segunda-feira 23 de outubro




Beatriz Bracher

Beatriz Bracher
 
Beatriz Bracher nasceu em São Paulo, em 1961. Formada em Letras, foi editora da revista 34 Letras, de literatura e filosofia, e uma das fundadoras da Editora 34, onde trabalhou por oito anos. Sua experiência com cinema inclui o argumento do filme Cronicamente inviável (1994), co-autora do roteiro premiado do longa-metragem Os inquilinos (2009), pelo o qual ganhou o prêmio de "Melhor Roteiro do Festival do Rio", ambos em parceria com Sérgio Bianchi e co-autora do roteiro de O abismo prateado (2011), longa-metragem de Karim Aïnouz, selecionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Sua estréia como escritora de livros foi em 2002, com o romance Azul e dura. Em 2009, lançou seu primeiro livro de contos, Meu amor, vencedor do Prêmio Clarice Lispector, da Biblioteca Nacional.
 
A editora 34 foi fundada em 1992, por Beatriz e mais sete amigos. “Queria criar um espaço para ler o que me interessava”, diz. “Fui vivenciando a coragem das pessoas de mandar livros inéditos. Às vezes eram ruins e outras, bons, mas precisando de ajustes. O trabalho na editora me ajudou, pelo exemplo de quem mandava originais que eu precisava ler e selecionar”, conta Beatriz, que depois de um ano sabático escrevendo, decidiu se dedicar à escrita integralmente. 
 
Questões éticas, implicações políticas, preocupação estética e experimentação formal são características destacadas em seus livros. “Sem abrir mão de uma tensa pesquisa formal, Bracher reclama à literatura uma nobreza ética abolida (ou ignorada) pela nova geração - é uma literatura clara e eminentemente política”, diz resenha do jornal O Estado de São Paulo sobre a autora. 
 
 
 
 
 

 
 
OBRAS
 
Romances
Azul e dura (168 págs.) – 2002, 2010, Editora 34
Não falei (148 págs.) – 2004, Editora 34
Antonio (192 págs.) – 2007, Editora 34
Anatomia do Paraíso (328 págs.) – 2015, Editora 34
2010 - Azul e dura2004 - Não falei2007 - Antonio2015 - Anatomia do paraíso
 
 
Contos & Crônicas
Meu amor (141 págs.) – 2009, Editora 34
Garimpo (136) – 2013, Editora 34
2009 - Meu amor2013-Garimpo
 
 
Edições Estrangeiras
Alemanha - Antonio / trad. Maria Hummitzsch - 2013, Assoziation A
Alemanha - Não Falei - (no prelo), Assoziation A
Uruguai - Antonio / trad. Rosario Lázaro Igoa – 2013, Yaugurú
USA - Antonio - (no prelo), New Directions
USA - Não Falei – (no prelo), New Directions
2013 - Antonio2013 - Antonio
 
Prêmios
Prêmio Jabuti, 3º lugar, 2008 – por Antonio
Prêmio Portugal Telecom, 2º lugar, 2009 – por Antonio
Finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, 2008 – por Antonio
Prêmio Clarice Lispector, da Biblioteca Nacional, melhor livro de contos, 2009 – por Meu amor
Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), Categoria Contos/Crônicas,  2013 – por Garimpo
Prêmio Brasília de Literatura, Categoria Conto , 2014 – por Garimpo
Prêmio Casa de las Américas, menção Conto, 2015 – por Garimpo
Prêmio São Paulo de Literatura, Melhor Romance, 2016 – por Anatomia do Paraíso
Prêmio Rio de Literatura, Melhor Obra Publicada, Categoria Ficção, 2016 – por Anatomia do Paraíso

 


Obras em Destaque

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    Meu amor

    Editora 34 - 2009 - 141 págs.

