Beatriz Azevedo

Sobre a autora

Artista brasileira multifacetada, Beatriz Azevedo é poeta, atriz, dramaturga, cantora e compositora. Doutora em Artes da Cena pela Unicamp, Mestre em Literatura Comparada pela USP, estudou música no Mannes College of Music em Nova York.  E, a convite do Lincoln Center, criou o espetáculo antroPOPhagia, apresentado no Walter Reade Theater e, posteriormente, lançado em disco pela Biscoito Fino.

Como escritora, publicou pela Cosac & Naify (atualmente editado pela SESI-SP) o livro Antropofagia palimpsesto selvagem, com prefácio de Eduardo Viveiros de Castro e desenhos do artista plástico Tunga. Nos eventos de lançamento da obra, Beatriz interpretou trechos do volume com Matheus Nachtergaele e Zé Celso Martinez Corrêa. Beatriz é também autora dos livros de poesia Idade da pedra e Peripatético, ambos lançados pela Iluminuras, além de ter escrito diversos textos teatrais.  Em 2019, publicou pelo selo Demônio Negro Abracadabra, seu livro de poesia mais recente.

Participou da antologia de poesia contemporânea Garganta, nas versões em LP e livro (Azougue), e escreveu um ensaio para o volume A cidade com Lacan: Cinema e literatura (EBP). Contribuiu ainda para a obra Acabou Chorare, que reúne textos de Arnaldo Antunes, Beatriz Azevedo, Caetano Veloso, Hermano Vianna e Xico Sá, além de ter traduzido os autores franceses Jean Genet e Bernard-Marie Koltés.

Recebeu prêmios de teatro, poesia e dramaturgia e fundou sua própria companhia de teatro, a Cabaret Babel, escrevendo e dirigindo diversos espetáculos, entre eles Bilitis e I Love: Maiakovski e Lili Brik.

 


Citações

“Este livro-poema ABRACADABRA 
é a Subversão da sub-versão. 
 
É a alegría de circo dos q se lançam
dos trapézios sem redes, 
funâmbulos que chegam do Outro lado 
vivos sem temer a Morte.
Palavras palhaças
finos fios q tecem 
o salto imortal da vida 
sempre surpreendente 
y plurisignific-Ativa”.
Zé Celso Martinez Correa, diretor, ator e dramaturgo, sobre Abracadabra (Demônio negro)

“A poeta, compositora e pesquisadora Beatriz Azevedo se dedica ao tema há tempos e tem sido voz ativa na divulgação das ideias e ideais de Oswald. Fascinada pela potência do manifesto, deglutiu páginas e páginas, por anos, até conceber um livro: Antropofagia palimpsesto selvagem. A obra – belíssimamente editada pela Cosac Naify, com capa desenhada por Tunga – destrincha o Manifesto antropófago.”
Estado de Minas, sobre Antropofagia palimpsesto selvagem (Editora Sesi)

 “O livro de Beatriz Azevedo, somando-se à já vasta ‘oswaldiana’, acrescenta-lhe uma camada de comentário destinada a se tornar referência obrigatória para todo estudante ou estudioso da obra deste que é, sem a menor sombra de dúvida, um dos maiores pensadores do século XX.”
Eduardo Viveiros de Castro, antropólogo, sobre Antropofagia palimpsesto selvagem (Editora Sesi)

 “Foi nesse cenário que me pus a ler ‘Antropofagia – Palimpsesto Selvagem’, de Beatriz Azevedo. Fiquei pensando que o resto do mundo devia olhar um pouco para o Brasil. Beatriz Azevedo lê o Manifesto como um palimpsesto, pergaminho que, reescrito diversas vezes, acaba resultando em uma somatória de tempos diversos”. Falta ao mundo de hoje ler Oswald de Andrade. Angela Merkel deveria ler Oswald. Marine le Pen deveria ler Oswald. Donald Trump deveria ler Oswald. Os britânicos que votaram pelo Brexit deveriam ler Oswald. E nós mesmos deveríamos ler Oswald e sua filosofia antropófaga. Aprender a devorar o outro não no sentido de massacrá-lo, destruí-lo, mas para nos tornarmos mais complexos, plurais. Para nos tornarmos Outros.”
Tatiana Salem Levy, escritora, sobre Antropofagia palimpsesto selvagem (Editora Sesi)

 


Leia mais

Entrevista de Beatriz Azevedo para a Folha de S. Paulo sobre Antropofagia palimpsestoselvagem (Editora Sesi)

Entrevista de Beatriz Azevedo para o Estado de Minas sobre Antropofagia palimpsesto selvagem (Editora Sesi)

 


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Vídeos

  • Antropofagia: Palimpsesto Selvagem
    Ensaio e Crítica
    240 págs, 2016/2018, Editora Sesi.
  • Garganta: Antologia de Poesia Contemporânea
    Poesia
    2016, Azougue.
  • Idade da Pedra
    Poesia
    96 págs, 2002, Iluminuras.
  • Peripatético
    Poesia
    104 págs, 1997, Iluminuras.