sexta-feira 15 de dezembro



12 DE JULHO DE 2012 VOLTAR PARA LISTA DE ENTREVISTAS

ONDJAKI

 

 

 

Ondjaki: "Todo o olhar-de-criança é um poema pronto a explodir".

 

Márcio Vassallo

 


Você acaba de lançar ‘A bicicleta que tinha bigodes – estórias sem luz elétrica’, pela editora Pallas. Como esse livro começou a pedalar dentro de você?

Ondjaki - Esta é uma de três estórias de livros que vamos publicar. Todas elas são sem luz elétrica. A ideia é justamente explorar esse universo, que pode ser mágico, daquilo que as crianças fazem quando não há luz. Neste livro misturo isso com outros universos: o da escrita, o da infância e a amizade, entre as crianças, entre crianças e bichos, e entre elas e um escritor. O resto aparece à medida que se escreve o livro.

Na orelha desse seu novo livro, você escreve que “o corpo deste texto é um abraço de amizade e de saudade”. Também na orelha da Bicicleta, você escreve que “não há como fugir ao que tem de ser dito: escrevemos em busca da voz que mais nos fala por dentro (...)”. O que é essencial nessa busca?

Ondjaki - É deixar as coisas falarem... As coisas urgentes, aquilo que chamo de urgências literárias, são vozes ou preocupações, ou até convicções, que aparecem quase independentes da estória que se escreve. Cada estória revela um pedaço dessas vozes, desses sonhos.

Assim você começa A bicicleta que tinha bigodes:

“- Tio Rui, posso falar dos restos de letras que a tia Alice tira do seu bigode à noite?

- Podes.

- Não vão querer vir na nossa rua roubar a caixa de letras?

- Não. Ninguém vai acreditar”.

Ondjaki, quando está escrevendo, o que mais costuma fazer com que você acredite numa história? Em que momento você sente que as suas personagens vingaram?

Ondjaki - Isso não sei dizer. Acho que é preciso acreditar para começar ou para terminar a estória. Acreditar nela, na sua ficção, na sua força. E o resto sente-se à medida que se escreve, se estamos no bom caminho, se a “máquina” está a funcionar. Sendo que, por vezes, temos que usar a sabedoria de saber desistir.

No livro, Tio Rui diz que o silêncio serve para as pessoas estarem umas com as outras. Na sua opinião, mais do que tudo, para que servem as palavras?

Ondjaki - Para experimentarmos o fato de sermos humanos... A palavra é para comunicar, obviamente, mas funciona também no campo da celebração, da poesia, das imensas possibilidades que elas acarretam. A palavra implica a imagem por detrás dela, e de tudo o que a partir dela somos capazes de imaginar. A palavra é umas das mais acessíveis coisas mágicas que possuímos, e por vezes esquecemo-nos disso...

Em A bicicleta que tinha bigodes, o narrador conta que, quando a luz faltava nas casas, as pessoas se juntavam para fazer coisas que não faziam na claridade. Que cenas da sua infância você lembra, quando faltava luz elétrica em casa?

Ondjaki - Quase sempre saíamos para a rua. Para encontrar as outras crianças do meu bairro, para inventar brincadeiras. No bairro da minha Avó Agnette, na Praia do Bispo, existiam ainda mais possibilidades. Uma delas chamava-se “cinema bú”. Consistia em esperar reflexos dos carros que passavam para inventar estórias que logo em seguida narrávamos aos outros. O que a falta de luz fazia, na realidade, era estimular a criatividade e a imaginação. Isso era muito bom.

Você já disse que, mais do que morar em Laranjeiras, você vive no Reino das Laranjeiras, que você aponta como um bairro delicioso, maravilhoso, apaixonante, e coisa e tal, e diz que um dos seus grandes tesouros é o Fluminense. Você é tricolor por paixão, por educação, ou por bom gosto mesmo?

Ondjaki - Penso que sou tricolor por convicção e por bom gosto. Mas também por obrigação, isto é, eu fui convidado a ser tricolor de um modo muito peculiar e que não podia ser recusado. Depois disso, tornei-me um convicto adepto do Fluminense. Gosto muito deste bairro, faz-me lembrar um lugar que eu ainda não tinha conhecido e que precisava conhecer e frequentar. Como o vejo como um lugar de magia, chamo-o de reino das Laranjeiras.

Ondjaki, em 2011, fiz um talk show com você, na Bienal do Livro, no Rio, convidado pela secretaria municipal de cultura. Nessa ocasião, conversamos sobre a serventia da beleza na vida da gente. Então, meu caro, vamos relembrar um pouco aquele nosso papo. Para que serve a beleza em nossas vidas? Para que serve uma vida sem beleza?

