sexta-feira 15 de dezembro




Lygia Fagundes Telles

Lygia Fagundes Telles
 
Lygia Fagundes Telles nasceu em São Paulo mas passou a infância no interior, onde o pai, o advogado Durval de Azevedo Fagundes, atuou como promotor público. A mãe, Maria do Rosário (Zazita) era pianista. Algumas dessas pequenas cidades percorridas nessa infância instável: Sertãozinho, Itatinga, Assis, Apiaí e Descalvado. Voltando a residir com a família em São Paulo, a escritora fez o curso fundamental na Escola Caetano de Campos, e em seguida ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo, onde se formou em 1945.
 
Quando estudante do pré-jurídico ingressou na Escola Superior de Educação Física, da mesma universidade e onde ainda recebeu o diploma. Mãe do cineasta Goffredo Telles Neto (falecido em 2006), é avó de Lúcia Carolina Aidar Silva Telles e Margarida Goreki da Silva Telles. Divorciada, a autora casou-se com o ensaísta, crítico de cinema e professor da USP, Paulo Emilio Salles Gomes, falecido em 1977.
 
A escritora começou a escrever muito cedo, quando era “uma adolescente de boina”, o que a levou depois a considerar seus primeiros livros “muito imaturos e precipitados”. Assim sendo, prefere deixá-los esquecidos “no mar morto da literatura”, conforme declarou. Segundo o crítico literário Antonio Candido de Mello e Souza, no texto “A nova narrativa brasileira”, o romance Ciranda de Pedra (1954) seria o marco de sua maturidade intelectual.
 
Vivendo a realidade de uma escritora do Terceiro Mundo, LFT considera sua obra de natureza engajada, ou seja, comprometida com a difícil condição do ser humano num país de tão frágil educação e saúde. Participante e testemunha desse tempo e desta sociedade, a escritora procura através da palavra escrita apresentar esta sociedade e este tempo de um certo modo envolto na sedução do imaginário e da fantasia. Em seu romance As meninas (1973), por exemplo, ela registra uma posição bastante clara de recusa ao regime militar. Em 1976, fez parte de um grupo de intelectuais que foi à Brasília entregar um manifesto contra a censura e que ficou conhecido como Manifesto dos Mil.
 
Foi Procuradora do Estado, presidente da Cinemateca Brasileira e vice-presidente da União Brasileira de Escritores. Em 1982, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras. Autora de mais de 30 obras, entre romances, livros de contos e memórias, é a grande dama da literatura brasileira atual. Em 2005, recebeu o Prêmio Camões, o maior da língua portuguesa, pelo conjunto de sua obra.
 
Tudo o que a palavra “delicadeza” pode conter ou sugerir está vivo na obra de Lygia Fagundes Telles. Habilíssima construtora de perfis psicológicos, ela leva o leitor a experimentar o mundo com os olhos, os ouvidos, a pele, a língua e o nariz alheios, e exercita a arte de encontrar sutilezas humanas no meio da brutalidade do real.
 
E que ninguém confunda delicadeza e frivolidade. É preciso tanta coragem para mergulhar na delicadeza de Lygia como para manter os olhos abertos diante da vida. Com sutil percepção e extraordinário domínio dos recursos literários, ela constrói narrativas sofisticadas, que acordam os sentidos e nos alertam para angústias e desejos obscuros. Os finais abertos de contos como os de Antes do Baile Verde (1970), a narrativa fragmentária das lembranças e reflexões que tecem a linha com que autora borda A Disciplina do Amor (1980), as metáforas cruéis de Seminário de Ratos (1977) e A Estrutura da Bolha de Sabão (1978) – ambos particularmente voltados para a condição feminina – e a quase fusão de realidade e ficção das histórias de Invenção e Memória (2000) interrogam o leitor impiedosamente.
 
Do embate entre a realidade exterior e os desejos e medos que povoam o interior de cada um, nascem suas histórias. No clássico Ciranda de Pedra (1954), a desagregação familiar, que leva uma irmã a viver com a mãe doente e o padrasto, numa casa pequena e desconfortável, enquanto outras duas moram com o pai num rico casarão, é o contexto onde situações aparentemente banais vão revelando medos, fragilidades e delírios. Num cenário mais amplo, as três jovens de As Meninas (1973) defrontam-se com a solidão e o silêncio num tempo em que o país vivia sob as botas da repressão. Ao longo de um escaldante verão tropical, Raíza, protagonista do romance Verão no Aquário (1963), debate-se entre a relação de amor e ódio com a mãe e as amorosas lembranças do pai alcoólatra – um homem frágil, que se escondeu do mundo na bebida –, em busca de um canal que comunique seu universo interior à vida externa. Rosa Ambrósia, a atriz alcoólatra, em final de carreira, de As Horas Nuas (1989), não encontra saída. Isolada num mundo onde seu mais constante interlocutor é um gato tão depressivo e cáustico quanto ela própria, ela revê sua vida com ácida lucidez.
 
