16 de agosto de 2023

100 anos de Millôr Fernandes

Poesia, teatro, haicais, artes visuais, aforismos e traduções: A obra atemporal de um artista sui generis

Por Felipe Maciel

O Guru do Méier, Vão Gogo ou, simplesmente, Millôr Fernandes completaria hoje 100 anos.

Entre tantos predicados – jornalista, desenhista, artista plástico, tradutor, poeta, frasista e dramaturgo –, é difícil apontar em qual habilidade se sobressaiu. Millôr conseguiu a proeza de se destacar em todas elas. Nem assim se levava muito a sério, pois negava ter uma obra: “É coisa de pedreiro”, dizia, com humor habitual.

Talvez, para o próprio Millôr, apenas a invenção do frescobol nas areias de Ipanema fosse digna de maior distinção. Mas foi o jornalista Sérgio Augusto quem melhor resumiu os múltiplos talentos do artista: Millôr foi o grande filósofo brasileiro.



O legado artístico do autor homenageado da Flip de 2014 continua reverberando por sinal.

Um conjunto de lançamentos que marca o centenário fala por si. Hoje, o Instituto Moreira Salles, que abriga o seu acervo gráfico, vai disponibilizar em seu site uma série de esboços sobre seu processo criativo.

A peça “A História é uma Istória”, com direção de Ernesto Piccolo, reestreia no Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio. No campo literário, está previsto o relançamento de 16 títulos do autor, entre poesia, teatro, aforismos e traduções.

Conhecido também pelos aforismos geniais, suas frases sofrem com o mesmo efeito já observado com Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e Luis Fernando Verissimo, e se espalham pela internet, sendo falsamente atribuída a ele a autoria de muita coisa que circula na rede.


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