terça-feira 17 de outubro




Flávio Carneiro

Flávio Carneiro
 
Amante do futebol, Flávio Carneiro (Goiânia, 1962), aos 17 anos, recebeu um convite para jogar profissionalmente no Guarani de Campinas, que havia acabado de vencer o campeonato brasileiro. Amante da literatura, ele recusou a oferta e decidiu mudar-se para o Rio de Janeiro, para estudar Letras. Hoje, Flávio Carneiro é autor premiado de romances, contos, ensaios, textos infanto-juvenis e, ainda, roteiros cinematográficos. Doutor em literatura e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, ele colabora como critico literário para O Globo e outros veículos. Flávio transita com rara desenvoltura entre os campos da ficção e da reflexão. E, é claro, também encontra tempo para o campo de futebol: ele joga em um time de veteranos, em Teresópolis, na região serrana do Rio.
 
O primeiro livro de Flávio Carneiro foi Acorda, Rita!, um conto infantil sobre uma menina que odiava acordar cedo e tinha um despertador igualmente dorminhoco. Mais de dez anos depois, essa história foi ampliada e deu origem à novela A casa dos relógios, adotado por muitas escolas do Brasil. “Navegando entre o sonho e a realidade, Flávio contorna a moral da história e permite ao leitor, pequeno ou adulto, a liberdade da melhor interpretação possível”, escreveu o filósofo Adauto Novaes. No livro de crônicas Passe de letra – futebol & literatura, Flávio uniu suas duas paixões, conquistando leitores de todas as idades.
 
No país do presente: ficção brasileira no início do século XXI é uma coletânea de 65 resenhas de livros publicados entre 2000 e 2004, de escritores novos e consagrados, que Flávio escolheu seguindo dois critérios: qualidade e representatividade. Ele analisa, com lucidez e linguagem acessível ao leitor comum, a diversidade da narrativa produzida no Brasil nesse período.
 
Flávio estreou como romancista com O Campeonato. André, um leitor compulsivo de tramas policiais, decide ganhar a vida como detetive. A história mistura suspense, aventura e humor. Já no livro A Confissão, um homem seqüestra uma mulher e diz que precisa lhe contar uma história. Aos poucos, o leitor vai se envolver num relato de amor e medo, em que a seqüestrada desempenha um papel inusitado. Nesse romance sedutor, prazer e morte servem como meios para um homem restaurar as rédeas de sua vida. “Busco histórias imaginativas, com lugares que não existem, por exemplo, ou personagens beirando o fantástico, o sobrenatural”, diz Flávio Carneiro sobre a sua ficção. 
 
 
 
 
 
 
OBRAS
 
Romances
A confissão (236 págs.) – 2006, Rocco
O campeonato (384 págs.) – 2002, 2009, Rocco  
A Ilha (208 págs.) – 2011, Rocco
O Livro Roubado (224 págs.) – 2013, Rocco
Um Romance Perigoso (288 págs.) – 2017, Rocco
2006 - A confissão2009 - O campeonato2011 - A IlhaO Livro Roubado (224 págs.) – 2013Um romance perigoso – 2017
 
 
Contos & Crônicas
Da Matriz ao Beco e Depois (121 págs.) – 1994, nova edição no prelo, Rocco
Passe de Letra: Futebol & Literatura (168 págs.) – 2009, Rocco 
1994 - Da matriz ao beco2009 - Passe de letra: futebol e literatura
 
 
Infantil & Juvenil
A corda, Rita! / il. Rogério Nunes Barros (31 págs.) – 1986, Globo 
Lalande / il. Rui de Oliveira (80 págs.)– 2000, Global
O livro de Marco / il. Avelino Guedes (62 págs.) - 2000, Global
Prezado Ronaldo (127 págs.)– 2006, Edições SM
A Distância das Coisas / il. Andrés Sandoval (144 págs.) – 2008, Edições SM
Devagar & Divagando (40 págs.) / il. Flávio Fargas – 2014, Rocco 
2000 - Lalande2000 - O livro de Marco2006 - Prezado Ronaldo2008 - A distância das coisas2014 Devagar & Divagando
 
