terça-feira 17 de outubro




Roberto DaMatta

Roberto DaMatta
 
Roberto DaMatta nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro. É bacharel em história, especializado em antropologia social, mestre e doutor pela Universidade de Harvard. DaMatta foi professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense. Na UFF, dirigiu o Programa de pós-Graduação em antropologia social, e na Universidade de Notre Dame (EUA) chefiou o departamento de antropologia. Escreve regularmente para os mais importantes jornais do Brasil e dedica-se, sobretudo, à análise e interpretação da sociedade brasileira.
 
Roberto DaMatta revela ângulos insuspeitos da vida social. Capaz de transpor a linguagem da cultura popular para o pensamento sistematizado, trafega também com notável desembaraço entre o mundo acadêmico e os leitores leigos. DaMatta incorpora ao trabalho intelectual sério e bem fundamentado a sua vivência pessoal, aproximando teoria e prática, sem prejuízo do rigor científico.
 
Ao lançar seu livro clássico Carnavais, Malandros e Heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro (1979), o autor trouxe uma contribuição inovadora e definitiva para o entendimento do Brasil. Pela primeira vez, um antropólogo procurava entender a sociedade brasileira e suas desigualdades através do carnaval e de outras festividades. O carnaval, seus malandros e heróis surgem como representações dos conflitos sociais. Já em O que faz o brasil, Brasil? DaMatta examina nossas manifestações culturais – carnavalescas, religiosas, alimentares, futebolisticas, comportamentais (o “jeitinho brasileiro”) etc – e mostra que através delas uma sociedade se expressa e pensa sobre si mesma.
 
Em Águias, burros e borboletas (1999), ele apresenta um estudo antropológico sobre o mais popular jogo de azar do país. Já A casa & a rua demonstra como, no inconsciente nacional, esses dois espaços representam diferentes entidades morais e esferas de ação social.
Escrito durante as quase duas décadas que viveu nos EUA, Toquevilleanas apresenta uma visão crítica dos Estados Unidos numa coletânea de ensaios e memórias. Espectador privilegiado, o autor observa o melhor e o pior de ambas as culturas, seus contrastes e paralelismos. DaMatta ilumina a realidade brasileira, fustigando a acomodação do pensamento para gerar a reflexão.
 
“Mesmo correndo o risco de ser incompreendido, seguirei a trilha da experiência concreta e, mais, da experiência pessoal''
Roberto DaMatta.
 
 
OBRAS
 
Não Ficção: Ensaios, Antropologia
Um Mundo Dividido - 1976, Vozes
Ensaios de Antropologia Estrutural - 1977, Vozes
Carnavais Malandros e Heróis (350 págs.) - 1979, Rocco
O que faz o brasil, Brasil? (128 págs.) -1984, Rocco
Explorações (192 págs.) - 1986, 2011, Rocco
Relativizando (246 págs.) - 1987, Rocco
Conta de mentiroso (212 págs.) - 1994, Rocco
Torre de babel (240 págs.) - 1996, Rocco
A Casa e a Rua (164 págs.) - 1997, Rocco
Águias, Burros e Borboletas (200 págs.) (co-autoria de Elena S. Soares) - 1999, Rocco
O Que é o Brasil? (76 págs.) (edição paradidática – org Rosa Amanda Strausz) - 2005, Rocco
A Bola Corre Mais que os Homens – Duas Copas, Treze Crônicas e Três Ensaios sobre Futebol (210 págs.) - 1981, 2006, Rocco
Crônicas da Vida e da Morte (236 págs.) - 2009, Rocco
Fé em Deus e Pé na Tábua (192 págs.) - 2010, Rocco
De Ponta Cabeça - Ensaios sobre carnaval (inédito) - (no prelo), Rocco
Explorações (192 págs.) - 1986, 2011, Rocco
Notícias da América (432 págs.) - 2005, 2013, Rocco
Fila e Democracia / co-autor: Alberto Junqueira (128 págs.) - 2017, Rocco
1979 - Carnavais malandros e heróis1984 - O que faz o brasil, Brasil?1987 - Revitalizando1994- Conta do mentiroso1996 - Torre de babel1997 - A casa e a rua1999 - Águias, burros, e borboletas2005 - O que é o Brasil?2006 - A bola corre mais que os homens2010 - Fé em Deus e pé na tábua
2009 - Crônica da vida e da morteExploracoesNotícias da América (432 págs.) - 2005, 2013Notícias da América (432 págs.) - 2005, 2013

 

Contos & Crônicas
Brasileirismos - Além do jornalismo, aquém da antropologia e quase ficção (480 págs) - 2015, Rocco
2015- Brasileirismos

 
Edições Estrangeiras
Coréia - O que faz o Brasil, Brasil? - (no prelo), Humanitas
 
 

Obras em Destaque

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    O que faz o brasil, Brasil?

    Rocco - 1984 - 128 págs.

    Com a exposição e análise de manifestações culturais brasileiras, formadoras da nossa identidade como nação, Roberto DaMatta procura responder, com simplicidade e na melhor tradição da antropologia social, a pergunta título do livro.
     
    Sem a pretensão de trazer uma explicação exaustiva ou uma versão definitiva sobre o que é o Brasil, esse livro proporciona ao leitor a surpresa de um verdadeiro encontro. O que faz o brasil, Brasil? é justamente aquilo que faz com que nos reconheçamos como brasileiros nos mais variados gestos. Ao examinar nossas festas e costumes como o carnaval, o dia da pátria, as procissões religiosas, nossos hábitos alimentares, o futebol, a política e as artimanhas de seus representantes, a economia, o jeitinho com que driblamos as dificuldades – todos elementos formadores da brasilidade – , Roberto DaMatta tenta explicar como os vários brasis se ligam entre si, fazendo ver que é através da cultura que uma sociedade se expressa e pensa sobre si mesma.
     

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    Carnavais Malandros e Heróis

    Rocco - 1979 - 350 págs.

    O que torna a sociedade brasileira diferente e única? Carnavais, malandros e heróis, clássico inquestionável da antropologia brasileira, responde a essa questão através de uma ida ao cerne do dilema que faz do Brasil um país de grandes desigualdades, mas de futuro promissor. Com seu estilo provocador, Roberto DaMatta consegue levar a antropologia até onde ninguém ousou ou conseguiu: o grande público. Autor de estudos sobre o Brasil, seus ritos e mitos, seus trabalhos são a cada dia mais lidos e respeitados, o que o tornou referência obrigatória de qualquer estudo sobre a realidade brasileira.
     
    Os ensaios de Carnavais, malandros e heróis trouxeram uma visão inovadora e um esforço definitivo para o entendimento do Brasil. Embora o carnaval tivesse sido tema de alguns estudos, pela primeira vez um antropólogo considerou a sociedade através dessa e de outras festividades, transformando-as em janelas privilegiadas para as interpretações do Brasil.
     
    Para Roberto DaMatta, tanto o carnaval quanto seus malandros e heróis são criações sociais que refletem os problemas e dilemas básicos da sociedade que os concebeu. Mito e rito são, assim, dramatizações ou maneiras de chamar a atenção para certos aspectos da realidade social dissimulados pelas rotinas e complicações do cotidiano.


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