sábado 19 de agosto




João Anzanello Carrascoza

João Anzanello Carrascoza
 
João Anzanello Carrascoza nasceu em Cravinhos, interior de São Paulo, em 1962. Menino, como escreveu numa de suas histórias, vivia entre as pessoas, as árvores, as casas. Não sabia ainda ir à raiz das coisas. Mas, nesse tempo de começos, logo descobriu sua paixão pela literatura. Primeiro, nas histórias que seu pai contava. Depois, nos livros da pequena biblioteca de sua mãe. Ainda jovem, mudou para São Paulo para cursar publicidade, profissão em que poderia unir seu gosto por histórias à arte de vender, aprendida com o pai. Redator publicitário, atuou durante duas décadas em grandes agências de propaganda do país. E enquanto criava campanhas para Coca-Cola, Ford, Nestlé, Bayer, entre outros marcas, dava aulas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde se formou e onde, mais tarde, fez mestrado e doutorado. Desde que saiu de Cravinhos, vem escrevendo livros de contos e novelas infantojuvenis, com os quais recebeu importantes prêmios. Algumas de suas histórias foram traduzidas para inglês, francês, italiano, sueco e espanhol. Carrascoza participou de programas internacionais de escritores residentes, como a Ledig House (EUA) e o Château Lavigny (Suíça). Atualmente, dedica-me à docência na USP e na ESPM. E continua escrevendo sua obra literária, buscando ir com ela à raiz das coisas.
 
 
 
 
 
 
''Em sua contensão, alguns contos se aproximam de poemas, sem pudor de construções que alisam a beleza das palavras, dos sons, das imagens, como a abertura antológica de Espinho''.
Beatriz Resende, O Estado de S. Paulo
 
 ''Espinhos e alfinetes' confirma o lugar desse escritor paulista entre os melhores contistas brasileiros contemporâneos''.
Miguel Conde, O Globo
 
“Com que arte sutil e compassiva o narrador sabe dizer os silêncios que unem pais e filhos em ‘O menino e o peão’, os irmãos em ‘Duas tardes’ e em ‘Janelas”, avó e neto em ‘Dias raros’, mãe e filho na obra-prima que é ‘O vaso azul’”.
Alfredo Bosi, prefácio à obra
 
“A vida em matéria bruta, flagrada pelo olhar virgem de quem experimenta o doce-amargo das primeiras sensações e sobressaltos, emerge com delicadeza e lirismo em ‘Dias raros’”.
Marcelo Moutinho, Gazeta Mercantil
 
“Os personagens quase não falam, mas o silêncio serve de contraponto a toda uma linguagem do corpo, e o que não é dito em palavras se expressa por gestos, olhares, pequenos toques. O resultado é um sofisticado jogo entre ‘leitores’, no encontro, ou confronto, de todo dia”. 
Flávio Carneiro, Jornal de Resenhas (Folha de S. Paulo)
 
“Pela finura com que fixam vislumbres da condição humana, os melhores contos de ‘O Vaso Azul’ merecem ser chamados epifânicos, quando mais não fosse por a súbita manifestação espiritual’ a que dão voz tácita ocorrer sempre na ‘vulgaridade’ da vida cotidiana”.
José Paulo Paes,  Jornal de Resenhas (Folha de S. Paulo)
 
“Os diálogos entre pai e filho traçam um mapa do processo de pensar. Imperdível”.
Anna Verônica Mautner, Folha de S. Paulo
 
“Escrito numa linguagem clara e ilustrada, vai certamente encantar a todo tipo de leitor, seja ele interessado ou entediado pela publicidade”.
Washington Olivetto, prefácio à obra


Veja abaixo o vídeo com as impressões da leitora Déa Maffezzolli sobre o livro "Caderno de um ausente" do escritor João Anzanello Carrascoza.



Veja abaixo o curta-metragem baseado em um conto de Carrascoza:



Mais sobre João Carrascoza no link aqui:
http://novo.itaucultural.org.br/explore/blogs/rumos-2/rumos-20132014-literatura-de-uma-linha-so/
https://www.youtube.com/watch?v=WbJww6KxKWw
 
 
OBRAS
 
Romances
Aos 7 e Aos 40 (160 págs.) – 2013, Cosac Naify
Trilogia do Adeus - 2017, Alfaguara
 
