8 de novembro de 2006

Por que Sou Gorda, Mamãe?

Uma escritora ganhou 22 quilos em quatro anos. Como ela pode ter perdido o controle sobre seu próprio corpo sem perceber? Em busca da resposta, a narradora embarca em uma jornada ao passado e identifica como eixo a relação conflituosa com sua mãe e as heranças da família judaica de imigrantes europeus. À medida que lida com as dores e o peso de sua vida pregressa, ela resgata também o próprio corpo.
A transmissão geracional – do amor, do ódio, dos traumas, da personalidade – é a linha mestra do romance, em que Cíntia Moscovich mistura realidade e ficção. Se os pais judeus não puderam comer, por exemplo, os filhos teriam uma superalimentação. Com isso, toda a memória do horror vem à tona no corpo da personagem. Cíntia consegue transformar – com humor, ironia e sutileza – questões particulares em metáforas de amplo alcance.
Ao longo dessa rica e dolorosa jornada, a personagem (e a autora) não só redescobre seu corpo como também encontra forças para assumir seu ofício de escritora integralmente, expondo-se sem temores. Por que sou gorda, mamãe? trata, ainda, das crises de auto-imagem dos gordos. A narradora odeia a comida que a engorda, mas ama o alimento que lhe dá prazer. Essa ambigüidade é mastigada garfada a garfada, capítulo a capítulo.
“O mais brilhante exercício de humor judaico da literatura brasileira”,
O Estado de São Paulo
“Por que sou gorda, mamãe? é pródigo em momentos que comprovam o grande talento de Cíntia Moscovich”
O Globo
 “Cíntia, como personagem de Cíntia, diz o que precisa ser dito, seja para quem for. E é capaz de dizer para si mesma que é um ser de traços deformados”
Zero Hora

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