Genêro do Autor: Novela

Sérgio Rodrigues

24 de novembro de 2018

Sobre o autor

Sérgio Rodrigues nasceu em Muriaé, Minas Gerais, em 1962, e vive no Rio de Janeiro desde 1980. Ficcionista, jornalista, roteirista e crítico literário, é autor do premiado romance O drible (Companhia das Letras, 2013), Elza, a garota (publicado em 2009 pela Nova Fronteira e reeditado pela Companhia das Letras em 2018) e de As sementes de Flowerville (Objetiva, 2006), seu romance de estreia. Escreveu também de coletâneas de contos – sendo A visita de João Gilberto aos Novos Baianos (Companhia das Letras, 2019) seu livro mais recente – e é autor de obras de não ficção, como Viva a língua brasileira! e Cartas brasileiras, ambos pela Companhia das Letras.

O drible foi editado em espanhol, francês e dinamarquês e saiu em setembro de 2015 em Portugal. Na França, o burburinho em torno do livro rendeu ao autor um convite do jornal Le Monde para escrever um folhetim ambientado no mundo do futebol. Os 24 capítulos que integram a obra foram publicados diariamente no jornal durante a Copa de 2014 com o título de Jules Rimet, meu amor. Sérgio tem contos publicados também nos EUA, Inglaterra, França e Espanha.

Como jornalista, é colunista da Folha de S. Paulo e roteirista do programa de TV Conversa com Bial. Trabalhou como repórter, editor e colunista na maioria dos principais veículos da imprensa brasileira, como Jornal do Brasil, O Globo, O Estado de S. Paulo e TV Globo. Foi correspondente do JB em Londres e, antes de se especializar no jornalismo cultural, atuou por muitos anos como jornalista esportivo. Na extinta revista eletrônica NoMínimo, da qual foi editor-executivo, criou o blog Todoprosa, referência na web literária brasileira, que atualizou até 2016. Por cinco anos, a partir de junho de 2010, manteve no portal Veja.com a coluna diária Sobre Palavras, de grande audiência.

 


 

Citações

“O livro não é sobre futebol, mas, de uma maneira inédita na literatura brasileira, o futebol é personagem. Quem diria que nos dois segundos que levou o Pelé para dar aquele drible no Mazurkiewicz cabia uma vida – e um romance? Grande atuação do Sérgio Rodrigues”.
Luis Fernando Verissimo, escritor, sobre O drible (Companhia das Letras)

 “O homem é um craque em domínio de bola, em dribles sensacionais, em tática e técnica, mestre na estratégia de García Márquez — levar o leitor ao próximo parágrafo eletrizado e hipnotizado pelo ritmo das palavras.”
Nelson Motta, sobre A visita de João Gilberto aos Novos Baianos (Companhia das Letras), em O Globo

“Assinado pelo premiado autor de ‘O Drible’ e ‘Viva a Língua Brasileira!’, Sérgio Rodrigues chega provocando: pela garantia da escrita afiada, pelo humor, pela ousadia de unir formas “velhas” a modo novo e por incluir histórias de fragmentos tipo tuítes.”
Valor Econômico, sobre A visita de João Gilberto aos Novos Baianos (Companhia das Letras)

“Sérgio Rodrigues, em seu magnífico livro ‘Viva a língua brasileira!’, recém-lançado, discute esse e outros problemas envolvendo nossa atual maneira de falar e escrever – erros que estão virando ‘acertos’ pelo poder da mídia, acertos que estão sendo transformados em erros pela atuação das patrulhas e os modismos sem causa que, de repente, contaminam até os mais conscientes.”
Ruy Castro, jornalista, sobre Viva a língua brasileira,! (Companhia das Letras), na Folha de S. Paulo

 


 

Leia mais

Matéria da Folha de S. Paulo sobre A visita de João Gilberto aos Novos Baianos (Companhia das Letras)

Sérgio Porto

23 de novembro de 2018

Sobre o autor

O jornalista Sérgio Porto é a cara da boemia e do estilo irreverente do Rio de Janeiro. Carioca de Copacabana, nasceu em 1923 e morreu na mesma cidade em 1968, quatro meses antes da promulgação do AI-5 pela ditadura militar. Dono de um estilo satírico e sarcástico, foi cronista, radialista, homem de TV e compositor, e tornou-se conhecido nacionalmente pelo heterônimo Stanislaw Ponte Preta. Escreveu coletâneas de crônicas e artigos sobre futebol, além do clássico Febeapá, um conjunto de textos que, publicados em plena ditadura, satirizavam os despautérios dos militares no poder.

Começou sua carreira jornalística no final dos anos 40, trabalhando em revistas como Sombra e Manchete e os jornais Última Hora, Tribuna da Imprensa e Diário Carioca. Criou em 1951, quando atuava no Diário Carioca, o célebre personagem Stanislaw Ponte Preta,  inspirado em Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade, com o qual destilava críticas ácidas ao regime militar. Durante sua trajetória, Sérgio Porto se valeu desse heterônimo para publicar livros como Tia Zumira e eu, Primo Altamirando e elas e O garoto linha dura.

Porto também contribuiu com publicações sobre música e escreveu shows musicais para boates, além de compor a música Samba do crioulo doido para o teatro rebolado. Foi o criador e produtor do concurso de beleza As certinhas do Lalau, onde figuravam, entre outras, as vedetes Anilza Leoni, Diana Morel, Rose Rondelli e Maria Pompeo. Profundo conhecedor de Música Popular Brasileira e jazz, definia a verdadeira MPB pela sigla MPBB – Música Popular Bem Brasileira.

Era boêmio, de um admirável senso de humor e sua aparência, de homem sisudo, escondia um intelectual peculiar, capaz de fazer piadas corrosivas contra o moralismo social vigente. É também de sua autoria As cariocas, obra que reúne seis novelas curtas e que voltou a ganhar projeção nacional após a versão televisiva produzida pela Rede Globo.

 


 

Citações

“O velho Febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País), registrado por Stanislaw Ponte Preta em seguida ao golpe de 1964, parece pouco em comparação com a patetice reinante.”
Marcelo Coelho, colunista da Folha de S. Paulo, sobre Febeapá

“Recém-reeditado, ‘Febeapá’ reúne mais de 250 casos registrados em três livros publicados entre 1966 e 1968. A diversidade de abordagens e, sobretudo, o estilo de Stanislaw Ponte Preta permitem que o leitor percorra suas páginas dando um sorriso discreto aqui, uma gargalhada estrondosa ali.”
Alvaro Costa e Silva, jornalista, escritor e colunista da Folha de S. Paulo, sobre Febeapá

“Publicado em 1964, ‘Garoto linha dura’ foi um ponto de inflexão (que naquela época ainda era turning point mesmo) na carreira de Sérgio e seu heterônimo. Já nos dava um retrato acurado do ambiente de censura, alcaguetagem, adesismo e perseguição política impostos pela ‘redentora’ (a debochada alcunha que Lalau pespegou no golpe militar), exponencialmente ampliado no antológico besteirol que tanta fama daria ao autor, nas páginas do jornal Última Hora.”
Sérgio Augusto, escritor, jornalista e colunista do Estadão, sobre Garoto linha dura

 


 

Leia mais

Artigo da Folha de S. Paulo sobre a personalidade de Sérgio Porto

Acervo da Folha de S. Paulo sobre Sérgio Porto