24 de novembro de 2011

O afeto ou Caderno sobre a mesa

Por trás de uma vida confortável, sem sobressaltos, Denise esconde uma tristeza aparentemente sem sentido. A dor silenciosa a leva a tentar apagar a própria existência – embora falte coragem para levar o ato até o fim. Um dia, ao arrumar gavetas, Denise encontra um caderno que a faz rever, como num filme, imagens e emoções daquela época: o dia a dia antes e depois da separação dos pais, o vazio e a solidão da mãe, a relação com as amiguinhas da escola e do prédio, com o irmão, com pai. Por entre desenhos do Snoopy e músicas dos Menudos, o caderno revela a violência sutil de um mundo de diferenças sociais e econômicas, de vazios e afetos reprimidos. Um mundo regulado por leis invisíveis, porém rígidas – e incompreensíveis demais aos olhos infantis.


Share

Outras Notícias

Entre línguas, experimentações e deslocamentos

Em “O lado de lá” e “Quem sabe dançar”, Paloma Vidal […]

leia mais
Mateus Baldi investiga o legado de Transa, álbum fundamental de Caetano Veloso

Por Felipe Maciel e Rodrigo Batista Depois de organizar a antologia […]

leia mais
Memória, território e mulheres no centro da narrativa

Em seu primeiro romance, Bethânia Pires Amaro entrelaça ficção e história […]

leia mais