Genêro do Autor: Biografia e Memórias

Sueli Carneiro

2 de setembro de 2020

Sobre a autora

Nascida em 1950 na capital paulista, onde ainda reside, Sueli Carneiro é uma das principais vozes contemporâneas do Brasil na luta pela igualdade racial e pelo direito das mulheres. Filósofa, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, é coordenadora-executiva do Geledés Instituto da Mulher Negra e editora do Portal Geledés, além de fellow da Ashoka Empreendedores Sociais. Por sua importante contribuição social, recebeu inúmeras distinções dentro e fora do país, com destaque para o Prêmio Direitos Humanos da República Francesa, o Prêmio Benedito Galvão, da Ordem dos Advogados do Brasil, e o Bertha Lutz, concedido pelo Senado Federal.

Sueli é também integrante do Conselho Curador da Fundação Tide Setubal, do Conselho Deliberativo do Fundo Baobá para a Equidade Racial, do Conselho Deliberativo da Conectas Direitos Humanos e da Anistia Internacional Brasil. É autora de diversos artigos sobre as questões de gênero, raça e direitos humanos em publicações nacionais e internacionais. “Escritos de uma vida” (Pólen Livros), obra lançada em 2018 com prefácio de Conceição Evaristo e apresentação de Djamila Ribeiro, é seu livro mais recente e reúne uma seleção de artigos publicados ao longo de sua trajetória que refletem sobre a necessidade de se pensar novos marcos civilizatórios.

É também autora de “Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil: Consciência em Debate” (Editora Selo Negro), que engloba inúmeros artigos publicados na imprensa brasileira entre 2001 e 2010. A obra, publicada dentro da Coleção Consciência em Debate, reflete criticamente a sociedade brasileira, explicitando de forma contundente como o racismo e o sexismo têm estruturado as relações sociais, políticas e de gênero.

 


Citações

“Impossível falar de militância feminista e antirracista no Brasil sem fazer referência, e prestar reverência, a Sueli.”
Bianca Santana, escritora e jornalista, sobre Sueli Carneiro

“Simplesmente não teria chegado aonde cheguei se não fosse por Sueli Carneiro, que completou 70 anos no dia 24 de junho [de 2020].”
Djamila Ribeiro, filósofa e escritora, sobre Sueli Carneiro

“A obra de Sueli Carneiro como fonte de produção científica e intelectual, e também de ação política feminista, é um instrumento de transformação social profunda. Sueli Carneiro reflete sobre o mundo.”
Juliana Borges, escritora e colunista da revista Cláudia, sobre Sueli Carneiro

 


Leia mais

Entrevista de Sueli Carneiro para o podcast da Folha de S. Paulo

Entrevista de Sueli Carneiro para a revista Marie Claire

Entrevista de Sueli Carneiro para a revista Cult

Djamila Ribeiro indica na revista Marie Claire a leitura de Escritos de uma vida (Pólen)

Coluna da Revista Cláudia sobre Sueli Carneiro

 

Adriana Negreiros

27 de agosto de 2020

Sobre a autora

A escritora e jornalista Adriana Negreiros nasceu em São Paulo, em 1974, e mora atualmente no Porto, em Portugal, mas foi em Fortaleza onde passou a maior parte da juventude. Formada em filosofia pela USP, ela iniciou a carreira no jornal Diário do Nordeste e trabalhou por mais de uma década na Editora Abril, com passagens pelas revistas Veja, Playboy e Claudia.

Em 2018, fez sua estreia literária com a bastante comentada e elogiada biografia Maria Bonita: sexo, violência e mulheres no cangaço (Objetiva). A partir da trajetória de Maria de Déa, mais conhecida como Maria Bonita e popularizada como a cangaceira destemida, a mulher de Lampião, símbolo máximo do cangaço, Adriana traça um perfil nada glamouroso de personagens menos notórias dessa história, como Dadá, Inacinha e Maria Jovina. Ela acaba por nos revelar, assim, uma realidade bastante complexa sobre o papel feminino no cangaço, um tema popular, porém muitas vezes mal compreendido.

São histórias trágicas de mulheres violentadas, desrespeitadas e brutalizadas, que em nada se assemelham à imagem cristalizada de guerreiras representantes de uma espécie de protofeminismo. A perspectiva feminina e a violência contra a mulher é, aliás, um ponto de vista central na escrita da autora, que já assinou um segundo livro a ser publicado também pela Objetiva com este viés.

 


Citações

“Li o livro de Negreiros em duas sentadas, com um tremendo prazer.”
Contardo Calligaris, psicanalista e colunista da Folha de S. Paulo, sobre Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço (Objetiva)

“Tem sido difícil conviver com o Brasil nessa enfiada de tragédias e descasos. Ajudo-me, paradoxalmente, lendo um livro feroz. Maria Bonita, sexo, violência e mulheres no cangaço, de Adriana Negreiros, me mostra vícios antigos enraizados no país, que explicam em parte o quadro atual.”
Marina Colasanti, escritora, sobre Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço (Objetiva)

“No primeiro livro, a jornalista Adriana Negreiros conta a vida de Maria Bonita dentro de uma perspectiva feminista”.
Jornal A Tarde sobre Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço (Objetiva)

 


Leia mais

Entrevista de Adriana Negreiros para o Conversa com Bial sobre Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço (Objetiva)

Matéria da Folha de S. Paulo sobre Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço (Objetiva)

Matéria da revista TPM sobre Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço (Objetiva)