Na trajetória da grande dama da literatura brasileira contemporânea até o Prêmio Camões (2005), concedido pelos governos brasileiro e português aos maiores expoentes da literatura em língua portuguesa, foram muitas as conquistas: com As Meninas, arrebatou os prêmios mais importantes outorgados a romances brasileiros (Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras, Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, e melhor ficção, da Associação Paulista de Críticos de Arte), e pelos contos de A Noite Escura e Mais Eu (1996), recebeu os prêmiosAPLUB de Literatura (Porto Alegre), O Melhor Livro de Contos, da Biblioteca Nacional, e o Jabuti.
 
Encontros e perfis de escritores que marcaram a carreira de Lygia, como Simone de Beauvoir, Jorge Luis Borges, Carlos Drummond de Andrade, Monteiro Lobato, Jorge Amado, Hilda Hilst e Mário de Andrade, estão registrados no livro Durante Aquele Estranho Chá (2002), ao lado de textos sobre a língua portuguesa, relatos de viagens, uma sensacional entrevista concedida pela autora a Clarice Lispector e seu tocante depoimento sobre o crítico de cinema Paulo Emilio Salles Gomes, seu marido, falecido em 1977.
 
Em 2004, e 2005, dois presentes extraordinários para os leitores: as antologias organizadas pela própria autora com seus contos preferidos: Meus Contos Preferidos e Meus Contos Esquecidos.
 
Lygia Fagundes Telles já foi traduzida para mais de quinze países – França, Estados Unidos, Itália, Alemanha, Holanda, Suécia, República Checa, China, Espanha, entre outros –, tendo obras adaptadas para TV, teatro e cinema.
 
“Eu escrevo sobre a condição humana. A loucura, o amor, a morte.”
Lygia Fagundes Telles
 
“(...) comecei a imaginar que a bolha seria um símbolo do amor, que é frágil como película, fácil de ser rompida, e ao mesmo tempo é beleza e plenitude''.

 
OBRAS
 
Romances
Verão no Aquário – 1963,(nova edição no prelo), Companhia das Letras
As Meninas – 1974, 2009, Companhia das Letras - 301 págs.
Ciranda de Pedra – 1954, 2008, 2009, Companhia das Letras
As Horas Nuas – 1989, 2010, Companhia das Letras
1963 - Verão no aquário1974 - As meninas2009 - Ciranda de pedra2010 - As horas nuas
 
 
Contos & Crônicas
Os Melhores Contos (org. Eduardo Portela) – 1982, Global
Oito Contos de Amor (org. Pedro Paulo Sena Madureira) – 1997, Ática
Venha Ver o Pôr-do-sol e outros Contos – 1997, Ática
Pomba Enamorada e Outros Contos Escolhidos (org. Léa Masina)– 1999, L&PM
Meus Contos Preferidos –2004, Rocco (direitos revertidos)
Meus Contos Esquecidos – 2005, Rocco (direitos revertidos)
A Noite Escura Mais Eu – 1995, 2009, Companhia das Letras
Antes do Baile Verde – 1970, 2009, Companhia das Letras - 205 págs.
Seminário dos Ratos – 1977, 2009, Companhia das Letras
A Estrutura da Bolha de Sabão - 1991, 2010, Companhia das Letras
Histórias de Mistério (org. Rosa Amanda Strausz / il. Eloar Guazzelli) – 2004, 2011, Companhia das Letras
Passaporte para a China (112 págs.) - 2011, Companhia das Letras
O Segredo e Outras Histórias de Descoberta (64 págs.) - 2012, Companhia das Letras
Um Coração Ardente (104 págs.) - 2012, Companhia das Letras  
1982 - Os melhores contos1997 - Oito contos de amor1997 - Venha ver o pôr-do-sol2004 - Meus contos preferidos2005 - Meus contos esquecidos2009 - A noite escura mais eu2009 - Antes do baile verde2009 - Seminário dos ratos2010 - A estrutura da bolha de sabão2011 -  Histórias de Mistérios
2011 - Passaporte para a China2012 - O segredo e outras historias de descoberta2012 - um coração ardente
 
