segunda-feira 23 de outubro




Maria Adelaide Amaral

Maria Adelaide Amaral
 
Maria Adelaide Amaral nasceu na cidade do Porto, em Portugal. Mudou-se para o Brasil aos 12 anos. Em 1978, formou-se em Jornalismo e, de 1970 a 1986, trabalhou na editora Abril Cultural. Sua carreira de dramaturga começou em 1978, com a peça Bodas de Papel, premiada com o Molière. Seu primeiro romance, Luisa, foi lançado em 1986. Estreou na teledramaturgia, em 1990. Além de outros sucessos da tv, foi responsável por roteiros adaptados de minisséries baseadas em romances, entre eles Os Maias, de Eça de Queirós, e A Casa das Sete Mulheres, de Letícia Wierzchowski.
 
Depois de consagrada como autora teatral, Maria Adelaide Amaral surge em 1986 com um romance emblemático, destinado a durar para sempre. Luísa (Quase Uma História de Amor) é o retrato bem-acabado da geração que passou da juventude à maturidade nas conturbadas décadas de 1960 e 1970. Os primeiros capítulos apresentam a personagem-título por olhares divergentes: o melhor amigo, um escritor homossexual, observador arguto, frágil e drogadicto; a melhor amiga, militante de esquerda, feminista disposta a substituir a vida pessoal por causas públicas; o apaixonado platônico, cinqüentão decadente, workaholic solitário e obsessivo; o amante, intelectual engajado e herói frustrado; e o marido, engenheiro bem-sucedido e perfeito homem de família. Sob o pretexto de contar a história de Luisa, cada um examina sua própria vida e seus sonhos perdidos, enquanto Luísa permanece ausente. Nos capítulos finais, bilhetes enviados a ela e anotações de sua agenda, onde se misturam poemas de Pessoa, receitas sofisticadas e letras de canções românticas, apontam em direções contrárias.
 
Com rara capacidade de encarar dramas existenciais, Maria Adelaide enfrenta o tema do suicídio, em Aos Meus Amigos (1992). Reunidos para velar o corpo do amigo suicida, as personagens procuram os originais de um livro que ele haveria escrito. Nessa busca, diálogos, lembranças e metáforas iluminadoras trançam-se num elogio à amizade que supera o trágico da situação e transforma a leitura num prazer consolador. A questão do suicídio voltará na peça Querida Mamãe (1995). O diálogo tenso entre mãe e filha eclode em crise quando a filha, sobrevivente de um casamento malsucedido e de amores frustrados, deixa-se seduzir por uma mulher. Em 2000, o romance O Bruxo apresenta a aventura existencial de uma intelectual, poetisa e professora universitária, que, em busca de um grande amor, após 25 anos de casamento, envolve-se com o esoterismo e depara-se com a perspectiva da morte. Acostumada a levar as hipóteses de sua ficção aos extremos do drama humano, a autora narra a inopinada paixão do protagonista do romance Estrela Nua (2003), um jovem músico, por uma cantora lírica 50 anos mais velha.
 
Depois de conquistar platéias, três peças da autora sobre a vida de mulheres memoráveis arrebataram leitores. Ó Abre Alas (2000) conta a conturbada história da maestrina Chiquinha Gonzaga, moça de boa família, que, em pleno século XIX, desafiou todas as convenções para tornar-se a primeira grande compositora da música popular brasileira. Tarsila (2004), apresenta os momentos cruciais da vida da pintora Tarsila do Amaral, expoente do modernismo brasileiro, incluindo a paixão pelo poeta Oswald de Andrade, as dificuldades financeiras durante a crise de 1929 e a prisão em 1932, na ditadura de Vargas. Em Mademoiselle Chanel (2004), surge uma Chanel de muitas faces; decidida, solitária e sedutora, apesar do aspecto frágil. Estão no texto seu reinado como estilista e, também, as magoas da infância e da juventude e os medos e vícios (o cigarro e a morfina) que a perturbam na velhice.
 
Sobre Luisa
“(...) os personagens de Maria Adelaide Amaral não têm culpa de sua incapacidade para lidar com os fatos. (...) A história se passa num país definido – o Brasil e, dentro dele, a cidade de São Paulo – e durante um tempo definido – os anos 60 / 70, que empurraram os sonhadores para os extremos de suas ilusões.''
Caio Fernando Abreu
 
 
 
OBRAS
 
Romances
O Bruxo – 2000, Globo
Estrela Nua: amor e sedução – 2003, Record (Coleção Amores extremos)
Aos Meus Amigos – 1992, 2008, Globo
Luísa (quase uma história de amor) (272 págs.) – 1986, 2013, Globo 
O bruxo2003 - Estrela nua: amor e sedução2008 - Aos meus amigos2013 Luisa: quase uma história de amor
 
 
Não Ficção: Ensaios, História, Biografias
Dercy de Cabo a Rabo – 1994, Globo
 
 
Infantil & Juvenil
Coração Solitário (il. César Landucci e Mauricio Negro) – 1996, Global
1996 - Coração solitário
 
 
Teatro
Ó Abre Alas – 2000, Civilização Brasileira (Coleção Dramaturgia de Sempre)
Tarsila – 2004, Globo
Mademoiselle Chanel – 2004, Globo
Melhor Teatro (org. Silvana Garcia) - 2006, Global
2000 - ô abre alas2004 - Tarsila2004 - Mademoiselle Chanel 2006 - Melhor teatro
 
 
Edições Estrangeiras
Portugal - Aos Meus Amigos - 2010, (direitos revertidos)
 
2010 - Aos meus amigos - Portugal
 
 

Obras em Destaque

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    Aos Meus Amigos

    Globo - 2008 - 1992 págs.


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