domingo 19 de maio




Maria Valéria Rezende

Maria Valéria Rezende
 
Maria Valéria Rezende nasceu em 1942, em Santos (SP), onde morou até os 18 anos. Em 1965 entrou para a Congregação de Nossa Senhora - Cônegas de Santo Agostinho. Sempre se dedicou à educação popular, primeiro na periferia de São Paulo e, a partir de 1972, no Nordeste. Viveu no meio rural de Pernambuco e da Paraíba e, desde 1986, mora em João Pessoa. Já esteve em Angola, Cuba, França e Timor, entre outros países, convidada a falar sobre seus projetos sociais. Maria Valéria estreou na ficção em 2001, com o livro de contos Vasto mundo. Depois, escreveu livros infanto-juvenis e o elogiado romance O Voo da guará vermelha. A autora, que costura referências das culturas erudita e popular, “é uma revelação em nossas letras”, como disse Frei Betto.
 
A experiência de Maria Valéria com a dor do analfabetismo e também com a educação de jovens e adultos foi o mote para O voo da guará vermelho. “Uma personagem se apaixona por aprender a ler e a outra descobre um sentido para sua vida, ensinando”. A autora constrói no livro o encontro de Irene, uma nordestina que vira prostituta em São Paulo, com Rosálio, um servente pedreiro. Dona de uma escrita inventiva e conhecedora da realidade de “Rosálios” e “Irenes”, Maria Valéria fez uma obra poética e forte, que dispensa trivialidades.
 
Nos contos de Vasto mundo, seu primeiro livro, Maria Valéria apresenta “causos” do povo nordestino, em que trata de amores e dores, da geografia local e da crença fácil no que transcende o explicável. A autora também escreve para crianças e jovens, tanto poemas quanto histórias ficcionais, em que aborda temas como o medo, a lealdade e as relações sociais, sempre com humor e criatividade.
 
 
OBRAS
 
Romances 
O Voo da Guará Vermelha (182 págs.) – 2005, Objetiva
2005 - O voo da guará vermelha
 
 
Contos & Crônicas 
Vasto Mundo (144 págs.) – 2001, Beca (direitos revertidos)
Modo de Apanhar Pássaros à Mão (136 págs.) - 2006, Objetiva
2001 - Vasto mundo2006 - Modo de apanhar pássaros à mão
 
 
Infantil & Juvenil
O Arqueólogo do Futuro (63 págs.) - 2006, Planeta
O Problema do Pato (48 págs.) - 2007, Planeta
Jardim de Menino Poeta - (no prelo), Planeta
No Risco do Caracol / il. Marlette Menezes (32 págs.) - 2008, Autêntica
Conversa de Passarinhos – Haikais para crianças, co-autora: Alice Ruiz / il. Fê (80 págs.) - 2008, Iluminuras
Histórias daqui e d'acolá / il. Diogo Droschi (96 págs.) – 2009, Autêntica
Hai-Quintal - Haicais descobertos no quintal / il. Myrna Maracajá (40 págs.) – 2011, Autêntica
Ouro Dentro da Cabeça  / il. Diogo Droschi (104 págs.) - 2012, Autêntica  
2006 - O arqueólogo do futuro2007 - O problema do patoJardim de menino poeta2008 - Conversa de passarinhos2009 - Histórias daqui e d'acolá2011 - Hai-Quintalouro dentro da cabeca
 
 
Edições Estrangeiras
Espanha / Catalão: O Vôo da Guará Vermelha (El vol de l’ibis roig) - 2008, Club Editor 1984, sl.
Espanha: O Vôo da Guará Vermelha (El vuelo de la ibis roja) – 2008, Alfaguara (direitos revertidos)
França: O Vôo da Guará Vermelha (Le vol de l'ibis rouge) – 2008, Éditions Métailié 
Portugal: O Vôo da Guará Vermelha – 2007, Oficina do Livro
2008 - O Voo da guará vermelha - Espanha2008 - O voo da guará vermelha - Espanha2008 - O voo da guará vermelha - França
 
 
Prêmios  
Altamente Recomendável, FNLIJ, 2007, por Modo de apanhar pássaros à mão
Prêmio Jabuti, Câmara Brasileira do Livro, Literatura Infantil, 2009, por No Risco do Caracol
Finalista do Prêmio Jabuti, Câmara Brasileira do Livro, Categoria Juvenil, 2009, por Conversa de Passarinhos
 

Obras em Destaque

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    O Problema do Pato

    Planeta - 2007 - 48 págs.

    O que acontece com nossos parentes ou amigos queridos quando eles morrem? Maria Valéria Rezende trata com delicadeza de um tema difícil, mostrando os pontos de vista de diferentes culturas sobre ele. Nesse livro, a autora dá continuidade ao projeto de ampliar a compreensão das crianças sobre os mistérios da vida por meio da literatura.

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    Modo de Apanhar Pássaros à Mão

    Objetiva - 2006 - 136 págs.

    Esse livro de contos da freira Maria Valéria Rezende lida com questões como lealdade, culpa, desejo, mentira e ódio. São histórias como a de Carlinhos, o motoboy que corta avenidas em alta velocidade para saciar o desejo da mulher; da prostituta Irene, assombrada por um momento de sua infância que deixou marcas profundas; do fotógrafo do mundo da moda que lança mão de uma receita do século XVIII para levar a cabo sua obsessão por uma atraente modelo; e muitas outras.

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    O Voo da Guará Vermelha

    Objetiva - 2005 - 182 págs.

    “Maria Valéria Rezende costura uma narrativa ao mesmo tempo sofisticada e simples, como só aos grandes escritores é dado saber, uma mistura de elementos mágicos da cultura popular (os romances de cordel) e da erudita (com o explícito diálogo com D. Quixote e as aventuras das Mil e Uma Noites)”, disse o escritor e jornalista Luiz Ruffato.
     
    Irene é uma mulher que chega do Norte e, em São Paulo, vem a se tornar uma prostituta soropositiva. Rosálio é um servente de pedreiro, analfabeto, que vive na cidade grande. Um dia, por acaso, os dois se encontram. Ele, necessitado de alguém que o ouça. Ela, de alguém que sinceramente a deseje. Eles compreendem e amalgamam suas misérias e trazem fantasia para a realidade, tornando os dias mais suportáveis.
     
    Os personagens desta obra sobrevivem na obscuridade humana, anônimos, mas intensos nos seus sonhos de um dia viver, porque não?, como os outros vivem, com alegria e alguma esperança. Irene e Rosálio têm muito o que entender e ensinar um ao outro - até que a linda guará vermelha consiga alçar vôo. Este livro envolve o leitor com sua musicalidade, sua originalidade, sua linguagem bem trabalhada, precisa e poética. 
     
    “Um livro sóbrio e envolvente. Um hino à vida, à beleza e ao amor, completamente desprovido da pieguice em que geralmente se banham romances que fazem desas matérias inconsúteis (amor, beleza e vida) a carpintaria da história que contam. Um belo livro!”
    O Estado de São Paulo
     
    “Um livro que toca o coração do leitor. (...) O encontro de Rosálio e Irene provoca a retomada (ou descoberta) do sentido de humanidade em ambos”
    Jornal do Brasil


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