 
Ficção & Memória
Conspiração de Nuvens – 2007, Rocco (direitos revertidos)
Invenção e Memória – 2000, 2009, Companhia das Letras - 143 págs.
Durante Aquele Estranho Chá (org. Suênio Campos de Lucena) – 2002, 2010, Companhia das Letras
A Disciplina do Amor – 1980, 2010, Companhia das Letras
2007 - Conspiração de nuvens2009 - Invenção e memória2010 - Durante aquele estranho chá2010 - A disciplina do amor
 
 
Edições Estrangeiras
Alemanha - Die Struktur der Seifenblase (A estrutura da bolha de sabão). Tradução de Alfred Opitz. Berlim, Suhrkamp, 1983.
Alemanha - Madchen Am Blauen Fenster (As Meninas). Berlim, Verlag Volk und Welt.  1984.
Alemanha - Nackte Stunden (As Horas Nuas). Tradução de Mechthild Blumberg. Berlim: Rütten & Loening, 1994.
Argentina -  Las meninas (As Meninas). Tradução de Estela dos Santos. Buenos Aires: Editorial Sudamericana, 1973. (direitos revertidos)
Chile - As Meninas - (no prelo), Tajamar Editores
China - October Literature & Art (Ciranda de Pedra) Tradução de Hui-Juan Yu - 1989 
Espanha - La fuente de piedra (Ciranda de pedra). Tradução de Jordi Mafà. Barcelona. Planeta. 1987 (direitos revertidos)
Espanha -  Las horas desnudas (As Horas Nuas). Tradução de Basilio Losada. Barcelona: Plaza & Janes, 1991. (direitos revertidos)
EUA - The Girl in the Photograph (As Meninas). Tradução de Margareth A. Neves. 2012, Texas,  Dalkey Archive Press.
EUA -  The Girl in the Photograph (As Meninas). Tradução de Margareth A. Neves. Nova York: Avon Books, 1982.
EUA - The Marble Dance (Ciranda de Pedra). Tradução de Margareth A. Neves. Nova York: Avon Books, 1986.
EUA -  Tigrela and Other Stories (Seminário dos Ratos). Tradução de Margareth A. Neves. Nova York: Avon Books, 1986.
França - L’Heure nue (As Horas Nuas). Tradução de Maryvonne Lapouge-Petorelli. Paris: Alinea, 1991. Paris: Le serpent à plumes, 1996.
França - La Discipline de l’amour (A Disciplina do Amor). Tradução de Maryvonne Lapouge-Petorelli. Paris: Editora Rivages, 2002.
França - La Nuit obscure et moi (A Noite Escura e mais Eu). Trad. de Maryvonne Lapouge. Paris: Éditions Rivages, 1998.
França - La Structure de la bulle de savon (Filhos Pródigos). Tradução de Inès Oseki-Dépré. Paris: Alinea, 1986.
França - Les Pensionnaires (As Meninas) Tradução de Maryvonne Lapouge. Paris, Editions Stock, 2005
França - Mémoire et Inventions (Invenção e memória) Paris, Le Serpent a Plumes, 2001
França - Un Thé bien fort et trois tasses (Antes do Baile Verde). Tradução de Maryvonne Lapouge-Petorelli. Paris: Alinea, 1989. Paris: Le serpent à plumes, 1995.
Holanda - De Meisjes (As Meninas).  Tradução de Kitty Pouwels - Breda: Uitgeverij De Geus, 1998
Itália - Le ore nude (As Horas Nuas). Tradução de Adelina Aletti. Milão: La tartaruga edizioni, 1993.
Itália - Ragazze (As Meninas) Tradução de Federico Pesante. Roma: Cavallo Di Ferro, 2006 (direitos revertidos)
Polônia - W kamiennym kregu (Ciranda de Pedra). Tradução de Elzbieta Reis. Cracóvia: Wydawnictwo literackie, 1990.
Portugal - A Disciplina do Amor. Lisboa: Edições O Jornal, 1980.
Portugal - A Noite Escura e Mais Eu. Lisboa: Livros do Brasil, 1996.
Portugal - Antes do Baile Verde. Lisboa: Livros do Brasil, 1971
Portugal - As Horas Nuas. Lisboa: Editorial Presença, 2005 (direitos revertidos)
Portugal - As Horas Nuas: Lisboa - Livros do Brasil
Portugal - As Meninas. Lisboa: Editorial Presença, 2006 (direitos revertidos)
Portugal - As Meninas. Lisboa: Livros do Brasil, 1973
Portugal - Ciranda de Pedra. Lisboa: Editorial Presença, 2008 (direitos revertidos)
Portugal - Ciranda de Pedra: Lisboa - Livros do Brasil
Portugal - Verão no Aquário. Lisboa: Editorial Presença, 2006 (direitos revertidos)
Portugal - A Estrutura da Bolha de Sabão: Lisboa - Livros do Brasil
Portugal - Histórias de Desencontro: Lisboa - Livros do Brasil
Republica Tcheca - Pred zelenym bálem (Antes do Baile Verde). Tradução de Pavla Lidmilová. Praga: Odeon, s.d..
República Tcheca - Temná noc a já: (A noite escura e mais eu - seleta de contos dos livros: Seminário dos Ratos, A noite escura e mais eu, Mistérios, Invenção e memória): Traduzido por Pavla Lidmilová - Praga, Mladá Fronta, 2003.
Sérvia: As Meninas – (no prelo), Strik Publishing House
Suécia - Nakna timmar (As Horas Nuas). Tradução de Margareta Ahlberg. Estocolmo: Natur och Kultur, 1991.
1983 - A estrutura da bolha de sabão - Alemanha1994 - Alemanha - Nackte Stunden2002 - La discipline de l'amour - França2005 - Les pensionnaires - França2006 - Verão no aquário - Portugal2008 - Ciranda de pedra - Portugal2006 - As meninas - Portugal2006 - Ragazze - Itália2012 - The girl in the photograph
 