 
Não Ficção: Ensaios
Entre o cristal e a chama: ensaios sobre o leitor (182 págs.) – 2001, nova edição no prelo, Rocco
No país do presente: ficção brasileira no início do século XXI (338 págs.) – 2005, Rocco
O leitor fingido (208 págs.) – 2010, Rocco 
2005 - No país do presente: ficção brasileira no início do século XXI2010 - O leitor fingido
 
 
Edições Estrangeiras
Colômbia: Apreciado Ronaldo / tradução: Beatriz Peña - 2009, SM 
Colômbia: La Distancia de las Cosas / tradução: Federico Ponce de Léon - 2013, SM 
Portugal: A Confissão - 2010, (direitos revertidos)
México: A Distância das Coisas (no prelo), SM 
2012 - Apreciado Ronaldo - Colômbia2014- La Distancia de las Cosas2010 - A confissão - Portugal
 
 
Prêmios
Prêmio Octavio de Farias, da União Brasileira de Escritores (seção RJ), 1995, por Da matriz ao beco e depois 
Finalista do Prêmio João-de-Barro, da Prefeitura de Belo Horizonte, 2000, por A casa dos relógios
Finalista do Prêmio João-de-Barro, da Prefeitura de Belo Horizonte, 2001, por Lalande
Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) - Selo Altamente Recomendável para o Jovem, 2001, por Lalande
Prêmio Barco a Vapor de Literatura, 2007, por A Distância das Coisas 
Finalista do Prêmio Jabuti na categoria romance, 2007, por A confissão
Finalista do 5º Prêmio Zaffari & Bourbon, 2007, por A confissão 
Prêmio Tiokô, da União Brasileira de Escritores (seção Goiás), 2005-2007, pelo conjunto da obra 
Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) - Selo Altamente Recomendável para o Jovem, 2009, por A Distância das Coisas
Prêmio Jabuti, Câmara Brasileira do Livro, 2009, Categoria Juvenil, por A Distância das Coisas
Prêmio Mario de Andrade da Fundação Biblioteca Nacional, 2010, por O Leitor Fingido
 
Direitos Revertidos
A Casa dos Relógios / il. Carlos Gomes de Freitas II (78 págs.) – 1999

Obras em Destaque

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    O leitor fingido

    Rocco - 2010 - 208 págs.

    Flávio Carneiro mostra nessa seleção de ensaios a rica relação do leitor com a leitura, o texto e o autor. Relação que surge nas impressões que o texto provoca no leitor, nos detalhes de uma trama policial, na força emocional de um poema ou de um romance, na crítica política que se pode encontrar nas entrelinhas de um conto, entre tantas outras formas. O livro é de ensaios, mas conta com um personagem, chamado de “leitor”, que atravessa as narrativas e aproxima a obra do leitor real. Carneiro vai além da palavra escrita, refletindo também sobre outras linguagens, como a cinematográfica. 
     
    A segunda parte do livro – Álbum de retratos (o leitor em branco & branco) - mostra ensaios curtos sobre personagens leitores, espelhados em personagens e obras da predileção de Flávio Carneiro. Em “O leitor amoroso”, por exemplo, Carneiro toma por base o conto “Felicidade clandestina”, de Clarice Lispector, para analisar a relação quase erótica entre a menina que adorava ler, mas não tinha como comprar livros, e o livro que lhe é oferecido em troca de sua sujeição a humilhações impostas pela menina gorda, filha de um dono de livraria. É na relação de paixão entre a menina pobre e seu objeto de desejo que o autor desenvolve a reflexão sobre o amor pela leitura.
     
     “Sobretudo, quis deixar claro que vejo a escrita e a leitura como coisas indissociáveis” Flávio Carneiro. O livro é uma homenagem ao leitor, personagem muitas vezes esquecido na literatura, mas determinante para a perpetuação da escrita – seja qual for a linguagem.
     

