segunda-feira 23 de outubro




Fernando Scheller

Fernando Scheller
 
Fernando Scheller nasceu no Paraná, em 1977. Mudou-se para Curitiba aos 18 anos, onde iniciou sua atuação como jornalista em veículos como Gazeta do Povo e Gazeta Mercantil. Em 2004, mudou-se para a Alemanha por mais de dois anos, onde fez mestrado em Economia e Política Internacional e atuou para veículos como O Estado de S. Paulo e Deutsche Welle. De volta ao Brasil, trabalhou no portal G1, da TV Globo, e hoje é repórter do jornal O Estado de São Paulo. 
 
Durante o tempo em que morou na Alemanha, interessou-se por questões ligadas à imigração e ao choque de culturas. Sua tese de mestrado analisou o relacionamento do povo alemão com os imigrantes em seu território, desde a unificação do país, em 1871. Além disso, aproximou-se de imigrantes turcos, paquistaneses e indianos que viviam em diferentes nas cidades alemãs em que morou - Berlim, Bonn e Kassel. Foi a amizade com um paquistanês que deu origem a seu primeiro livro, Viagem à Terra dos Puros. 
 
Viagem à Terra dos Puros narra a viagem do autor e sua convivência com uma família muçulmana da tribo pachtun nas proximidades da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão. Com leveza e bom humor, são relatados os choques culturais, as complicações burocráticas e a inserção no 'mundo' islâmico na pequena cidade de Mardan. O título deriva do significado de 'Paquistão” em urdu, o idioma nacional do país: a 'Terra dos Pak', um povo espiritualmente puro. 
 
A descrição dos aspectos culturais por meio de personagens “comuns” e pela observação dos aspectos da vida cotidiana é inspirada por grandes nomes do jornalismo literário, como Truman Capote, Gay Talese, John Hersey e Joseph Mitchell. O último, autor de O Segredo de Joe Gould, usa um mendigo que circula no alto escalão do circuito de arte de Nova York para mostrar não só deste personagem, mas também oferecer um insight sobre os artistas e boêmios que agiam como benfeitores da figura central.
 
Em Viagem à Terra dos Puros, a família Khan – e seus primos, amigos e conhecidos – formam um painel que representa as contradições e características de uma nação geralmente associada ao fanatismo religioso e ao terrorismo no tratamento da grande imprensa internacional. Neste sentido, o livro acaba por derrubar mitos sobre a religião islâmica e também por apresentar personagens que buscam objetivos universais: casamento, a liberdade de ir e vir, a consolidação da democracia e a ascensão profissional.
 
Isso não quer dizer, entretanto, que os problemas do país sejam ignorados. Entretanto, eles são tratados a partir das experiências pessoais do escritor. No caso do terrorismo, dois atentados aconteceram durante a permanência do escritor no Paquistão. Em um deles, uma brasileira que faz parte de um grupo católico de caridade foi ferida. A busca por informações em meio ao caos de feridos e parentes em meio ao torpor causado por atos aleatórios de violência é narrada em tempo real e em primeira pessoa.
 
 
 
Confira no link abaixo o vídeo de Fernando Scheller no Programa do Jô:
 
 
 
 
OBRAS
 
Não Ficção
Paquistão, Viagem à Terra dos Puros (228 págs.) - 2010, Editora Globo
2010 - Paquistão, Viagem à terra dos puros
 

Romance
O Amor Segundo Buenos Aires (288 págs.) - 2016, Intrínseca
2016 - O amor segundo Buenos Aires

 

Obras em Destaque

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    Paquistão, Viagem à Terra dos Puros

    Globo - 2010 - 228 págs.


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