Genêro do Autor: Música

Paulo Cesar de Araújo

6 de dezembro de 2019

Sobre o autor

O jornalista, historiador e escritor Paulo Cesar de Araújo nasceu em Vitória da Conquista, na Bahia, em 1962, e mora no Rio de Janeiro, onde trabalha como professor e de Comunicação Social na PUC-Rio e de História na FAETEC. Formado em Jornalismo pela PUCRio e em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), é também Mestre em Memória Social pela Uni-Rio e pesquisador da memória da música popular brasileira.

Escreveu Eu não sou cachorro, não – Música popular cafona e ditadura militar (Record, 2002), obra em que revelou a censura à música brega durante a ditadura. É também autor da biografia Roberto Carlos em detalhes (Planeta, 2006), em que narra a trajetória desde a infância de um dos maiores ídolos do país. O livro gerou uma enorme polêmica no país, com grande repercussão na imprensa brasileira, quando o cantor reivindicou a proibição de sua biografia e obteve na Justiça a apreensão dos exemplares em todas as livrarias do país, provocando o debate nacional sobre o direito à liberdade de expressão e a prática de censura em um Estado Democrático.

Quase uma década depois da publicação da obra, o tema foi pacificado com a decisão histórica do Supremo Tribunal Federal a favor da liberação do livro, excluindo também a exigência prévia de autorização para biografias não autorizadas. O caso e os bastidores da disputa judicial entre o biógrafo e o biografado motivaram Paulo Cesar Araújo a escrever um segundo livro. O réu e o rei – meu caso com Roberto Carlos, em detalhes, publicado pela Companhia das Letras em 2014, esmiúça a guerra jurídica travada para assegurar a liberdade de expressão de jornalistas, historiadores e escritores contra a ameaça do controle de acesso à informação por quem quer que seja.
 


 

Citações

“‘O réu e o rei’ é uma defesa incisiva da liberdade dos biógrafos e, por extensão, do público leitor, que ganha em conhecimento da história quando pode encontrar, em livrarias e bibliotecas, obras que não se deixam cercear pelos transtornos e obsessões das celebridades biografadas.”
Veja, sobre O réu e o rei (Companhia das Letras)

“Com essa publicação, procuramos relembrar um período de injustiças na qual outros escritores e editores -é importante não deixar de citar Ruy Castro, que conosco pelejou na justiça por muitos anos para ter sua biografia de Garrincha circulando livremente- foram cerceados.”
Luiz Schwarcz, editor e presidente da Companhia das Letras, sobre O réu e o rei (Companhia das Letras), no Blog da Companhia das Letras

“‘O réu e o rei’ tornou-se um documento histórico que acelerou a aprovação da PL 393/2011, a lei que decretou a liberação das biografias brasileiras. Antes, o baiano Paulo César foi autor de um dos mais reveladores livros da canção brasileira: ‘Eu não sou cachorro não’.”
Revista Vice, sobre O réu e o rei (Companhia das Letras)

 


 

Leia mais

Entrevista de Paulo Cesar Araújo para O Globo sobre a disputa jurídica com Roberto Carlos

Matéria da Folha de S. Paulo sobre a decisão do STF a favor da liberação das biografias não autorizadas

Beatriz Azevedo

27 de outubro de 2018

Sobre a autora

Artista brasileira multifacetada, Beatriz Azevedo é poeta, atriz, dramaturga, cantora e compositora. Doutora em Artes da Cena pela Unicamp, Mestre em Literatura Comparada pela USP, estudou música no Mannes College of Music em Nova York.  E, a convite do Lincoln Center, criou o espetáculo antroPOPhagia, apresentado no Walter Reade Theater e, posteriormente, lançado em disco pela Biscoito Fino.