 
Prêmios
Verão no Aquário – Prêmio Jabuit, da Câmara Brasileira do Livro, 1963
As Meninas – Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras, Jabuti e APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte, 1974
As Horas Nuas – Prêmio Pedro Nava, Melhor Livro do Ano, 1989
Seminário dos Ratos – Prêmio PEN Clube do Brasil, 1977
A Noite Escura Mais Eu – Prêmio Jabuit, Biblioteca Naional e APLUB de Literatura, 1995
A Disciplina do Amor – Prêmio Jabuti e APCA, 1980
Invenção e Memória – Prêmio Jabuti e APCA, 2000
Conspiração de Nuvens – Prêmio Associação de Críticos de Arte de São Paulo - Categoria Memórias, 2008

Obras em Destaque

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    As Horas Nuas

    Companhia das Letras - 2010 - .

    Rosa Ambrósio, uma atriz de teatro decadente, passa em revista, entre generosas doses de uísque, os amores de sua vida. O primo Miguel, sua paixão adolescente, morreu de overdose por volta dos vinte anos. Gregório, seu marido, virou um homem taciturno depois que foi torturado pela ditadura militar. Diogo, seu amante e último companheiro, trocou-a por moças mais jovens.
    Alternando vozes e pontos de vista, passando do fluxo interno de consciência à narrativa em terceira pessoa, Lygia Fagundes Telles atesta aqui sua maestria literária e sua maturidade artística, pondo em cena grandes temas de nosso tempo - o movimento feminista, a cultura de massa, a aids, as drogas -, mediados pelos destinos individuais de um punhado de criaturas.
    Publicado originalmente em 1989, As horas nuas tem sido aclamado desde então como um dos romances mais vigorosos e sutis da autora.

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    As Meninas

    Companhia das Letras - 2009 - .

     

    Num pensionato de freiras paulistano, em 1973, três jovens universitárias começam sua vida adulta de maneiras bem diversas. Narrando em primeira e terceira pessoa, assumindo ora o ponto de vista de uma ora de outra das protagonistas, Lygia Fagundes Telles constrói um romance pulsante e polifônico, sobre o espírito daquela época conturbada e de vertiginosas transformações, sobretudo comportamentais. Obra de grande coragem na época de seu lançamento (1973), por descrever uma sessão de tortura numa época em que o assunto era rigorosamente proibido, As meninas acabou por se tornar, ao longo do tempo, um dos livros mais aplaudidos pela crítica e também um dos mais populares entre os leitores da autora. Recebeu o Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras, Jabuti e APCA.

    "Que beleza, que força, que matéria viva e lancinante em As meninas." - Carlos Drummond de Andrade

     

    "Lygia Fagundes Telles tem realmente algo da delicadeza atmosférica de uma Katherine Mansfield. A diferença é apenas a seguinte: ela também sabe escrever romance e As meninas é mesmo um romance de alta categoria." - Otto Maria Carpeaux.

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    SEMINÁRIO DOS RATOS

    Companhia das Letras - 2009 - .

     

    Publicado pela primeira vez em 1977, reúne catorze histórias nas quais a autora se aventura pelo fantástico como modo privilegiado de acesso ao real. Alternando tempos narrativos, passando com desenvoltura da primeira à terceira pessoa, usando com destreza o discurso indireto livre, Lygia Fagundes Telles atinge neste livro a proeza de conciliar uma construção literária altamente complexa com uma capacidade ímpar de comunicação com o leitor. Recebeu o Prêmio PEN Clube do Brasil, 1977.


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