Ondjaki - A beleza, na realidade, é algo pessoal e intransmissível. Subjetivo, como quase tudo. Ela poderá servir para descobrir novos primas, novas perspectivas de viver ou interpretar o mundo real. Uma vida sem beleza... Servirá para valorizar o belo?

Por falar em beleza, me lembro agora de um texto do seu livro Há prendiajens com o xão – o segredo húmido da lesma e outras descoisas, também publicado pela editora Pallas: “com asa de borboleta se construiu a primeira palavra amarela. Essa certeza me aquece muito o coração e por aí posso emprestar-me a cor do sol – que inventa o calor. Palavra, amarelada ou ainda não, é uma explosão inofensiva, para isso haja um vulcão em cada ser. Oiçamos: “manga” – de tão doce já causa arrepios, mesmo só escutada; “avermelhamento” – pode ser de cara ou coração, mas remete para encabulações amorosas; “supremaproximação” – de tom inventoado, pode acusar erotismos ou suados contactos. Oiçamos combinações: “beijo alinguado” – logo se prevê humidades, tudo fugindo para degustação; “mão na mão” – nasça assim um novo calor, uma amizade também; “desconstruir um chão” – que pode ser interno, assim dificílimo de esculpir ao contrário, dada a dureza. Comecei assim: com asa de borboleta nasceu a primeira palavra amarela. (Mas) para dizer “amarela” convém ter a boca suja com terra. Para assistir ao nascimento de uma palavra convém esperar dentro do chão. Para esperar dentro de um chão convém já conhecer uma borboleta – para saber perguntar o caminho das suas asas”. Quando estás escrevendo, o que mais te convém para dar asa num texto?

Ondjaki - Sentir-me bem nele. Bem e desconfortável ao mesmo tempo. Às vezes mais do que o texto, somos nós mesmos que precisamos de asas. Para a nossa vida. Para o nosso cotidiano...

Pensamento seu: “Há um exercício, na escrita, de experimentarmos um pouco essas zonas mágicas que são de outros, de outros mundos; ecos de coisas que nunca fomos. Isso é bom para escrever, desistir um pouco de nós próprios, autorizar essa viagem até outras margens e regressarmos com restos e escarpas dessa viagem. Na poesia também, vestimos um outro olhar para espreitar o mundo, os bichos e as paisagens, que muitas vezes são humanas. Fingimos de brincar com outras peles? Talvez seja isso. Mais o sonho, que é textura e urgência”... O que um sonho precisa para você considerá-lo urgente?

Ondjaki - Acho que é a intensidade dos sonhos que lhe dá urgência ou textura. Há sonhos mansos, sonhos longos, profundos, antigos, exaltados, escarposos... Mas é por estarmos vivos que nos arriscamos a cair no território dos sonhos. Urgente é o sonho que persiste, que regressa, que se quer revelar. Há sonhos que nos perseguem porque a sua missão é revelar-nos um pouco mais.

Você de novo: “Escutar poeticamente, é estar atento, receptivo, arejado, deixando que a razão se perca um pouco”. Você tem algum exercício para extraviar razão sem perder a lucidez?

Ondjaki - Consigo muito pouco fugir da razão. Por outras palavras, é muito raro perder a lucidez, mesmo que fosse numa escorregadela poética que me levasse para mais longe do que os dias. E escrevo também para perseguir essa perda de razão.

Mais uma declaração sua: “Escrevo poesia muito para mim, para me crer vivo, e sobretudo para ouvir vozes que me habitam e que ainda nunca tinham falado.” O que mais costuma fazer com que você se creia vivo?

Ondjaki - Essa pergunta é quase íntima demais... Crer-me vivo... Costuma acontecer em momentos de magia, normalmente cercado de pessoas ou de momentos humanos que me alimentem os olhos...

Pensamento seu, para alimentar os olhos dos leitores: “Parte da minha obra é memória, sim: inventada, reinventada, redescoberta, refeita, ressonhada, revivida. No fundo, só há memórias inventadas”... Da mesma forma, você acha que toda invenção tem um pouco de memória?

Ondjaki - Há lembranças que funcionam a partir de instintos que não conhecemos totalmente. Talvez exista um modo de inventar, digamos, totalmente limpo de nós, mas é difícil que isso aconteça. Somos humanos, contaminamos tanto aquilo que tocamos quanto aquilo que imaginamos, ou sonhamos, ou criamos. As invenções saem de nós. Contaminadas? Acho que sim.

O poeta Manoel de Barros foi e até hoje é muito importante para você. Você já disse que o Manoel foi uma nova janela e que não é todos os dias que encontramos uma “nova janela” dentro de nós. Que tipo de vista você mais gosta de ter nessas janelas de dentro?

Ondjaki - Algo que me faça crescer. Em qualquer janela, em qualquer arte, acho que é isso que almejo. Pequenos brilhos, novas visões. Estas janelas de dentro são ecos que aparecem depois das leituras, dos filmes, das artes e da vida.

