11 de maio de 2021

São tantas emoções!


Nos 80 anos de Roberto Carlos, a editora Record anuncia a pré-venda do primeiro volume da nova biografia de um dos mais populares artistas do país


Por Felipe Maciel

Quem aqui se recorda do grande debate nacional diante da censura da biografia Roberto Carlos em detalhes, de Paulo Cesar de Araújo? O livro trouxe à tona uma discussão nada original, mas ainda assim ocupou as manchetes e foi parar no Supremo, que chegou à decisão inédita. A obra não foi a primeira a ser censurada no país, mas marcou um ponto de inflexão.

Meia década depois da celeuma, chegamos aos 80 anos de Roberto Carlos, e se há um ponto pacificado sobre o assunto é a dimensão do artista para a música popular brasileira. Roberto embalou gerações, ecoou nas vitrolas, no rádio, na televisão e é ainda um enorme sucesso nas plataformas de streaming, entre amores e dissabores.

Em Roberto Carlos outra vez: 1941-1970 (Vol. 1), que sai pela Record, Paulo Cesar de Araújo retorna ao personagem que se atrelou à própria trajetória do biógrafo. Cobrindo o início da carreira do artista: o crooner, a Jovem Guarda e a sua incomparável popularização nos anos 1970, o livro é repleto de informações e de bastidores inéditos. Reconstitui histórias sobre como nasceram e foram gravados hits como Jesus Cristo, Sua estupidez, Quero que vá tudo pro inferno, É preciso saber viver, As curvas da estrada de Santos e Como é grande o meu amor por você.

O jovem Roberto começou a carreira nos passos do estouro de João Gilberto, mas foi como astro do rock ― dos musicais de televisão e do cinema ― que ergueu seu nome. Com o parceiro Erasmo Carlos, estabeleceu as bases para o rock nacional. Nascia a versão brasileira da beatlemania e do culto à juventude. Porém, no início dos anos 1970, surge um novo Roberto e sua música se propaga, como até hoje.


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