Julia Wähmann

Sobre a autora

Julia Wähmann nasceu em 1982, no Rio de Janeiro. Formada em design gráfico, atuou na área de moda até ingressar no mercado editorial, em 2011. Publicou seus primeiros textos no coletivo Ornitorrinco, a partir de 2014. Em 2015, publicou Diário de Moscou, narrativa curta que integra a coleção Megamíni, da editora 7Letras. No mesmo ano, publicou o zine André quer transar (Pipoca Press), posteriormente incluído na coleção digital Identidade, da Amazon.

Seu primeiro romance, Cravos (Record, 2016), é fruto de uma pesquisa sobre dança, principalmente a obra da coreógrafa alemã Pina Bausch. Um trecho do livro foi publicado na revista italiana Effe #7, da editora Flanerí, em 2017.

Manual da demissão, romance de 2018 (Record), é semifinalista do Prêmio Oceanos. Participou da Granta em Língua Portuguesa 3 com o texto Lua em virgem (Tinta da China, 2019). Também teve textos publicados em veículos de imprensa, como o jornal O Globo.

 


 

Citações

“Quem poderia adivinhar que Pina Bausch e Raymon Queneau se encontrariam um dia na esquina improvável que é esta história de amor e luto? Nos capítulos curtos de seu impressionante romance de estreia, Julia Wähmann explora com verve e lirismo os muitos modos possíveis de colisão, encaixe e afastamento entre dois corpos. Encontros e desencontros que podem ter consequências trágicas, mas em Cravos as contorções da paixão viram movimentos graciosos, por meio de uma série de engenhosos experimentos de escrita. De aforismos e micro-diálogos a instantâneos certeiros do perde-e-ganha do amor, o leitor é arrastado de maneira irresistível pelo compasso dessa história comovente de um caso malogrado.”
Miguel Conde, jornalista, sobre Cravos (Record)

“O livro foge do clichê, hoje profundamente batido, que sustentou certa literatura por muito tempo, o de ‘representar o outro’. Cravos mostra que um narrador não pode extrapolar seu próprio espaço e só tem mesmo o seu ponto de vista. Quem dança no palco, junto a ele, somos nós.”
Ricardo Lísias, escritor, sobre Cravos (Record)

“Mistura de prosa, poesia e dança, com belas passagens sobre o amor, sobre a incompreensão, sobre o cotidiano, sobre a pele, o livro é como um movimento que já começou e ainda não terminou. Dele, temos apenas um pedaço, um fragmento. E nesse fragmento há muitos fragmentos, muitos vazios, espaços em branco, textos curtos, perguntas, respiração e, por vezes, falta de ar.”
Tatiana Salem Levy, escritora, sobre Cravos (Record)

 “Tudo parece muito simples na escrita da Julia. E é. E não é. Para jogar com os nossos lugares mais comuns, na tristeza e na alegria, é preciso ir direto ao ponto, sem rodeios ou floreios, o que pode pegar os desavisados de surpresa. A literatura está onde a gente menos espera: no esculacho, no provérbio, na demissão, no pé na bunda. E para que ela dê o ar de sua graça, ainda, e sempre, é preciso que a linguagem seja abalada, um abalo que a gente sente quando, lendo ‘Manual da demissão’, nos reconhecemos e nos estranhamos, não sabemos se rir ou chorar, se quem endoidou fomos nós ou este mundo, nave dos loucos, da qual não dá para descer.”
Paloma Vidal, escritora e crítica literária, sobre Manual da demissão (Record)

“Desemprego não é assunto que costuma ser encarado com bom humor. Dá para entender. No entanto, quando esse desastre cai no colo da escritora carioca Julia Wähmann, é impossível não rir. Tendo em mãos o seu Manual da demissão, a gente ri até de nervoso. Mas ri muito.”
O Globo, sobre Manual da demissão (Record)

 “Manual da demissão funciona como uma versão cômica da repetição enlouquecedora da burocracia empresarial. Em 2018, o Bartleby de Julia repete o tempo inteiro: “É a crise, você sabe”, e quando somos guiadas pelas suas frases cheias de referências pop o desespero trabalhista dos últimos anos não soa tão desesperador.  Afinal, é uma escolha a lente pela qual olhamos o mundo, a comédia ou a tragédia, e rir de si mesmo se transforma numa virtude primordial em dias de depressão.”
Portal Hysteria, sobre Manual da demissão (Record)


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Vídeos

  • Manual da demissão
    Romance
    144 págs, 2018, Record.
  • Cravos
    Romance
    144 págs, 2016, Record.
  • André quer transar
    Contos e Crônicas
    2015, Pipoca Press.
  • Diário de Moscou
    Romance
    24 págs, 2015, 7Letras.