), palavra crítica (pesquisa acadêmica, curadoria), palavra corporalizada (performance, teatro) possui aquela alegria ferina, cortante, irônica, sarcástica, crítica e vital que se vê nos melhores momentos da poesia e da arte no Brasil.  A capacidade de dizer em linguagem musical as ideias e os sentidos que atravessam a sua obra; na minúcia musical, o encontro sutil das suas ambições estéticas, políticas e de pensamento.
MARCOS LACERDA [Polivox]
 
Música, poesia, dramaturgia, literatura e antropologia. Tudo se mistura no universo artístico de Beatriz Azevedo. E tudo isso se reflete, de algum modo, em antroPOPhagia, quarto disco da cantora e compositora.
MARCOS GRINSPUM FERRAZ [Revista Brasileiros] 
 
Ser um “multi” artista anda meio na moda.  Raros no entanto o são tão verdadeiramente quanto Beatriz Azevedo.  Mas é preciso investigar, pois ela está longe de fazer autopropaganda.
BETH NÉSPOLI [Caderno 2, Estado de São Paulo]
 
 
OBRAS
 
Ensaio
Antropofagia Palimpsesto Selvagem. São Paulo: Cosac Naify, 2016.
Prefácio de Eduardo Viveiros de Castro. Desenhos de Tunga.
 
Poesia
Garganta: Antologia de Poesia Contemporânea (livro e LP). Azougue, 2016.
Antologia com Ana Martins Marques, Alice Sant’anna, Angélica Freitas, etc.
 
Idade da Pedra. São Paulo: Editora Iluminuras, 2002.
Prefácio de Jorge Mautner.
 
Peripatético. São Paulo: Editora Iluminuras, 1997.
 
Discografia
AntroPOPhagia ao vivo em Nova York
Biscoito Fino (BRASIL) 2014, Discmedi (EUROPA). 2015 Participação de Vinicius Cantuária.
 
Alegria
Biscoito Fino (BRASIL) DG Diffusion (FRANÇA) Discmedi (ESPANHA).  2008 Participação de Tom Zé.
 
Mapa-Mundi [samba and poetry]
Acrobeat - São Paulo (BRASIL), 2002
 
Bum Bum do Poeta
Natasha Records (BRASIL) 1998, Nippon Crown (JAPÃO) 2000.
Participação de Adriana Calcanhotto e Zé Celso.
 
DISCOS no Exterior e Compilações
De Sampa • Biscoito Fino
The New Brazilian Music • BM&A
[Beat] ri [z] • Mondomix (França)
Bossa Nova Nights • Union Square Music (Inglaterra) Brazil The Essential album • Union Square Music (Inglaterra)
 

 

 

 


Obras em Destaque


Sobre a Agência Riff
imagem

Inaugurada em 1991, a Riff representa grandes nomes da literatura brasileira e as principais editoras e agências literárias estrangeiras no Brasil e em Portugal. Saiba mais.




2011 Agência Riff todos os direitos reservados - agenciariff@agenciariff.com.br Guilhotina Design