terça-feira 25 de setembro




Jéferson Assumção

Jéferson Assumção
 
Nasceu em 1970, em Santa Maria–RS. É autor de mais de 20 livros, entre romances, contos, livros infanto-juvenis e de não-ficção. Pós-doutor em Teoria Literária pela Universidade de Brasília (UnB), com a pesquisa "Ideias sobre o romance em Ortega y Gasset", é doutor em Humanidades y Ciencias Sociales pela Universidad de León (ULE, Espanha). Tem Diploma de Estudios Avanzados (DEA) em Filosofia pela ULE e graduação em Filosofia, pela Universidade La Salle, de Canoas-RS.

Filho de pequenos agricultores, aos quatro anos de idade, durante o êxodo rural, Jéferson Assumção mudou-se com a família para Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Foi camelô dos 15 aos 23 anos na Estação Canoas do Trensurb, período em que formou sua relação com a literatura e em que lia e escrevia cerca de oito horas diariamente. No final dos anos 80, começou a publicar contos e crônicas na imprensa local. Em 1994, lançou "A Vaca Azul é Ninja", um "livro infantil para adultos" carregado de uma linguagem metafórica e de influências de Campos de Carvalho (1916-1998) e Manoel de Barros (1916-2014). Entre os autores de sua preferência estão também Juan Carlos Onetti (1909-1994), Horacio Quiroga (1879-1937), Felisberto Hernández (1902-1964), Julio Cortázar (1914-1984), Jorge Luis Borges (1899-1986), Anton Tchecov (1860-1904), António Lobo Antunes e Thomas Bernhard (1931-1989).

Temas como o deslocamento e a diáspora fazem parte de sua obra. Trata-se de uma mistura de horizontes brasileiros e de diversos países, ora de fronteira, ora enfocada em elementos do êxodo rural gaúcho, com personagens às voltas com trânsitos reais ou simbólicos, num "ir-sendo e des-sendo a si mesmos".

Assumção atuou por dez anos na política cultural. Foi coordenador-geral e diretor de Livro, Leitura e Literatura no Ministério da Cultura (MinC), secretário municipal de Cultura de Canoas-RS e secretário adjunto de Cultura do Rio Grande do Sul. Coordenou pelo MinC a participação do Brasil em diversos eventos literários no exterior, como a Feira do Livro de Frankfurt em 2007 e 2008, o Salão do Livro de Paris 2015 e a Feira do Livro de Santiago do Chile, em 2007.

Foi repórter cultural em Canoas e em Porto Alegre, além de ativista cultural – coordenou a Biblioteca Social Mundial, nos anos 2000, junto ao Fórum Social Mundial. Como repórter, gestor cultural e ativista, já atuou em mais de 30 países, entre os quais Índia, Quênia, Marrocos, Senegal, Tunísia, diversos países sul-americanos e europeus, Japão, Cuba, República Dominicana e Costa Rica. Em 2016, seu livro “Cabeça de mulher olhando a neve” (BesouroBox, 2015) foi um dos finalistas na categoria Contos do Prêmio Oceanos.

É um dos criadores da Movida Literária e colunista de literatura da Mídia Ninja.
http://midianinja.org/author/jeferssonassumcao


Site: www.jefersonassumcao.com.br



Entrevista no programa Tirando de Letra, UnB TV
 


Programa “Leituras”




Programa Livro aberto

Parte 1

 
 
Parte 2
 

 
“O que sempre se sobressai, em toda a obra, é o olhar compromissado com os destituídos do mundo, que ele conhece bem. Com uma trajetória pouco comum no mundo literário – filho da classe média urbana baixa, vítima do êxodo rural, ele mesmo camelô -, Jéferson Assumção é uma voz diferenciada no quadro atual da literatura brasileira.”
Luiz Ruffato


"As histórias que formam a obra são diversas e diferentes. Suas diferenças são desde os locais em que se passa, os tempos, as demais personagens e o que Turíbio representa para cada uma dessas personas. O autor é o sujeito que cria e ordena todas as modificações e particularidades que estruturam a vida de uma personagem, seus traços característicos, os episódios de sua vida, seus atos e pensamentos. Jéferson faz isso com maestria (e sabedoria de quem sabe escrever e sabe que efeito quer proporcionar ao leitor): Turíbio oscila de importância, de presença nas histórias contadas.”
Gabriela Silva, doutora em Teoria Literária pela PUC-RS


“Em Notas sobre Turibio Núñez, escritor caído a forma é conteúdo e o conteúdo é forma. E esse equilíbrio raro e rigoroso se realiza em um acabamento original e nada hermético. Afinal, mais importante que traçar o itinerário do personagem-autor (ou autor-personagem?), que, ademais, se conjuga em um quebra-cabeça no qual as peças são mais importantes que a cena que compõem, o livro consubstancia o que é fragmentário, incerto efêmero do mundo em que vivemos."
Maurício de Almeida, escritor.
 
