5 de novembro de 2009

Meu amor

Meu amor reúne dezoito narrativas breves da autora, mais um poema, “My Love”, que encerra o volume e lhe empresta o título. Escritos e reescritos entre 2004 e 2008, esses textos, à primeira vista díspares, são intimamente ligados por um olhar crítico e ao mesmo tempo amoroso sobre a vida no Brasil contemporâneo. Ora é uma subjetividade dolorida e sutil que aflora e nos toca; ora é a violência urbana que explode sem disfarces na cara do leitor; ora são personagens do sertão mineiro que se mostram em toda sua humanidade atual, sem concessões ao pitoresco.
Essa variedade é um dos pontos fortes do livro, que mostra o arrojo com que Beatriz experimenta e questiona os limites que separam não apenas os gêneros literários, mas também os territórios do urbano e do rural no imaginário literário brasileiro. Isto sem resvalar no regionalismo anacrônico nem no realismo jornalístico, deixando a porta entreaberta para o inesperado, para a poesia do cotidiano, por vezes crua, por vezes diáfana.
O primeiro conto do livro que Beatriz Bracher escreveu foi “Cloc, Clac”. Como tanta gente, ela acompanhou pela TV e ficou impactada pelo caso policial do pai acusado de jogar a filha Isabella, de seis anos, pela janela. O que começou como necessidade de colocar no papel a brutalidade dessa história tornou-se uma forte narrativa literária. Depois, a autora juntou-a a outros dezoito textos, para compor Meu amor.
“O livro descobre e percorre destemidamente uma ponte de simpatia repugnante entre o afeto mais terno, até maternal, e a crueldade mais abjeta”.
Alcir Pécora, Folha de São Paulo
A escritora reflete sobre a violência e a relação entre autores e leitores,
Correio Braziliense

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