Como escritora, publicou pela Cosac & Naify (atualmente editado pela SESI-SP) o livro Antropofagia palimpsesto selvagem, com prefácio de Eduardo Viveiros de Castro e desenhos do artista plástico Tunga. Nos eventos de lançamento da obra, Beatriz interpretou trechos do volume com Matheus Nachtergaele e Zé Celso Martinez Corrêa. Beatriz é também autora dos livros de poesia Idade da pedra e Peripatético, ambos lançados pela Iluminuras, além de ter escrito diversos textos teatrais.  Em 2019, publicou pelo selo Demônio Negro Abracadabra, seu livro de poesia mais recente.

Participou da antologia de poesia contemporânea Garganta, nas versões em LP e livro (Azougue), e escreveu um ensaio para o volume A cidade com Lacan: Cinema e literatura (EBP). Contribuiu ainda para a obra Acabou Chorare, que reúne textos de Arnaldo Antunes, Beatriz Azevedo, Caetano Veloso, Hermano Vianna e Xico Sá, além de ter traduzido os autores franceses Jean Genet e Bernard-Marie Koltés.

Recebeu prêmios de teatro, poesia e dramaturgia e fundou sua própria companhia de teatro, a Cabaret Babel, escrevendo e dirigindo diversos espetáculos, entre eles Bilitis e I Love: Maiakovski e Lili Brik.

 


Citações

“Este livro-poema ABRACADABRA 
é a Subversão da sub-versão. 
 
É a alegría de circo dos q se lançam
dos trapézios sem redes, 
funâmbulos que chegam do Outro lado 
vivos sem temer a Morte.
Palavras palhaças
finos fios q tecem 
o salto imortal da vida 
sempre surpreendente 
y plurisignific-Ativa”.
Zé Celso Martinez Correa, diretor, ator e dramaturgo, sobre Abracadabra (Demônio negro)

“A poeta, compositora e pesquisadora Beatriz Azevedo se dedica ao tema há tempos e tem sido voz ativa na divulgação das ideias e ideais de Oswald. Fascinada pela potência do manifesto, deglutiu páginas e páginas, por anos, até conceber um livro: Antropofagia palimpsesto selvagem. A obra – belíssimamente editada pela Cosac Naify, com capa desenhada por Tunga – destrincha o Manifesto antropófago.”
Estado de Minas, sobre Antropofagia palimpsesto selvagem (Editora Sesi)

 “O livro de Beatriz Azevedo, somando-se à já vasta ‘oswaldiana’, acrescenta-lhe uma camada de comentário destinada a se tornar referência obrigatória para todo estudante ou estudioso da obra deste que é, sem a menor sombra de dúvida, um dos maiores pensadores do século XX.”
Eduardo Viveiros de Castro, antropólogo, sobre Antropofagia palimpsesto selvagem (Editora Sesi)

 “Foi nesse cenário que me pus a ler ‘Antropofagia – Palimpsesto Selvagem’, de Beatriz Azevedo. Fiquei pensando que o resto do mundo devia olhar um pouco para o Brasil. Beatriz Azevedo lê o Manifesto como um palimpsesto, pergaminho que, reescrito diversas vezes, acaba resultando em uma somatória de tempos diversos”. Falta ao mundo de hoje ler Oswald de Andrade. Angela Merkel deveria ler Oswald. Marine le Pen deveria ler Oswald. Donald Trump deveria ler Oswald. Os britânicos que votaram pelo Brexit deveriam ler Oswald. E nós mesmos deveríamos ler Oswald e sua filosofia antropófaga. Aprender a devorar o outro não no sentido de massacrá-lo, destruí-lo, mas para nos tornarmos mais complexos, plurais. Para nos tornarmos Outros.”
Tatiana Salem Levy, escritora, sobre Antropofagia palimpsesto selvagem (Editora Sesi)

 


Leia mais

Entrevista de Beatriz Azevedo para a Folha de S. Paulo sobre Antropofagia palimpsestoselvagem (Editora Sesi)

Entrevista de Beatriz Azevedo para o Estado de Minas sobre Antropofagia palimpsesto selvagem (Editora Sesi)