sábado 16 de dezembro




Paulo Emilio Sales Gomes

Paulo Emilio Sales Gomes
Nascido em São Paulo, em 1916, Paulo Emílio de Sales Gomes foi militante comunista na juventude, como tantos de sua geração. Entrou para a vida literária ao organizar a revista Movimento (1935) com o apoio de Oswald de Andrade. Depois de preso em 1937 e de fugir por um túnel cavado com companheiros de cela, parte para a França, onde começa o seu interesse por cinema e pelo socialismo democrático. Na volta ao Brasil, cursa filosofia na Universidade de São Paulo e escreve seus primeiros ensaios, hoje antológicos, na revista Clima, da qual era animador junto com Antonio Candido, Décio de Almeida Prado, Gilda de Mello e Souza e Lourival Gomes Machado. Em 1946, ganha uma bolsa do governo francês e acaba vivendo os dez anos seguintes na Europa, estudando cinema. Lá, as Éditions du Seuil publicam sua monografia clássica sobre Jean Vigo, considerada o melhor livro sobre cinema de 1957, através do Prix Armand Tallier. 
 
Foi um dos principais organizadores da Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, que se transformou depois na Cinemateca Brasileira (1956). Inicia então uma militância incansável pela preservação da memória cinematográfica, através da atuação institucional em vários níveis e de artigos na imprensa. A partir dos anos 1960, sua defesa do cinema brasileiro - ao adensá-lo com um mínimo de tradição formativa através da pesquisa histórica - tornou-o amigo da geração do Cinema Novo, que o considerava como mentor intelectual. 
 
Passa a viver com a escritora Lygia Fagundes Telles em 1961, com quem escreveu Capitu, roteiro para cinema baseado na obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Em 1964, funda o curso de cinema na recém criada Universidade de Brasília e, com a repressão a ela imposta pelo golpe militar, retorna a São Paulo, onde desde 1968 foi mestre de várias gerações na Escola de Comunicações e Artes da USP. Vítima de um ataque cardíaco fulminante, morre em 1977, poucos meses depois de publicar Três mulheres de três PPPês.
 
 
OBRAS 
 
Romances
Cemitério – 2007, (nova edição no prelo), Companhia das Letras
Capitu (co-autora: Lygia Fagundes Telles) – 1993, 2008, (nova edição no prelo), Companhia das Letras
Três Mulheres de Três PPPês (158 págs.) – 1977, 2007, 2015, Companhia das Letras
2007 - Cemitério2008 -  Capitu2015 - Três mulheres de três pppês
 
 
Não Ficção: Ensaios, Biografias & Memórias
Humbeto, Mauro, Cataguases, Cinearte – 1974, (nova edição no prelo), Companhia das Letras
Correspondência Completa e Depoimentos de Paulo Emílio (correspondência e depoimentos inéditos: Edgar Carone, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, entre outros) – (nova edição no prelo), Companhia das Letras
Jean Vigo – 1984, 2009, (nova edição no prelo), Companhia das Letras
Vigo, Vulgo Almereida – 1991,2009, (nova edição no prelo), Companhia das Letras
Uma situação colonial? - (no prelo), Companhia das Letras
Revolução, cinema e amor - (no prelo), Companhia das Letras
A arte impura - (no prelo), Companhia das Letras
O Cinema no Século (616 págs.) - 2015, Companhia das Letras
2009 - Jean Vigo2009 - Vigo2015 - O cinema no século
 
 
Edições Estrangeiras
Alemanha – Die drei Frauen von P. / Três Mulheres de Três PPPês / trad. Inés Koebel – 2017, S. Fischer Verlag
USA – P's 3 Women - 2012, Dalkey Archive
2017 - Die drei Frauen von P. 2012-p's women
 

Obras em Destaque

  • imagem

    Vigo, Vulgo Almereida

    Cosac Naify - 2009 - .

  • Três mulheres de três PPPês

    - 0 - .

    Paulo Emilio, conhecido principalmente pela crítica de cinema, foi antes de tudo um pensador. Nessas três novelas, publicadas quando tinha 60 anos, ele libera sua livre e extraordinária imaginação, na expressão de Antonio Candido, ao escrever histórias que se nutrem de elementos retirados do cotidiano próximo. Assim, Três mulheres de três PPPês procura passar a impressão de divertimento, mas, por trás dos jogos, das inversões, das reviravoltas do entrecho, oculta-se um profundo mal-estar com a convivência inevitável da burguesia paulista, da qual o autor tinha indisfarçável horror. Suas três mulheres são anti-heroínas superiormente dotadas, que submetem os parvos PPPês aos seus caprichos e os subjugam, por força de sua progressiva - e assumida - traição. Uma fortuna crítica representa as primeiras reações à obra surpreendente de Paulo Emilio e reúne nome como Zulmira Ribeiro Tavares, Roberto Schwarz, Modesto Carone e Celso Luft.


Sobre a Agência Riff
imagem

Inaugurada em 1991, a Riff representa grandes nomes da literatura brasileira e as principais editoras e agências literárias estrangeiras no Brasil e em Portugal. Saiba mais.




2011 Agência Riff todos os direitos reservados - agenciariff@agenciariff.com.br Guilhotina Design