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    Passe de Letra: Futebol & Literatura

    Rocco - 2009 - 168 págs.

    Esta coletânea é a realização de um antigo sonho do autor - unir suas duas paixões, futebol e literatura, num mesmo espaço, a partir de uma abordagem pessoal e memorialística. Assim, ao longo das crônicas reunidas nesse livro, o autor, em meio às suas lembranças como ponta-direita na juventude, aproxima dois campos  díspares, traçando analogias entre o esporte e a literatura - um Garrincha que só driblava para a direita e mesmo assim passava por todos, reinventando o óbvio e enchendo-o de lirismo, como Drummond ou Bandeira; um Pelé heróico e perseverante, digno de uma epopéia de Homero.
     

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    A Distância das Coisas

    Edições SM - 2008 - 144 págs.

    A distância das coisas conta, em primeira pessoa, a história de Pedro, que perdeu seu pai quando ainda era pequeno e, agora, aos 14 anos é avisado pelo tio que sua mãe não sobreviverá a um acidente de carro. Sem ter permissão para acompanhar o enterro, Pedro passa a questionar se a mãe realmente morreu e começa a remexer as memórias de sua vida. Vai, ainda, atrás do ex-namorado da mãe, para resgatar os momentos que passou com ela.
     
    A técnica narrativa do autor provoca um forte sentimento de identificação com o protagonista. O leitor passa a acompanhar de perto suas dúvidas, angústias e projetos. Cria-se uma atmosfera de suspense que aos poucos é resolvida com as estratégias elaboradas por Pedro para saber a verdade. Um drama narrado com beleza e sensibilidade. 
     

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    A confissão

    Rocco - 2006 - 236 págs.

    Um seqüestrador explica para sua vítima, durante uma longa madrugada, suas razões para capturá-la. Amarrada a uma poltrona, ela escuta uma história de amor, medo e surpresas. Da inusitada ocupação do protagonista - um ladrão especializado em furtar livros - às descobertas que ele faz sobre sua própria identidade, tudo é revelado no longo monólogo do seqüestrador em A confissão. 
     
    O nome do protagonista nunca é mencionado, como também não são revelados detalhes de sua família. Para ele, só importam as pessoas que passam a fazer parte de sua vida. Enquanto cadáveres surgem à sua volta, ele jamais é responsabilizado por qualquer crime. Para evitar novas mortes, sai do Rio e corre o mundo até se isolar em uma aldeia da China. Mesmo assim, ele parece não ter sossego. 
     
    Escrito na primeira pessoa e sem diálogos, o livro é o relato labiríntico e entrecortado das muitas histórias que o narrador tem para contar. O leitor acompanha passo a passo as aventuras deste estranho sedutor, que parece querer ao mesmo tempo atrair e amedrontar a mulher que tem diante de si. 
     
    “Uma ficção sedutora”
    Correio Braziliense
     
    “Romance magnificamente construído por Flavio Carneiro. Dividido em dois blocos, passado e presente, que dialogam por meio de uma intensidade extraordinária, o autor contrapõe ausência e presença, inquietude existencial e um permanente sentimento de solidão, dor e prazer, vida e morte”
    O Globo 
     
    “Romance que o consolida entre os mais importantes autores contemporâneos brasileiros”
    Jornal Rascunho
     

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    No país do presente: ficção brasileira no início do século XXI

    Rocco - 2005 - 338 págs.

    Flávio Carneiro faz uma coletânea de 65 resenhas de romances, novelas e livros de contos publicados entre 2000 e 2004, de autores novos e consagrados. “A idéia foi recortar, de um vasto panorama, aqueles livros que pudessem servir de mapa para o leitor interessado em saber a quantas anda a nossa ficção. Para isso, não levei em conta apelos meramente midiáticos ou o nome do autor, mas suas qualidades literárias e sua capacidade de representar esta ou aquela vertente”, diz Flávio.
     
    “Um raro exemplo de crítico que consegue escrever para um público amplo, fora dos muros das universidades, sem com isso empobrecer o texto”, 
    Jornal do Brasil
     


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