segunda-feira 23 de outubro




Cintia Moscovich

Cintia Moscovich
 
Gaúcha de Porto Alegre, nascida em 1958, Cíntia Moscovich é escritora, jornalista e mestre em Teoria Literária. Foi editora de livros do jornal Zero Hora e diretora do Instituto Estadual do Livro, órgão da Secretaria de Estado da Cultura (RS). Com freqüência, colabora para jornais e revista brasileiros. Em seus livros, Cíntia explora, com humor e simplicidade, o insólito das relações afetivas e da vida cotidiana. “Gente que não sabe rir geralmente pensa que não erra”, diz. Para ela, as dúvidas se devem à própria circunstância da escrita. “A incerteza que semeia a humildade é a virtude maior de um escritor”. 
 
A temática judaica é recorrente na literatura de Cíntia. “As máximas da nossa gente são páginas de sarcasmo escritas com a pena ás¬pera da lucidez”, diz ela, que tem como fonte de inspiração Isaac Bashevis Singer, Prêmio Nobel de Literatura, em 1978. 
 
O primeiro romance de Cíntia, Duas iguais, aborda com franqueza e sensibilidade o tema do amor entre mulheres. Nos contos de Arquitetura do arco-íris, elogiados por Luis Fernando Veríssimo, Cíntia trata de situações extremas da vida. Por que Sou Gorda, Mamãe? conta a história de uma escritora que revira a relação com a mãe e a história da família judaica para entender por que engordou 18 quilos em quatro anos. 
 
Abaixo, confira a lista completa de obras de Cíntia Moscovich. A autora integra também diversas antologias, como 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira, organizada por Luiz Rufatto, para a editora Record; e Os melhores contos brasileiros do século, organizada por Ítalo Moriconi, para a Objetiva.
 
 
 



OBRAS
 
Romances
Duas Iguais - Manual de amores e equívocos assemelhados (253 págs.) – 1998 / 2004, Record
Por que Sou Gorda, Mamãe? (256 págs.) – 2006, Record
Mais ou Menos Normal / il. Mariana Zanetti (juvenil, 120 págs.) – 2007, 2014, FTD
2004 - Duas iguais2006 - Por que sou gorda mamãe?2014 - Mais ou menos normal
 
 
Contos & Crônicas
O Reino das Cebolas (120 págs.) – 1996 / (nova edição no prelo), Record
Arquitetura do Arco-Íris (171 págs.) – 2004, Record  
Anotações Durante o Incêndio (141 págs.) – 2000 / 2006, Record
Essa Coisa Brilhante que é a Chuva (144 págs.) - 2012, Record
2004 - Arquitetura do arco-íris2006 - Anotações durante o incêncio2013 Essa Coisa Brilhante que é a Chuva
 
 
Edições Estrangeiras
Espanha: Duas Iguais (Dos Iguales) - 2007, Tusquets
Espanha: Duas Iguais (BookClube Edition) - (no prelo), Circulo de Lectores
Itália: Por que sou gorda, Mamãe? (Mamma, perché sono grassa?) - 2009, Cavallo di Ferro
Itália: Duas Iguais (Due uguali) - 2011, Cavallo di Ferro
Portugal: Duas Iguais - 2006, Pergaminho
Portugal: Arquitetura do Arco-Íris - 2008, Pergaminho
 
2007 - Duas iguais - Espanha2009 - Por que sou gorda, mamãe? - ItáliaDuas Iguais (Due uguali) - 2011Arquitetura do Arco-Íris - 2008
 
 
Prêmios
Concurso de Contos Guimarães Rosa, da Radio France Internationale, 1995 – 1º lugar (concorrendo com mais de mil escritores de língua portuguesa)
Prêmio Açorianos de Literatura, categorias livro do ano e narrativa longa, 2007 – por Por que sou gorda, mamãe?
Prêmio Jabuti, 3º lugar na categoria contos, 2005 – por Arquitetura do Arco-Íris
Prêmio Açorianos de Literatura, categoria contos, 2005 - por Arquitetura do Arco-Íris
Prêmio Açorianos de Literatura, categoria contos, 2001 – por Anotações Durante o Incêndio
Prêmio Açorianos de Literatura (Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre), categoria narrativa longa, 1999 – por Duas Iguais
 

Obras em Destaque

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    Por que sou gorda mamãe?

    Record - 2006 - 256 págs.

    Uma escritora ganhou 22 quilos em quatro anos. Como ela pode ter perdido o controle sobre seu próprio corpo sem perceber? Em busca da resposta, a narradora embarca em uma jornada ao passado e identifica como eixo a relação conflituosa com sua mãe e as heranças da família judaica de imigrantes europeus. À medida que lida com as dores e o peso de sua vida pregressa, ela resgata também o próprio corpo.
     
    A transmissão geracional – do amor, do ódio, dos traumas, da personalidade – é a linha mestra do romance, em que Cíntia Moscovich mistura realidade e ficção. Se os pais judeus não puderam comer, por exemplo, os filhos teriam uma superalimentação. Com isso, toda a memória do horror vem à tona no corpo da personagem. Cíntia consegue transformar – com humor, ironia e sutileza – questões particulares em metáforas de amplo alcance. 
     
    Ao longo dessa rica e dolorosa jornada, a personagem (e a autora) não só redescobre seu corpo como também encontra forças para assumir seu ofício de escritora integralmente, expondo-se sem temores. Por que sou gorda, mamãe? trata, ainda, das crises de auto-imagem dos gordos. A narradora odeia a comida que a engorda, mas ama o alimento que lhe dá prazer. Essa ambigüidade é mastigada garfada a garfada, capítulo a capítulo.
     
    “O mais brilhante exercício de humor judaico da literatura brasileira”, 
    O Estado de São Paulo
     
    “Por que sou gorda, mamãe? é pródigo em momentos que comprovam o grande talento de Cíntia Moscovich”
    O Globo
     
     “Cíntia, como personagem de Cíntia, diz o que precisa ser dito, seja para quem for. E é capaz de dizer para si mesma que é um ser de traços deformados”
    Zero Hora
     

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    Arquitetura do arco-íris

    Record - 2004 - 171 págs.

    Os contos de Arquitetura do arco-íris apresentam momentos extremos da vida de diversas personagens. A jovem que sai de casa após a morte do pai para viver numa situação estranha com uma colega, uma moça que se envolve com um músico cego e uma jornalista que enfrenta um irascível tradutor são algumas delas.
     
    “Há coisas neste livro tão bem escritas que tiram a respiração''
    Luis Fernando Veríssimo
     

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    Duas iguais

    Record - 1998 - 253 págs.

    Duas Iguais é uma história de amor homossexual, entre duas jovens, tratado com espontaneidade e sem engajamentos. Clara e Ana vivem em Porto Alegre, no Bom Fim, bairro judaico tradicional – que poderia ser um bairro judaico de qualquer outra cidade do mundo. As duas se envolvem convivendo numa escola judaica, o que gera uma série de confrontos. Ana opta pelo autoexílio em Paris, enquanto Clara penetra, pouco a pouco, nos umbrais do mundo adulto. Por força das circunstâncias, elas voltam a se encontrar.
     


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