Silviano Santiago

Sobre o autor

Silviano Santiago é um intelectual à moda antiga e um homem das letras, com uma vasta produção literária, que inclui poesia, ensaio filosófico, crítica literária, romance e conto. Recebeu alguns dos principais prêmios literários do país e títulos honoríficos da França, dos Estados Unidos e do Brasil. Com uma obra que estabelece uma fronteira tênue entre a realidade e a ficção, seus livros serviram de objeto de estudo de teses acadêmicas no Brasil e no exterior e foram publicados em países como Argentina, Chile, França, Itália e Reino Unido.

O escritor nasceu em 1936, em Formiga, pequena cidade de Minas Gerais, e vive no Rio de Janeiro. Doutor em Letras pela Sorbonne e especializado em literatura francesa, começou a carreira lecionando nas melhores universidades norte-americanas. Transferiu-se posteriormente para a PUC-Rio e é, hoje, professor emérito da UFF.

É o autor de Mil rosas roubadas (Companhia das Letras), obra de 2014 no limite entre a ficção e a memória em que volta a tematizar a homoafetividade – já presente nos livros Stella Manhattan e Keith Jarrett no Blue Note. Profundo conhecedor da tradição literária mineira, publicou ensaios sobre Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa e organizou o volume que reúne a correspondência entre Drummond e Mário de Andrade.

Recentemente, a Companhia das Letras devolveu às livrarias Stella Manhattan, um clássico moderno lançado originalmente pela Nova Fronteira em 1985 e, hoje, considerado um romance à frente de seu tempo ao tratar do então emergente e politizado universo transexual. Machado, premiado romance de 2016 em que retrata os anos finais de um amargurado Machado de Assis, recebeu elogios entusiasmados dos leitores e da crítica especializada, mostrando que em literatura não há idade para ser relevante.

 


 

Citações

“Silviano Santiago é mesmo um professor desconstrutor, interessado em estudar a presença do poder e da violência na constituição da cultura do nosso entorno geográfico.”
Felipe Fortuna, poeta, ensaísta e diplomata, sobre 35 ensaios de Silviano Santiago (Companhia das Letras), na Folha de S. Paulo

“Fiel aos contrários, Silviano encerra as memórias do seu defunto onde a narrativa póstuma de Brás Cubas começa, num brilhante capítulo dedicado ao delírio de morte. Nele, costura a Grécia com o Cosme Velho, Roma com a Guanabara, a Bíblia com Hesíodo, a República com a Monarquia, realismo com classicismo, até provar que Capitu é Pandora.”
Fernanda Torres, atriz e escritora, sobre Machado (Companhia das Letras), na Folha de S. Paulo

“‘Stella Manhattan’ é o romance queer que o Brasil precisa.”
Estadão, sobre Stella Manhattan (Companhia das Letras)

 


 

Leia mais

Matéria de O Globo sobre Machado (Companhia das Letras)

Matéria do Estadão sobre Machado (Companhia das Letras)


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