Palavras da professora Carmen Tindó Secco sobre o seu trabalho: “Tanto na sua poesia, como na sua prosa, a alegria e a tristeza, a utopia e o desencanto, a noite e o dia, o medo e a coragem encontram-se, no meu entender, profundamente entrelaçados”. Você acha que, de alguma forma, entrelaçar contrastes clareia sentimentos na hora de escrever?

Ondjaki - Eu penso que isso por vezes acontece naturalmente. Os contrastes fazem parte do modo de contar as coisas, não sei se para clarificar ou para dar contornos necessários ao texto.

Como também já observou a professora Carmen, a palavra sul aparece muito na sua poesia. Sobre isso, numa entrevista, você disse à Carmen:

“Vezes demais, dentro de mim faz Sul... E é só isso. Um certo sul, um sul-de-estar, um sul-de-menossonhar, um sul nostálgico que vem de dentro. Na vida real, quando penso Sul, sim, talvez seja geográfico, o Lubango, terra que eu adoro, fica a Sul de Luanda; o Namibe, terra do meu avô, do meu pai, da minha tia, fica no Sul também; Angola fica no Sul... É uma palavra bonita de se dizer ou de se pensar. Ou de nos deitarmos com ela”... Te soar bonita, ser cheia de sul por dentro... Afinal, o que uma palavra mais precisa para te dar vontade de deitar com ela?

Ondjaki - Palavras misteriosas são boas de levar para a cama. Palavras que provocam, que suam. Mas isso faz também parte do modo poético de querer olhar o mundo...

Ondjaki, textura é outra palavra que se deita muito com você, em várias entrevistas e textos seus. Então, me diga, rapaz, quais as texturas que mais te seduzem no cotidiano?

Ondjaki - Texturas humanas, dos sonhos, das vozes, daquilo que preenche o cotidiano, o pequeno cotidiano das pessoas... E depois as texturas dos sonhos, os meus e os dos outros.

Também há muitas crianças espalhadas pelos seus livros de ficção. E você já disse que, para escrever, sempre que viaja à infância, e vem carregado, como que de mãos dadas, com amigos, momentos, episódios, cheiros, linguagens e conexões afetivas que não pode evitar. Uma frase sua: “Sofro um pouco (para não dizer muito) quando vou lá a essa terra das minhas infâncias. Saio de lá muito triste às vezes, esvaziado, assustado: já nada disso existe. A vida é real, aconteceu para a frente. Volto de lá com saudades de todos, de todos eles: os que até já morreram e os que vivem, claro, cada um a sua vida, longe de mim e da cidade de Luanda dos anos 80. E não sei arrumar-me por dentro”. Será que escrever é a arte de se arrumar e se desarrumar por dentro?

Ondjaki - Escrever poderá ser uma tentativa de me arrumar. Se é possível arrumar-me por dentro, não sei. Mas é de utopias que alimentamos o nosso dia a dia. Mas escrever ajuda a arrumar e a reencontrar afetos. Alguns deles são fantasmas idos que gostaríamos de rever. Alguns amigos, apesar de vivos, já não são os mesmos. Eu próprio não sou o mesmo. É também destes desencontros que se faz a vida e a literatura.

Você de novo, falando sobre essa sua viagem à infância na hora de escrever: “Não sei colocar o misto de dor e ternura que sinto. Talvez escreva essas obras na tentativa (vã?) de me explicar como é que o tempo passou; e, humanamente, literariamente, o que poderei fazer com o tempo que já passou”. Para viajar pelo que infância tem de mais mágico e autêntico, a gente carece de passaporte e visto? Tem segredo para isso?

Ondjaki - Viajar ao passado implica alguma dor, algum risco. Mas felizmente é mais rápido do que essa viagem real com passaporte e visto. O segredo é querer tentar visitar uma espécie de infância. Conseguir é outra estória.

Afirmação sua: “No livro AvóDezanove... eu quis intencionalmente deixar as crianças tomarem conta do relato. Isto é um pressuposto falso, visto que sou eu (o escritor) quem escreve o livro, e não as crianças. Mas a literatura também é esse exercício sempre arriscado de dar voz própria ao personagem. Com essa ideia, surge, inerente, a questão da fantasia, do outro lado das coisas que as crianças-personagens podem ver e praticar. A título pessoal, no meu dia a dia, sou um pouco desinteressado desse universo cínico dos adultos... As crianças, até nas suas pequenas preocupações, são mais sinceras e criativas. A construção desse romance passa pelo tratamento de questões reais, depois ficcionalizadas (Luanda, os soviéticos, o Mausoléu, as guerras, as tensões) e finalmente tratadas pela lógica infantil das crianças que é constituída por duas prioridades: a resolução imediata dos seus problemas e a fantasia”. De que forma a lógica infantil te arrebata?

