João Silvério Trevisan

Sobre o autor

O romancista, contista, jornalista, ensaísta, dramaturgo, diretor de cinema e militante LGBTQ, João Silvério Trevisan nasceu em 1944 em Ribeirão Bonito, no interior de São Paulo, e reside atualmente na capital do estado. É autor de mais de uma dezena de livros, roteiros para cinema e peças teatrais, além de vencedor de diversos prêmios. Em viagem a Califórnia, no início dos anos 70, entrou em contato com o então efervescente movimento gay norte-americano. De volta ao Brasil, tornou-se um ativista na área de direitos humanos e fundou, em 1978, o Somos, primeiro Grupo de Liberação Homossexual do Brasil.

Ainda na década de 1970, foi um dos editores-fundadores do Lampião da Esquina, jornal pioneiro voltado para a comunidade homossexual brasileira, onde também atuou o hoje novelista Aguinaldo Silva. Em 1982, a convite da editora britânica Gay Men’s Press, aprofundou-se na pesquisa sobre sexualidade e gênero para escrever uma história da homossexualidade no Brasil. A empreitada deu origem ao livro Devassos no paraíso, um amplo estudo sobre a diversidade sexual e de gênero no país, que ganhou em 2018 uma edição revista e ampliada pela Objetiva.

Como romancista, é autor de Pai, pai, Ana em Veneza, Em nome do desejo, O rei do cheiro, entre outros. Seu livro mais recente, A idade de ouro do Brasil, será lançado em novembro de 2019 pela Alfaguara, e conta a história de cinco travestis convidadas a animar uma reunião onde políticos conspiram para criar um partido. Para isso, contam com a ajuda de um capitão de extrema-direita.

 


 

Citações

“’Tudo que meu pai me deu foi um espermatozoide’. Com esta frase que entrou para a lista das aberturas de livros inesquecíveis – como as de Anna Karenina e Cem Anos de Solidão –, é do livro Pai, Pai, último romance de João Silvério Trevisan. Aqui, João destrincha suas dores de convivência com seu pai, José Trevisan, violento e alcoólatra, que o elege como vítima primeira por conta da homossexualidade do autor.”
Metrópoles, sobre Pai, pai (Alfaguara)

“’Pai, Pai’ é a narrativa da formação de um filho em busca de um pai não apenas ausente, mas em processo de destruição.”
Revista Cult, sobre Pai, pai (Alfaguara)

“Vale ressaltar que esta edição de ‘Devassos no Paraíso’, além de revista e atualizada, ganhou novos (e necessários) blocos, com temas que vão da bancada evangélica e seus representantes — Bolsonaro, Malafaia, Edir Macedo — com o retrocesso que trouxeram, e continuam trazendo, para a pauta LGBTQ.”
Revista Bravo!, sobre Devassos no paraíso (Alfaguara)

“Em 1986, em meio à epidemia de HIV, Trevisan publicou um livro que continua a ser uma referência, ‘Devassos no Paraíso: A homossexualidade no Brasil, da Colônia à atualidade’. A obra foi pioneira no esforço de elaborar um histórico da vivência LGBT no país, desde o descobrimento.”
Nexo Jornal, sobre Devassos no paraíso (Alfaguara)

 


 

Leia mais

Entrevista de João Silvério Trevisan para a Folha de S. Paulo sobre Devassos no paraíso (Alfaguara),


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Vídeos

  • A Idade de Ouro do Brasil
    Romance
    216 págs, 2019, Alfaguara.
  • Devassos no paraíso
    Psicologia e Comportamento
    744 págs, 2000/2018, Objetiva.
  • Pai, Pai
    Romance
    256 págs, 2017, Alfaguara.
  • O Rei do Cheiro
    Romance
    320 págs, 2009, Record.
  • Pedaço de Mim
    Ensaio e Crítica
    352 págs, 2002, Record.
  • Em nome do desejo
    Romance
    236 págs, 2001, Record.
  • Seis Balas num Buraco só
    Romance
    236 págs, 1998, Record.
  • Ana em Veneza
    Romance
    658 págs, 1998, Record.
  • Troços & Destroços
    Contos e Crônicas
    158 págs, 1997, Record.
  • As Incríveis Aventuras de El Cóndor
    Infantil e Juvenil
    112 págs, 1992, Moderna.
  • Vagas Notícias de Melinha Marchiotti
    Romance
    347 págs, 1984, Global.