Eduardo Viveiros de Castro

Sobre o autor

Considerado um dos principais antropólogos brasileiros da atualidade, Eduardo Viveiros de Castro nasceu no Rio de Janeiro, em 1951, cidade onde ainda reside e trabalha. É formado em Ciências Sociais pela PUC-Rio, possui Mestrado e Doutorado em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ – onde ocupa o cargo de professor titular de Antropologia – e Pós-doutorado na Université de Paris X. Trabalhou no início da carreira com Claude Lévi-Strauss, a quem considera seu mentor profissional, e lecionou em prestigiosos centros acadêmicos dos Estados Unidos, França e Reino Unido.

É autor de inúmeros livros e artigos acadêmicos, considerados de enorme contribuição para a antropologia brasileira e a etnologia americanista, entre eles From the enemy’s point of view: humanity and divinity in an Amazonian societyAmazônia: etnologia e história indígena e A inconstância da alma selvagem e outros ensaios de antropologia.

Escreveu também a coletânea de ensaios A inconstância da alma selvagem (2002), um marco da antropologia brasileira, que delineia as bases do perspectivismo ameríndio. A teoria, apresentada em artigo de sua autoria, em 1996, teve grande repercussão não apenas nas Ciências Sociais, mas nas humanidades de modo geral e também na literatura. Entre 1975 e 1988, realizou pesquisas de campo entre os Yawalapíti do Parque do Xingu (MT) e os Araweté do igarapé Ipixuna, no Médio Xingu (PA).

Como professor no Museu Nacional da UFRJ, mantém vínculos acadêmicos na França (CNRS) e no Reino Unido (King’s College e Universidade de Cambridge). É um crítico combativo, em entrevistas e nas redes sociais, do modelo de desenvolvimento econômico implantado no Brasil, sobretudo na Amazônia.

 


 

Citações

“Viveiros de Castro é o fundador de uma nova escola na antropologia. Com ele me sinto em completa harmonia intelectual”.
Claude Lévi-Strauss, sobre Eduardo Viveiros de Castro

“Uma das novidades de agora, no campo do pensamento, é o reconhecimento do trabalho do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, hoje o intelectual brasileiro de maior relevância internacional. Em 2002, sua obra passou a ser editada pela extinta Cosac Naify. Seria exagero usar a palavra popularidade para se referir a uma obra de antropologia, mas o conceito de ‘perspectivismo ameríndio’, que fez a fama de Viveiros de Castro, passa a circular mais e mais —mesmo que, como ocorre a toda teoria influente, muitos a repitam de orelhada.”
Folha de S. Paulo, sobre Eduardo Viveiros de Castro

“Ler os livros de Viveiros de Castro agora (coisa que devo a outro Eduardo, o Giannetti) foi uma experiência intensa. Eu tinha lido um texto dele, “Quem Tem Cu Tem Medo” [refere-se a “O Medo dos Outros”], de onde até tirei a frase “virar jaguar” para a letra de “O Império da Lei”. Achei eloquente, instigante e engraçado, mas não vi o tamanho do engenho intelectual que é a cabeça de Eduardo. Agora, ao terminar de ler, de enfiada, ‘A Inconstância da Alma Selvagem’, ‘Metafísicas Canibais’ e ‘Há Mundo por Vir?’, fiquei assombrado com a inteligência dele, com a enorme erudição que alimenta as referências, com a vivacidade de sua prosa e a beleza dos argumentos.”
Caetano Veloso, cantor e compositor, sobre Eduardo Viveiros de Castro

“‘Metafísicas canibais’”, o livro recém-publicado de Eduardo Viveiros de Castro, poderia ser compreendido como uma das mais ousadas reflexões das últimas décadas sobre o estatuto epistemológico da antropologia. Tal compreensão seria correta, mas simplesmente parcial. Seu livro é mais do que isto.”
Vladimir Safatle, professor de Filosofia da USP e colunista da Folha de S. Paulo, sobre Metafísicas canibais (Ubu Editora)

 “Viveiros de Castro nos ensina que na cabeça dos índios cai a imposição da “pátria brasileira”. Por isso, são os primeiros “involuntários da pátria”, mas estão longe de ser os únicos. São os primeiros de uma longa fila de vítimas desse projeto de pátria que, sob formas e máscaras diversas, atropela as diferenças indesejáveis no caminho do “progresso”. É por essa razão que a luta indígena se soma e precisa se somar a todas as demais lutas populares no Brasil.”
Revisa Quatro Cinco Um, sobre Eduardo Viveiros de Castro

 


 

Leia mais

Entrevista de Caetano Veloso para a Folha de S. Paulo em que fala sobre a obra de Eduardo Viveiros de Castro

Artigo da Revista Literária Quatro Cinco Um sobre cultura indígena


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Vídeos

  • Araweté
    História e Reportagem
    228 págs, 2017, Sesc.
  • A inconstância da alma selvagem
    Ensaio e Crítica
    480 págs, 2017, Ubu.
  • Metafísicas canibais
    Ensaio e Crítica
    288 págs, 2017, Ubu.
  • Há mundo por vir?
    Ensaio e Crítica
    183 págs, 2014/2017, ISA.