    Meu amor reúne dezoito narrativas breves da autora, mais um poema, “My Love”, que encerra o volume e lhe empresta o título. Escritos e reescritos entre 2004 e 2008, esses textos, à primeira vista díspares, são intimamente ligados por um olhar crítico e ao mesmo tempo amoroso sobre a vida no Brasil contemporâneo. Ora é uma subjetividade dolorida e sutil que aflora e nos toca; ora é a violência urbana que explode sem disfarces na cara do leitor; ora são personagens do sertão mineiro que se mostram em toda sua humanidade atual, sem concessões ao pitoresco.
     
    Essa variedade é um dos pontos fortes do livro, que mostra o arrojo com que Beatriz experimenta e questiona os limites que separam não apenas os gêneros literários, mas também os territórios do urbano e do rural no imaginário literário brasileiro. Isto sem resvalar no regionalismo anacrônico nem no realismo jornalístico, deixando a porta entreaberta para o inesperado, para a poesia do cotidiano, por vezes crua, por vezes diáfana.
     
    O primeiro conto do livro que Beatriz Bracher escreveu foi “Cloc, Clac”. Como tanta gente, ela acompanhou pela TV e ficou impactada pelo caso policial do pai acusado de jogar a filha Isabella, de seis anos, pela janela. O que começou como necessidade de colocar no papel a brutalidade dessa história tornou-se uma forte narrativa literária. Depois, a autora juntou-a a outros dezoito textos, para compor Meu amor.
     
    “O livro descobre e percorre destemidamente uma ponte de simpatia repugnante entre o afeto mais terno, até maternal, e a crueldade mais abjeta”, 
    Alcir Pécora, Folha de São Paulo
     
    A escritora reflete sobre a violência e a relação entre autores e leitores,
    Correio Braziliense
     

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    Antonio

    Editora 34 - 2007 - 192 págs.

    O protagonista Benjamim, na iminência de ser pai, descobre um segredo familiar e decide saber dos envolvidos como foi que tudo aconteceu. Três deles – a avó, Isabel; Haroldo, amigo de seu avô; e Raul, amigo de seu pai – lhe contarão suas versões dos fatos, e é recolhendo esses cacos de memórias alheias que Benjamim montará o quebra-cabeças da história de sua família. Narrativa polifônica, em que cada capítulo dá voz a um dos três narradores-personagens, é possível associá-la ao William Faulkner de Enquanto agonizo, mas também ao Lúcio Cardoso de Crônica da casa assassinada.
     
    Um dos méritos do livro está na enorme capacidade de Beatriz de articular o geral e o particular, o individual e o histórico, construindo personagens ao mesmo tempo únicos e claramente identificáveis em seu contexto social. Romance instigante que, como observa o escritor Rodrigo Lacerda, coloca protagonista e leitores "curiosamente, na mesma condição: a de ouvintes emocionados".
     

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    Não falei

    Editora 34 - 2004 - 148 págs.

    O romance tem como protagonista um professor que, às vésperas de mudar de cidade, se põe a refletir sobre o período da luta armada no Brasil dos anos 60 e 70 e as contradições que daí resultaram para o país e para sua vida.
     
    Com uma prosa ímpar, que combina devaneio e esforço de investigação, Beatriz Bracher criou uma narrativa arriscada, necessária e incomum no panorama da nossa ficção contemporânea.
     

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    Azul e dura

    Editora 34 - 2002 - 168 págs.

    Romance explosivo, de enfrentamento existencial, escrito numa linguagem vertiginosa e seca, ao mesmo tempo lírica e cortante, Azul e dura foi a estreia literária de Beatriz Bracher. No centro dessa narrativa encontra-se Mariana, uma mulher de 42 anos, filha da alta burguesia paulistana e residindo no Rio, que distraidamente atropela e mata uma garota do seu bairro. Alguns anos depois, numa estação de esqui na Suíça, ela tenta entender, por meio de uma narrativa baseada em velhas anotações, o contexto do acidente e a crise moral que ele desencadeou, bem como o fim de seu casamento com um bem-sucedido advogado. 
     
    Azul e dura é um drama íntimo. Expõe a luta de uma mulher angustiada para romper com sua classe social, seus valores perversos e a hipocrisia que os sustenta. 
     
    “Azul e Dura é um romance de força e beleza extraordinárias”
    O Estado de São Paulo
     


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