Ondjaki - Ela me arrebata por ser tão inesperada, surpreendente, instintiva, livre. Foge das lógicas dos adultos. Inventa caminhos, implica uma visão poética que a vida nos suga. E as crianças têm acesso livre a essa lógica do momento, da imaginação, das não barreiras. Todo o olhar-de-criança é um poema pronto a explodir. E explode mesmo.

Seu livro Bom Dia Camaradas recria o ambiente da educação em Luanda no período pós-colonial.Declaração sua: Qualquer história relacionada com a minha infância tem que ver com a escola ou os espaços que eu freqüentava. A nossa vivência, infanciosa, era basicamente constituída por três espaços sagrados: a casa (família); a rua (com os amigos); a escola (colegas e professores)”. Em que aspectos você acha que a escola, em geral, poderia provocar cada vez mais nas crianças um permanente gosto pela fantasia, pelo belo e pela curiosidade criativa, com menos conteúdos inúteis, menos testes de memória e provas que não provam nada.

Ondjaki - Isso é uma questão que se prende, também, com a pedagogia. E eu não entendo nada disso. Mas penso que cabe à escola (e aos pais) descobrirem sempre novos métodos de tornar o ensino mais atraente e eficaz. Temos, todos, essa responsabilidade permanente.

Sobre AvóDezanove, você já disse: “Além da fantasia, o que está nesse livro é o ritmo próprio (do dia-a-dia, das noites, dos planos infantis...) da vida e da linguagem de Luanda. Isso é algo que me sai naturalmente e que fica fixado nos livros. A linguagem, a real e a inventada. Porque, em crianças (e ainda hoje), em Luanda estamos sempre a inventar novas palavras e linguagens. Portanto é natural que isso apareça no decorrer da obra. AvóDezanove foi talvez o livro que me causou mais felicidade no momento de escrita”. Acima de tudo, o que provocou essa felicidade em você?

Ondjaki - O reencontro com personagens que eu não sabia que queriam estar no livro (Avó Catarina), e a reinvenção de personagens que eu nem sabia que eram tão personagens (o caso de EspumaDoMar). Escrever esse livro foi mesmo como estar na casa, no bairro da minha Avó Agnette, nos anos 80. Sorri, chorei, sonhei, fui feliz, fui triste, fui humano, ao escrever esse livro. No fim, claro, estava feliz. Não pelo resultado, mas pelo processo.

Ondjaki, conversei sobre você com a editora Mariana Warth, da Pallas, e ela me disse: "Ser editora do Ondjaki é uma posição bem especial. Ele é um autor de escrita simples e cativante. Ao mesmo tempo, seus textos com ares sempre da juventude, do olhar do menino, da nostalgia da infância, têm uma força de nos transportar no tempo e nos fazer saborear palavras simples, indagações às vezes ingênuas e que são tão necessárias para entendermos quem somos nós quando adultos. Ou somos adultos? Ou nunca deixamos de ser criança? Fora isso, o Ondjaki tem um a maturidade da escrita que o possibilita a percorrer campos diferentes. O da poesia, o da prosa. O livro dele que ainda não foi lançado no Brasil, chamado O assobiador, é uma novela com descrição cinematográfica. Não tem nada a ver com o livro Os da minha rua (contos), ou comA bicicleta que tinha bigodes, nem tão pouco com Há prendisajens com o xão (poesia). É um grande escritor e, claro, é um prazer editá-lo". Vamos pegar embalo nesse pensamento da Mariana? De que forma as nossas indagações infantis são tão necessárias para entendermos quem somos nós quando adultos? Mais do que tudo, o que o universo da infância tem de essencial para a construção da nossa identidade e que muitas vezes menosprezamos?

Ondjaki - Não tenho dúvida de que a infância se constitui como um dos grandes pilares do que iremos ser como adultos. Mais do que isso: ela mina, prepara, texturiza parte dos nossos sonhos. E aquilo que iremos sonhar é parte da pessoa que seremos em adultos. Não quero nem sei fazer análise psicológica do que é a infância. Nem a isso me proponho. Faço algumas experimentações que são humanas, literárias, e trabalho muito com esse barro chamado infância. Vou lá e volto melhor. Vou lá para voltar melhor. Vou lá para poder entender o que ando a fazer aqui, no presente dos meus dias. Isso é o que faço com aquilo que é a “minha” infância. Mas eu também adoro espreitar a infância dos outros, tenho muitos amigos-crianças, que são crianças mesmo. Gosto de escutá-los. E star com eles. Aprender com eles. Isto é, espreitar um pouco do material que os olhos deles estão sempre prestes a explodir.



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