2002 - A ilha do tesouro (Robert Louis Stevenson)2017 - Trilogia do Adeus
 
 
Contos
Hotel solidão (104 págs) – 1994, Scritta
O vaso azul (96 págs) – 1998, Ática
Duas tardes (108 págs) – 2002, Boitempo
Meu amigo João (80 págs) – 2004, Melhoramentos
Espinhos e alfinetes (110 págs) – 2010, Record
Amores Mínimos (144 págs.) – 2011, Record
A Vida Naquela Hora (120 págs.) – 2011, Scipione
Aquela Água Toda (96 págs.) – 2012, Cosac Naify
Diário das Coincidências (110 págs.) - 2016, Alfaguara
Linha única (160 págs) – 2016, Editora do Sesi
Tempo justo (88 págs.) - 2016, Edições SM
Dias raros (103 págs) – 2004, nova edição no prelo, Editora SESI
O volume do silêncio (216 págs) – 2006, nova edição no prelo, Editora SESI
1998 - O vaso azul2002 - Duas tardes2004 - Meu amigo João2010 - Espinhos e alfinetes2012 - Aquela água todaamores minimos2016 - Linha Única2016 - Diario das coincidencias 2016 - Tempo justo
 
 
Infantil & Juvenil
As flores do lado de baixo/ il. Cláudia Scatamacchia (24 págs) – 1991, Melhoramentos
De papo com a noite/ il. Leninha Lacerda  (24 págs) – 1992, Scipione
A lua do futuro/ il. Nelson Reis (128 págs) – 1995, Ática
Zoomágicos/ il. Angelo Abu (26 págs) – 1997, Formato
O jogo secreto dos alquimistas/ il. Maurício Negro (160 págs) – 2000, Atual
Quadradinha e Redondela/ il. Michele Iacocca (24 págs) – 2002, Melhoramentos
Histórias para sonhar acordado/ il. Fabio Cobiaco (48 págs) – 2002, Scipione
Ladrões de histórias/ il. Rogério Soud (160 págs) – 2003, Atual
Aprendiz de inventor/ il. Jean-Claude e Cris Eich  (104 págs) – 2003, Ática
Elas/ co-autora: Ivana Arruda/ il. Leda Catunda (128 págs) – 2004, Callis
O menino que furou o céu/ il. Fabiana Salomão (32 págs) – 2005, Scipione
O homem que lia as pessoas/ il. Nelson Cruz (96 págs) – 2007, SM
Meu avô espanhol/ il. Alexandre Rampazo  (28 págs) – 2008, Panda
Prendedor de sonhos/ il. Juliana Bollini (32 págs) – 2010, Scipione
A vogal A – no prelo, Panda Books
A Terra do Lá/ il. Ionit Zilberman (24 págs) – no prelo, Positivo
A Vida Naquela Hora (120 págs) – 2011, Scipione
Nós 4 / co-autora Vivina de Assis Viana / il. Christiane Costa (120 págs) – 2014, Autêntica
Vendedor de Sustos / il. Juliana Russo (64 págs) – 2014, FTD
Parque Encantado (64 págs.) / il. Andrés Sandoval - 2016, FTD
Caixa de Brinquedos (56 págs.) / il. Larissa Ribeiro - (2017), Edições SM
1992 - De papo com a noite2002 - Quadradinha e redondela2002 - Histórias para sonhar acordado2003 - Ladrões de histórias2007 - O menino que furou o céu2007 - O homem que lia as pessoas2008 - Meu avô espanholaprendiz de inventora vida naquela horaprendedor de sonhosNós 4Nós 42016 - Parque encantado2017 - Caixa de brinquedos
 
 
Adaptações
A ilha do tesouro (Robert Louis Stevenson) (48 págs) / il. Ellen Maria Pestili de Almeida – 2002, Scipione
O médico e o monstro (Robert Louis Stevenson) / il. Alice Reiko Haga (48 págs) – 2003, Scipione
Pollyanna (Eleanor Porter) / il. Orlando (64 págs) – 2006, Ática
O livro da selva (Rudyard Kipling) / il. Laurent Cardon (48 págs) – 2009, Scipione
2002 - A ilha do tesouro (Robert Louis Stevenson)2003 - O médico e o monstro (Robert Louis Stevenson)2009 - O livro da selva (Rudyard Kipling)
 