 
Crédito da imagem: Joana França
 
 
 
OBRAS
 
Romances
Notas sobre Turibio Núñez, escritor caído (263 págs.) – 2016. BesouroBox
A Vaca Azul é Ninja em Uma Vida Entre Aspas (210 págs.) – 2014. Libretos
2016- Notas sobre Turibio Núñez2014- A Vaca Azul é Ninja em Uma Vida Entre Aspas
 
 
Contos & Crônicas
Cabeça de mulher olhando a neve (134 págs.) – 2015. BesouroBox
2015- Cabeça de mulher olhando a neve

 
Infantil & Juvenil
Beco dos Gatos (64 págs.) - 1999. WS Editor
Tarzan-Minhoca (48 págs.) – 1997. DCL
A Pior Banda do Mundo (64 págs.) – 1997. DCL
Alguém em Quem Confiar - 1997. DCL
Praia Vazia  - 1997. DCL
Só se o Computador Deixar – 1997. DCL
Olimpíadas no Bairro – 1997. DCL
Janela Mágica – 1997. DCL
Um Botão Negro, Um Botão Branco – 1997. DCL
Caminhando em Paz – 1997. DCL
A Vaca Azul é Ninja – 1994. LIC Canoas
A Mais Nova Teoria Sobre o Universo – 1995. Solivros
O Poeminha Torto da Reguinha Reta – 1995. Solivros
Rodrigo Está Amando – 1995. Solivros
O Bolo de Tijolo – 1995. Solivros
1999- Beco dos Gatos
 
 
Contos em coletâneas
“Dança sem mãos” - Escrever Berlim – 2017. Nós Editora
“Um Nada Imenso lá Embaixo”- Livro dos Homens – 2001. Artes e Ofícios
"Marina, 19" - Porto Alegre - Curvas e Prazeres – 2002. WS Editor



Não-ficção
A ilustração vital: O raciovitalismo de Ortega y Gasset como via para o desenvolvimento de uma sociedade leitora (216 págs.) – 2013. Bestiário-Fundación José Ortega y Gasset-Gregório Marañon-Cátedra Unesco de Leitura-PUC Rio.
Homem-massa: Ortega y Gasset e sua crítica à sociedade massificada (188 págs.) – 2012. Bestiário-Fundación Ortega y Gasset-Gregório Marañon

Obras em Destaque

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    Notas sobre Turíbio Núñez, escritor caído

    Besouro Box - 2016 - 263 págs.

    O romance traz 16 pontos de vista sobre um mesmo tema: o fictício escritor argentino Turibio Núñez (1945-2015). Nascido em La Plata, ele teria vivido em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, fugindo de um trauma em sua terra natal. Após sucessivas quedas, morais, intelectuais e financeiras, Turibio Núñez chega por fim a se estabelecer na favela da Rocinha, em busca de um sonho: tornar-se um escritor brasileiro. Ao terminar esta sua curiosa autobiografia, misteriosamente morre. Possivelmente num suicídio exemplar, ao modo de Yukio Mishima (1925-1970) ou Stefan Zweig (1881-1942). Nesta história multifacetada, o personagem principal não passa, quase nunca, de alguém lateral, sem importância para nada e ninguém. Talvez, no fundo, cada um de nós seja visto assim pelo outro em vez de por nós mesmos.

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    Cabeça de mulher olhando a neve

    Besouro Box - 2015 - 134 págs.

    A grande novidade literária, o grande susto, o prazer imediato e misterioso que todo leitor espera de um livro, – e há quanto tempo! – está finalmente aqui nesta coleção de contos, CABEÇA DE MULHER OLHANDO A NEVE, de Jéferson Assumção. Grande novidade sim, como uma paisagem nevada no sertão do nordeste. E essa grande novidade é apenas algo simples e natural, porém  raro, como um autor com a fantasia em estado puro. Esta é a marca e a maldição dos que nascem com o impulso da criação ordenada e desordenada, dos que tensionam a corda que une a ordem racional e o universo do arbítrio e do sonho, dos que edificam uma humanidade que não distingue razão e desejo, prazer e trabalho, dos que carregam a marca dos loucos, dos assinalados, dos surrealistas. Surrealismo, por que não? Ele independe de datas, de tempos históricos, de conjunturas econômicas. Brota, simplesmente. Jéferson Assumção, filósofo de formação e convicção, deixou-se arrebatar pela fantasia em estado puro e foi criando um atrás do outro estes contos que nos desconcertam, fascinam, nos assustam e depois nos fazem pensar. Cada conto deste livro é uma peça única e rara. O leitor desde a primeira página fica tomado pelo poder surrealista e vai lê-las e relê-las e cada vez que as ler terá a impressão de que estará lendo outro conto, outra história, outra fábula, com outra moral e outra intenção. Não há mágica maior no ofício literário. Celebremos esta conquista de Jéferson, vamos nos deixar levar pela fantasia que está impressa nestas páginas e talvez então também sejamos abençoados pelo mistério.
    Tabajara Ruas


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