segunda-feira 23 de outubro




Fernanda Young

Fernanda Young

Em 2016, a autora completou vinte anos de carreira literária, comemorados com os lançamentos dos livros inéditos de poesia “A mão esquerda de Vênus” e de contos, “Estragos”. Sua obra contempla mais de 12 livros, e, como roteirista, 15 séries para televisão. Sucesso de crítica e de público, a série “Os Normais”, escrita com seu marido, Alexandre Machado, foi exibida durante dois anos na Rede Globo e culminou em dois longas-metragens, lançados em 2003 e em 2009. Foi duas vezes indicada ao Emmy Internacional de melhor comédia, pelos seriados "Separação?!" (Rede Globo, 2010) e "Como Aproveitar o Fim do Mundo"(Rede Globo, 2012). Atualmente, duas séries de sua coautoria com Alexandre Machado estão no ar: Vade Retro (Rede Globo, 2017) e Edifício Paraíso (GNT 2017).




OBRAS
 
Romances
Vergonha dos Pés (272 págs.) – 1996, 2011, Editora Rocco
A sombra das vossas asas (304 págs.) – 1997, 2011, Editora Rocco
Cartas para alguém bem perto (382 págs.) – 1998, 2010, Editora Rocco
As pessoas dos livros (160 págs.) – 2000, 2011, Editora Rocco
O efeito urano (174 págs) – 2003, 2010, Editora Rocco
Aritmética (432 págs.) – 2004, 2011, Editora Rocco
Tudo que você não soube (144 págs.) – 2007, 2011, Editora Rocco
O pau (182 págs.) – 2009 - Editora Rocco
A louca debaixo do branco (244 págs.) – 2012, Editora Rocco
2011 - Vergonha dos pés2011 - A sombra das vossas asas2010 - Cartas para alguém bem perto2011 - As pessoas dos livros2010 - O efeito urano2011 - Aritmética2011 - Tudo que você não soube2009 -  O pau2012 - A louca debaixo do branco
Poesias
Dores do amor romântico (192 págs.) – 2005, 2011 Editora Rocco
A mão esquerda de Vênus (327 págs.) – 2016, Globo Livros
2011 - Dores do amor romântico2016 - A mão esquerda de Vênus
 

 
Contos
Estragos (216 págs.) – 2016 - Globo Livros
2016 - Estragos
 

 


Obras em Destaque

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    A mão esquerda de Vênus

    Globo Livros - 2016 - 327 págs.

     
    Fernanda Young não só tece palavras nos textos que escreve. Mais do que isso, a autora trava, no fluir criativo de seus poemas, um verdadeiro embate apaixonado com as palavras, que, segundo ela, a salvam de “uma agústia insustentável”. Fruto de um processo singular na obra da escritora, “A mão esquerda de Vênus”, lançamento da Globo Livros, presenteia os leitores com seus versos íntimos, permeados por desenhos, anotações, fotografias e bordados além do projeto gráfico de Daniel Trench. Com 11 obras publicadas em uma trajetória literária de 20 anos, Young reúne novamente suas poesias em livro, o segundo do gênero após Dores do amor romântico.A relação de Young com a poesia não é de hoje e tem um caráter especial em sua produção. Foi sua obsessão pela palavra, dita ou impressa no papel, que a levou a driblar sua antiga dificuldade de ler e compreender a escrita. “A língua portuguesa nunca me deixou desistir. Sou uma romancista que escreve roteiros, que atua caso precise contar uma história, mas que começou escrevendo poemas, na verdade, devido à dislexia”. Também por essa razão que o leitor encontrará, nas páginas do livro, essa devoção amorosa pela palavra e pela estrutura própria do poema. “Poesia é mesmo uma estrutura cruel, visto que, se não conseguimos ler corretamente um poema, ele não fará sentido algum. Há versos que, sozinhos, contam páginas e páginas de uma história; outros encerram, na medida cirúrgica, exatamente o que querem dizer. É como se um romance coubesse ali”, afirma a autora, que reúne no livro poemas criados nos últimos dez anos. Contudo, a ideia de A mão esquerda de Vênus nasce de um “encontro”. Há alguns anos, a escritora encontrou, em uma caixa cheia de livros de sua amiga Monica Figueiredo, um maço de cartas amarrado em uma fita de cetim. Em meio à biblioteca que criou para abrigar a doação de dezenas de livros da família Figueiredo, ela e sua irmã, Renata Young, descobrem cartas de amor instigantes e misteriosas de Laurinha, mãe de Monica, que as autorizou a seguir na leitura. Young acredita que a arrebatadora identificação com a autora daquelas cartas, tardiamente descobertas e escritas em lindos papéis finos, foi o elemento desencadeante do livro. Revelada nas cartas e diários escritos por Laurinha desde a adolescência até antes de sua morte, aos 69 anos, a história de amor vivida pela amiga provocou em Young uma profusão de sentimentos e sensações que a artista eterniza em sua arte poética. “(...) Pelo que entendi, eles formaram um casal andarilho, ora proibidos, ora assumidos, apaixonados, etílicos. Ela, mais velha que ele; ele, às voltas com uma mulher cheia de manias taurinices, lenços, chapéus, pulseiras, músicas, poesias, batons, filhas, anéis, uísques, caixinhas, cartões postais. Acumuladora, contadora de histórias, escritora de diários”, afirma Young no prefácio do livro. Com palavras cortantes, cruas, mas também com outras doces e românticas, Young fala, portanto, em A mão esquerda de Vênus, do sentimento de amor. O amor em sua maior potência. Seu poder de seduzir e de destruir a si e ao outro. Tão transbordante que ora se reverte também em homenagens a amigas e amigos, com poemas dedicados a Betty Lago, entre outras pessoas do círculo íntimo da escritora.
     

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    Aritmética

    Editora Rocco - 2011 - 432 págs.


    Some triângulos amorosos, traições e desejos, multiplique pelas culpas e você terá como resultado Aritmética, livro de Fernanda Young. Tendo como fio condutor a história de João Dias, escritor famoso, e América, casal de amantes que vive um estranho romance – eles combinam de se encontrar em períodos que correspondem sempre ao dobro do anterior – a obra mostra que, em todos os pares, existe um ímpar, já que a sensação de solidão ronda os casais. A trama começa com a expectativa de João pelo próximo encontro com América – o décimo, e provavelmente o último, já que ambos estão com 75 anos. Enquanto o momento tão aguardado não vem, ele faz uma dura análise de si mesmo e avalia a própria vida, repleta de frustrações e tédio, ao longo da qual só existiram instantes fugazes de felicidade: as horas passadas na companhia da amante. Aritmética ainda traz de volta o fotógrafo Rigel Dantas, de A sombra das vossas asas, que se casou de novo depois do suicídio da vingativa Carina e acaba envolvido em um triângulo amoroso. Enquanto Elisa, sua atual mulher, teve um caso com Eduardo ainda no início do casamento, Rigel, anos depois, se envolve com a jovem Mariana, neta de João Dias e sobrinha do ex-amante de Elisa. Surpreendentemente, o círculo que mistura amor, desejo, raiva, tristeza e frustração se fecha, girando em torno de João e América. Cada um dos personagens de Fernanda Young clama por um desfecho, assim como a história do casal que dá início a tudo. Mas, da mesma forma que acontece na vida real, algumas coisas estão destinadas a permanecerem em suspenso. Só chegando ao fim do livro para saber se a equação proposta pela autora será solucionada.


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