 
Não Ficção: Universitários
A evolução do texto publicitário (190 págs) – 1999, Futura
Redação publicitária – Retórica do consumo (156 págs) – 2002, Futura
Razão e sensibilidade no texto publicitário (336 págs) – 2005, Futura
Do caos à criação publicitária (192 págs) – 2008, Saraiva
Tramas publicitárias/ co-autora: Christiane Santarelli (128 págs) – 2009, Ática
Estratégias criativas da publicidade (176 págs) – 2015, Editora das Letras e Cores
1999 - A evolução do texto publicitário2002 - Redação publicitária – Retórica do consumo2005 - Razão e sensibilidade no texto publicitário2008 - Do caos à criação publicitária2009 - Tramas publicitárias2015 - Estratégias criativas da publicidade
 
 
Edições Estrangeiras
Espanha: O Volume do Silêncio (El Volumen del Silencio - trad. Lola Núñez Flores) – 2011, Baile del Sol (direitos revertidos)
França: Aquela Água Toda (Le Cours Des Choses - trad. Dominique Nédellec) - 2015, La Joie de Lire
França: Aos 7 e aos 40 - (no prelo), Anacaona
Uruguai: Espinas y Alfilere / Espinhos e Alfinetes / trad. Martín Palacio – 2011, Yaugurú
2011 o volume do silêncio2015 - Aquela água toda2011-Uruguai: Espinas y Alfilere
 
 
Prêmios
Prêmio Cidade de Belo Horizonte, 1990 (livro “Rumores gregos e troianos”)
Prêmio Concurso Nacional de Histórias Infantis do Paraná, 1991 (livro “De papo com a noite”)
Prêmio Concurso Nacional de Contos do Paraná, 1992 (livro “Hotel solidão”)
Prêmio Guimarães Rosa/Radio France Internationale, 1993 (conto “O vaso azul”)
Prêmio J.J. Veiga, 1995 (contos “Hotel solidão” e “Pães no plenilúnio”)
Prêmio Nascente, 1996 (livro “O vaso azul”)
Prêmio Eça de Queiroz, UBE, 1997 (livro “O vaso azul”)
Prêmio Jabuti, CBL, 2007 (livro “O Volume do Silêncio”)
Prêmio Cultura Econômica, 2009 (livro “Razão e sensibilidade no texto publicitário)
Prêmio Fundação Biblioteca Nacional, 2011 (livro “A vida naquela hora”)
Prêmio Altamente Recomendável, FNLIJ, 2012 (livro “Aquela água toda”)
Prêmio APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes, 2012 (livro “Aquela Água Toda”)
Catálogo White Ravens, 2013 (livro “Aquela água toda”)
Prêmio Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, 2013 (livro “Aquela Água Toda”)
Prêmio Jabuti, CBL, 2013 (livro “Aquela água toda”)
Prêmio Jabuti, Câmara Brasileira do Livro: Caderno de um ausente – 2º Lugar, Categoria Romance – 2015
Prêmio Altamente Recomendável, FNLIJ, 2014 (livro “Aos 7 e aos 40”)

Obras em Destaque

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    Aquela água toda

    Cosac Naify - 2012 - .

     

    As onze histórias de Aquela Água Toda reúnem relatos de primeiras experiências ou vivências marcantes - o primeiro amor, a primeira decepção com um amigo, o encontro com o mar, a mudança de casa. Ambientadas quase sempre dentro do núcleo familiar, envolvem a delicada - e por vezes conturbada - convivência entre pais, mães, filhos e tios, suas descobertas, fraquezas, tristezas e surpresas.

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    Amores Mínimos

    Record - 2011 - 144 págs.

     

    O amor em todas as suas vertentes, entre pais e filhos, irmãos, amantes, amigos é o tema deste livro de contos. Em Amores Mínimos, Carrascoza procura aproximar sua prosa à poesia, e assim dissecar o sentimento que surge em qualquer fase da existência. Há a ternura, compaixão e a certeza de que as coisas pequenas, quase esquecíveis do cotidiano, são as que fazem a grandeza da vida.

    Ler estes contos é como receber uma saraivada de pequenas jóias. Trata-se de obras-primas minimalistas, construídas com imagens intrigantes, que metaforizam o cotidiano numa sucessão frenética de transfigurações. O terreno eleito por João Anzanello Carrascoza é o cotidiano das relações mais óbvias, em geral ao redor do núcleo familiar, e não raro perversas. Embaralham-se encontros, desencontros, chegadas e partidas – muitas vezes apenas pressentidos. São amores tão mínimos que um conto pode compor-se de uma única linha, quase um haicai.

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    Espinhos e alfinetes

    Record - 2010 - 110 págs.

    ''Espinhos e alfinetes' confirma o lugar desse escritor paulista entre os melhores contistas brasileiros contemporâneos''.
    Miguel Conde, O Globo


Sobre a Agência Riff
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